O que iremos fazer hoje, Cérebro? O mesmo que fazemos todas as noites, Pink, tentar descobrir o que fazem os bacharéis em relações internacionais!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caso Uniban: A ignorância é algo que se cultiva com o tempo!

Sempre brinco com os alunos que a ignorância é algo que se cultiva com o tempo, mas nunca imaginei ver a ignorância ser cultivada com tanto esmero, com tanta dedicação quanto neste caso da Uniban. É impressionante como em curto espaço de tempo conseguiram cultivar tanta ignorância, foram quase 30 anos de trabalho intenso, dá para ver que se esforçaram muito, quando parecia que haviam chegado ao ápice conseguiram mostrar que em pouco mais de uma semana podem progredir muito, alimentar muito a ignorância, que não há limites, sempre é possível se superar e ser mais ignorante.

Eu fico imaginando a cena, o advogado chega para o reitor da universidade e diz, analisei todos os precedentes, toda a legislação e tenho a saída perfeita para resolver o problema. O reitor entusiasmado pergunta, qual? Diga logo! E o advogado, é simples vamos expulsar a aluna de mini-saia. O reitor, noooossa! Que idéia maravilhosa, duvido que outro advogado conseguisse pensar nisso, o senhor faz jus ao seu salário e ao prêmio de melhor aluno da sua turma, quando o senhor se formou aqui, eu disse para todo mundo que o senhor ainda se destacaria no Brasil inteiro pela suas idéias brilhantes, sua hora chegou. Parabéns! Muito Obrigado, nós vamos implementar a sua decisão.

O diretor de marketing que estava na reunião e que não queria ficar para trás, também tinha sido o melhor aluno da sua turma de administração, tomou a palavra e disse, magnífico reitor, eu tenho uma idéia para tornar ainda melhor a proposta do nosso colega do jurídico. O reitor já sabendo estar cercado pelos mais dedicados, logo se entusiasmou, diga, diga, diga logo que precisamos nos livrar desse problema rapidamente. E o diretor de marketing, magnífico reitor, vamos fazer do limão uma limonada, vamos aproveitar para fazer uma campanha de marketing anunciando em todos os jornais de São Paulo e com destaque que expulsamos a aluna. Vai ser ótimo, vamos solidificar uma imagem para a instituição, não vamos nem precisar fazer campanha de propaganda do vestibular, porque a mídia vai citar tanto o nosso nome no mundo inteiro que vamos ficar mais famosos que o Pelé. O reitor ficou maravilhado, e disse, depois disso acho que vamos ter que fundar um novo campus com seu nome. O diretor jurídico ficou revoltado por não ter tido esta idéia antes. Agora está todo mundo da direção correndo atrás para conseguir uma idéia melhor que as dos diretores jurídico e de marketing. Com muito esmero, muita dedicação, vão chegar lá, o caminho da ignorância é longo, tortuoso, mas pode ser trilhado.

Se eu sou o reitor da Uniban e ouço uma idéia besta desta, demito o advogado na hora por estar mancomunado com a aluna. Não é possível, para um diretor jurídico propor uma besteira desta só se for ganhar dinheiro por fora. Porque a aluna vai ficar rica, não vai precisar mais cursar turismo, vai fazer turismo. Se a justiça brasileira trabalhar corretamente vai arbitrar um valor que efetivamente penalize a Uniban. É uma situação surreal, não tem cabimento algum. A faculdade já estava numa posição vulnerável pela ação animalesca dos alunos sem que a faculdade fizesse qualquer coisa para proteger a aluna. Agora a Uniban se tornou algoz. E pior não se conteve em expulsar, ainda publicou no jornal ataques à moça. E em entrevista  o diretor jurídico da Uniban consegue dar declarações mais desastradas. Coitado, quando ele for demitido da Uniban, ninguém mais vai contratá-lo, porque para ter idéia assim você não precisa de advogado, você precisa de advogado quando você tem idéias assim. O advogado deveria estar lá para impedir a besteira.

sábado, 7 de novembro de 2009

Justo o Brasil apresenta uma proposta liberal?

UOL Economia

UOL

06/11/2009 - 15h37

Proposta brasileira no G20 encontrará forte resistência, dizem especialistas

Silvio Guedes Crespo
Da Redação, em São Paulo

O Brasil levará à reunião do G20, neste fim de semana na Escócia, uma proposta que, se aceita, poderia amenizar a forte entrada de dólares no país e evitar a formação de uma possível bolha econômica. Mas essa ideia sofrerá forte resistência, segundo especialistas ouvidos pelo UOL.

A sugestão brasileira é que, para evitar desequlíbrios cambiais, todos os países do grupo adotem a política de câmbio flutuante, em que a relação entre oferta e demanda de dólar determine o valor da moeda americana em relação à local.

O grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo, 12 emergentes e a União Europeia terá um encontro de ministros da Economia e presidentes de bancos centrais neste fim de semana, no Reino Unido.

“A proposta do Brasil vai encontrar forte resistência, não por parte dos países desenvolvidos, mas pelos países em desenvolvimento”, avalia o professor Matias Spektor, coordenador do MBA de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ele se refere principalmente à China, que adota o sistema de câmbio administrado, em que o governo determina o valor da moeda local em relação ao dólar.

O objetivo do Brasil é tentar conter uma entrada artificial de capital estrangeiro no país. Com a crise internacional, as economias desenvolvidas têm mantido suas taxas básicas de juros em patamares historicamente baixos, o que leva investidores a tirarem parte de suas aplicações nesses países e investirem nos emergentes, que têm taxas maiores e perspectiva de crescimento.

Câmbio artificial na China

Mas os investidores têm certa aversão à China porque o país asiático mantém um câmbio artificialmente baixo. Com isso, “o capital estrangeiro acaba preferindo o Brasil, em função da característica cambial”, afirma o professor Otto Nogami, do Insper (ex-Ibmec-SP).

“Pode-se estar artificialmente criando uma bolha no mercado brasileiro, por isso o [ministro da Fazenda, Guido] Mantega decidiu pôr o IOF de 2% [sobre entrada de capital estrangeiro]. Agora a proposta é que a China flexibilize o câmbio. Essa é a grande preocupação”, avalia Nogami.

Desde o início do ano até o fechamento do pregão de quinta-feira, o dólar já se desvalorizou 26,2% em relação ao real.

Para o professor de macroeconomia Fábio Kanczuk, da USP, essa proposta não vingará. “Faz pelo menos três ou quatro anos que existe essa história, essa pressão (para que a China adote câmbio flutuante). Agora o Brasil entrou nessa, mas no final é a China quem decide, entra por um ouvido e sai pelo outro”, comenta Kanczuk.

Já Nogami é mais otimista: "a desvalorização do dólar não para. Isso começa a preocupar muito os bancos centrais. Nesse sentido, acredito que em curto intervalo de tempo começarão a surgir medidas efetivas".

A ideia de flexibilização do câmbio chinês já vinha sendo defendida pelos Estados Unidos e outros países desenvolvidos. A China, por sua vez, propõe a substituição do dólar por outra moeda nas transações internacionais, fato que encontra resistência justamente nos EUA.

Pressão sobre FMI e Banco Mundial

Além da proposta do câmbio flutuante, o G20 discutirá a necessidade de regulamentação do mercado financeiro internacional. Dentro desse aspecto, a expectativa, segundo os especialistas consultados, é de que o grupo de países defenda reforma no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, incluindo uma participação maior de países emergentes nas decisões.

No entanto, “o G20 é um fórum político. Não é tanto um produtor de medidas práticas. Quem toma as medidas são os países. O G20 serve para colocar as idéias sobre a mesa e tentar encontrar uma compreensão comum (acerca dos problemas discutidos)”, analisa Spektor, da FGV.

Essa “compreensão comum”, no entanto, não será alcançada neste fim de semana. Os assuntos discutidos voltarão à tona em junho de 2010, quando o grupo se reunirá no Canadá, e em Novembro, na Coreia do Sul.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2009/11/06/proposta-brasileira-no-g20-encontrara-forte-resistencia-dizem-especialistas.jhtm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Será o Brasil o Afeganistão de 2010?

No Afeganistão desistiram do segundo turno por não haver candidato de oposição. No Brasil em 2010 podemos nos perguntar, então, se haverá eleição. A oposição não anda nada animada a disputar as eleições confrontando o presidente Lula. Os ataques da oposição ao governo vem dos Democratas, que não têm votos, e de FHC, que também não tem votos e cujos ataques ao governo é visto pela massa como aquilo que de fato é, pinimba. Imitador dos EUA, FHC perdeu a oportunidade de escolher ser um ex-presidente em estilo norte-americano, era o que deveria ser copiado. Os ex-presidentes norte-americanos, que saem da vida política (caso de FHC, não será candidato a nada) passam a trabalhar em conjunto com o Estado americano independente de quem seja o presidente, estão a disposição para cooperar. Rejeitado este papel, FHC poderia ter escolhido ser um grande líder oposicionista, com avaliações ponderadas, propositivas, mas FHC optou por descontar em Lula o comportamento do PT quando era oposição. Então não acrescentou nada à oposição e ao desenvolvimento político brasileiro.

Este vazio oposicionista aparece na dificuldade de definição de um candidato. Curiosamente Marina Silva, que não tem viabilidade eleitoral, está na frente do PSDB na montagem de uma aliança para eleições de 2010, já foi atrás do PSOL e conta com o importante apoio de Heloísa Helena. No PSDB, Serra opta por não se declarar candidato, enquanto Aécio pressiona para uma decisão mais rápida. E cresce nas colunas políticas, a hipótese de Serra desistir novamente da eleição presidencial. Um analista argumenta que ele não pensa na hipótese, só quer postergar ao máximo a decisão para não ter que se confrontar com Lula enquanto Dilma não for oficialmente candidata Declarando-se candidato apenas em abril quando Dilma também já será oficialmente candidata, Serra evitaria ter que se confrontar diretamente com Lula. É um boa análise, mas uma má estratégia. Se Serra reconhece que confrontar-se com Lula o faria perder votos, Serra enfrentará sérias dificuldades em 2010, pois todas as análises indicam melhora da situação econômica do país que deve elevar a popularidade de Lula. Queira ou não, Serra será candidato tendo que atacar um governante altamente popular, se não estiver disposto a isto, das duas uma ou entra na disputa para perder ou desiste da candidatura. Não há um caminho seguro para a oposição no Brasil. A situação é tão complicada, a despeito das pesquisas, que há analistas pró-PSDB que defendem que a candidatura de Aécio Neves seria boa para fazer dele um nome nacional, ele teria condições de disputar outras eleições presidenciais se perdesse esta. Ao contrário de Serra, para quem esta deve ser a última oportunidade, se perder, acabou sua carreira política, pelo menos em cargos chaves.

Os conflitos internos não favorecem Serra, Serra não acredita no apoio de Aécio, no comprometimento de Aécio com sua candidatura, e Minas é um estado chave. Sabendo disso dentro da aliança governista já se discutiu colocar de vice de Dilma, Hélio Costa (que pretende ser mais uma vez candidato a governador) e não Michel Temer. Caso a aliança PT-PSDB fizesse isso seria um golpe no PSDB em Minas, porque os políticos mineiros buscam uma convergência muito grande entre as forças políticas do estado em nível nacional. Neste caso, Serra sairia perdendo.

O PSDB não tem candidato no Rio de Janeiro. Fernando Gabeira será candidato ao Senado, e agora falta candidato a governador que forme um palanque viável para o candidato do PSDB no Rio. Dilma poderá ter três palanques, de políticos populares no estado, Lindberg Farias, Sérgio Cabral e Garotinho.

No Rio Grande do Sul, o PSDB, para sua infelicidade, deve ter candidata, a governadora Yeda Crusius, cercada de denúncias de corrupção. Se se envolver demais na campanha do Rio Grande do Sul, há o risco do candidato presidencial do PSDB sair chamuscado, contaminar-se com os problemas da região.

No Ceará, a situação do PSDB é tão difícil, que Tasso Jereissati que não seria candidato pode ser candidato para evitar o esfacelamento do partido no estado. O estilo tradicional de política estimulada por Jereissati no Ceará virou um tiro no pé do PSDB do Ceará. Os outros partidos, PSB, PPS, PT se fortalecerão e o PSDB se enfraqueceram.

Ciência, Divisão Internacional do Trabalho e os BRICs

Ciência, Divisão Internacional do Trabalho e os BRICs

Escrito por Corival Alves do Carmo

01-Nov-2009

O debate nas relações econômicas internacionais hoje está dominado pela crise do dólar e pela ascensão dos BRICs. Há um questionamento generalizado sobre o a capacidade dos EUA conservarem o valor do dólar e sobre a continuidade do dólar como moeda internacional.

Crescentemente se discute a utilização de uma cesta de moeda como valor de referência na economia mundial. A discussão sobre a composição de uma cesta de moeda reflete a ausência de uma moeda que seja capaz de substituir o dólar e mais especificamente de um país que se disponha a oferecer a sua moeda em substituição ao dólar. Sendo assim, o mundo se mostra relativamente impotente quanto ao dólar, e as alternativas pensadas não alteram a centralidade dos EUA na economia mundial.

A ascensão dos BRICs marcaria em princípio um mundo multipolar, haveria um declínio relativo das potências tradicionais e a ascensão de novos centros econômicos. E em princípio a discussão só se torna válida se for restringida aos aspectos econômicos já que é bastante questionável tratar a China e a Rússia como novas potências em ascensão do ponto de vista político. De todo modo os BRICs apontariam para um futuro multipolar, mas não o realizariam de fato hoje. Hoje, eles apenas tornam os debates econômicos sobre a economia mundial mais multilaterais.

Entretanto, nestas discussões sobre o futuro da economia mundial e sobre as hierarquias no interior do capitalismo há um fator que vem sendo ignorado - as recentes transformações econômicas impostas pela revolução da eletrônica e o papel central que o desenvolvimento científico tecnológico desempenha na economia mundial hoje.

As análises sobre as novas potências emergentes continuam sendo marcadas pelos critérios antigos, o que impressiona os analistas ainda é o consumo de aço da China, a implantação de setores econômicos tradicionais na China. Subestimam o papel que a capacidade de promover desenvolvimento científico e tecnológico desempenha no capitalismo contemporâneo.

Segue em:

http://www.revistaautor.com/index.php?option=com_content&task=view&id=517&Itemid=54

"Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país à crise seria ainda maior",

Sem São Paulo
"Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país à crise seria ainda maior", diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV.
"Nas periferias do Nordeste, as classes A, B e C cresceram 12% de agosto de 2008, antes da turbulência, a agosto de 2009. É como se, nessas regiões, a crise não tivesse existido", diz.
Já a parcela da população do município de São Paulo que figurava nas classes A, B e C apresentou retração de 0,8% no período.
Neri formula suas pesquisas com base em dados divulgados pelo IBGE.
"Os números mostram, de forma inequívoca, o impacto forte dos programas sociais no combate à crise", diz Neri.
A pesquisa Datafolha, com metodologia própria, apontou um desempenho formidável dessas três classes, que estão no ápice da pirâmide social, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Elas partiram de uma fatia de 75% para 81% de 2008 a 2009. Na região Sul, caíram de 89% para 88%. Na Sudeste, apresentaram ligeiro aumento, de 83% para 85%.
Trabalho
No período entre 2001 e 2008, as transferências promovidas pelo Bolsa Família e pelas aposentadorias vinculadas ao salário mínimo haviam sido muito importantes para a redução da desigualdade social no Brasil.
No ano passado veio a mudança: a renda do trabalho foi responsável por 75% da queda da desigualdade, enquanto o aumento do salário mínimo respondeu por apenas 16% do recuo da desigualdade, segundo dados do Ipea.
O pesquisador Sergei Soares avaliou que, quando saíssem os resultados da Pnad, o Bolsa Família e todos os outros benefícios indexados ao salário mínimo voltariam a deter mais importância.
"Veremos, daqui a um ano, um efeito possivelmente ainda importante do mercado de trabalho. Mas veremos um efeito ainda mais importante das transferências do que o observado em 2008." É, de fato, o que está ocorrendo.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0111200905.htm

O texto já é velho, mas Lúcia Hipólito defendendo o Lula merece reprodução e as questões sobre a política brasileira estão corretas

Enviado por Lucia Hippolito - 24.10.2009| 18h00m

A entrevista de Lula – forma e conteúdo

Algumas afirmações do presidente Lula na entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo tiveram grande repercussão – e nem sempre pelas razões corretas.

Num dado momento da entrevista, o presidente declarou que se Cristo voltasse à Terra, teria que se aliar com Judas para poder governar o Brasil, porque ninguém governa sem uma grande coalizão.

A afirmação causou um enorme reboliço. O secretário da CNBB saiu em defesa de Cristo – como se Cristo precisasse. A oposição, por sua vez, acusou o presidente de falta de respeito, entre outras coisas.

Mas as reações, um tanto exageradas e equivocadas, limitaram-se a criticar a forma como o presidente expôs seu pensamento.

Este é o estilo do presidente Lula. Ele às vezes fala um palavrão, emprega palavras chulas, metáforas futebolísticas. Ele é assim mesmo.

É preciso ir além da forma e analisar o conteúdo das palavras do presidente. Analisar sua afirmação de que, sem uma grande coalizão não se governa o país.

E Lula está coberto de razão.

O sistema político brasileiro está construído de uma maneira tal que, se não houver uma grande coalizão, o governo fica paralisado. Não governa.

O ex-presidente Fernando Henrique foi eleito numa aliança entre PSDB e o PFL. Mas teve que incorporar o PMDB e o PTB para compor maioria para governar.

Já o presidente Lula foi eleito no primeiro mandato pelo PT e o PL. Teve que agregar mais 12 pequenos partidos à aliança inicial para compor sua base de apoio.

E por que isto acontece? Porque os presidentes sempre acabam precisando emendar a Constituição. Para tanto, precisam de uma base de, no mínimo, 308 deputados.

Mas é preciso sempre contar com uma folga. Primeiro, porque não existe mecanismo de fidelidade partidária que obrigue todos os deputados e senadores a votarem segundo orientação de seus partidos.

Segundo, não existe mecanismo que obrigue todos os deputados e senadores a estarem presentes no dia de uma votação.

E naquelas votações que exigem voto secreto, então, dá uma vontade de trair, como dizia o dr. Tancredo Neves.

Assim, a aliança que é suficiente para eleger um presidente da República não é suficiente para lhe garantir a governabilidade.

Depois que toma posse, o presidente precisa aumentar o número de sócios na aliança. E aí, para poder aprovar o que quer, alia-se a cobra, jacaré e elefante.

Podemos discutir e criticar a qualidade das alianças feitas pelo presidente Lula. Realmente, o padrão ético não é lá muito rigoroso.

Lula não precisava se aliar a Sarney, Renan e Jader.

Mas não podemos nos esquecer de que, no governo Fernando Henrique, Renan Calheiros foi ministro da Justiça!

Por isso, o raciocínio do presidente Lula, exposto na entrevista, está correto.

Enquanto o sistema político brasileiro estiver construído desta maneira não há condições de governar sem uma grande coalizão.

Daí o papel estratégico do PMDB em todos os governos. Em qualquer governo.

Ninguém governa o Brasil sem o PMDB.

Com o PMDB já é um pouco difícil, porque aquilo, mais do que um partido, é uma casa de doidos, onde cada um faz o que quer.

Podemos ficar discutindo horas se Judas traiu ou não, se o presidente usou analogias adequadas ou não.

Mas o conteúdo da fala do presidente é que é relevante.

O resto é apenas o estilo do presidente Lula.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/10/24/a-entrevista-de-lula-forma-conteudo-235027.asp

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Chávez é motivo para ter base na Colômbia, afirma Pentágono

São Paulo, segunda-feira, 02 de novembro de 2009


Chávez é motivo para ter base na Colômbia, afirma Pentágono

Documento que pede verba para base colombiana de Palanquero lista "governos anti-EUA" entre ameaças
FLÁVIA MARREIRO
DA REPORTAGEM LOCAL

Ao assinar o acordo militar com a Colômbia e garantir o uso da base área de Palanquero, no centro do país, o governo dos EUA considera ter aproveitado uma "oportunidade única" de obter "acesso e presença regional a custo mínimo" numa área sob ameaças constantes, entre elas as vindas de "governos antiamericanos" como o do venezuelano Hugo Chávez.
O argumento acima consta do documento do Pentágono submetido ao Congresso americano para justificar o Orçamento militar do país no ano fiscal de 2010. O texto, sancionado recentemente pelo presidente Barack Obama, inclui verba de US$ 46 milhões a ser aplicada em Palanquero.
O documento solapa a retórica de Washington e Bogotá, que repetem o mantra de que o pacto militar assinado na sexta-feira -que permitirá aos EUA usar outras seis instalações além de Palanquero- visa atacar só problemas domésticos colombianos, e dá combustível às reclamações de Chávez, que vê no trato uma ameaça a seu país. Tudo isso num momento em que a tensão entre Bogotá e Caracas volta a crescer por conta de incidentes na divisa cada vez mais violenta.
O teor do acordo militar não foi divulgado -a Colômbia promete fazê-lo nesta semana. Só Chávez e Evo Morales (Bolívia) reclamaram de sua consumação. O governo Lula, que cobra "garantias" de Washington e Bogotá, não se pronunciou.
Em entrevista ao jornal colombiano "El Tiempo", o embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, disse que seu governo já deu garantias aos países da região de que o acordo não permite operações conjuntas fora da Colômbia. "Posso dizer que o acordo diz [isso] claramente no artigo 4º, parágrafo 3º."
No entanto, na avaliação do Conselho de Estado, o órgão jurídico consultivo máximo colombiano, o texto é frouxo e deixa decisões importantes para acertos posteriores, além de ser "desequilibrado" a favor de Washington e potencialmente violador da soberania do país.
Resposta a crises
O documento do Pentágono submetido ao Congresso diz que Palanquero é "inquestionavelmente" o melhor lugar "para conduzir um completo espectro de operações pela América do Sul" -a importância da base já havia aparecido em documento da Força Aérea, que a inclui no esquema global de rotas para transporte estratégico global de carga e pessoal.
Afirma que o investimento na base vai "melhorar a capacidade dos EUA de responder rapidamente a crises, assegurando acesso e presença regional com custo mínimo". Contribuirá também para "expandir capacidade de guerra aérea", inteligência e monitoramento.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0211200912.htm

A real dimensão do Brasil em escala internacional: na falta de poder, a persuasão, mas basta?

No deserto, as miragens ganham vida e podem até dar sentido à luta pela vida, mas continuam sendo miragens. As miragens podem servir para realimentar os sonhos e fazer crer que as chances de sobrevivência são maiores, mas continuam sendo miragens.

A política externa brasileira vive de miragens. São miragens importantes, motivam o país, mas não se pode esquecer que são miragens.

Quem acompanha o blog sabe que sempre post as notícias que de algum modo exaltam este momento do Brasil. Me diverte ler estas notícias pensando no quanto elas incomodam os antiLula ferrenhos, o quanto incomodam o PSDB e o FHC por colocar o Brasil atual num patamar incomparável com o que ocorria no governo FHC. Se havia um setor no qual FHC e seu grupo imaginavam que seriam insuperáveis era na política externa, como um presidente monoglota poderia superar o príncipe da sociologia paulista? Não apenas superou, como o reduziu a insignificância dentro da história da política externa brasileira. FHC corre o risco de ser tratado nos livros de história da política externa brasileira como um Eurico Gaspar Dutra qualquer. E dentro do meu humor insólito, acho divertido acompanhar isso.

Entretanto entre a realidade e as miragens cultivadas pela internacional sobre o Brasil há uma larga distância. A imprensa internacional adotou o Brasil, adotou o Brasil porque o Brasil defende em escala mundial os valores liberais nas relações internacionais que são compartilhados por esta mesma imprensa. O Brasil segue um padrão de ação que a imprensa liberal internacional gostaria de ver generalizado. Além disso, difundir o Brasil não compromete, não é uma potência militar, não viola uma série de valores cultivados pela imprensa liberal como a China. Maximizar o soft power brasileiro não representa risco para a grande imprensa liberal, além disso o apoio ao Brasil aponta-o como modelo a ser seguido, especialmente para os governantes de esquerda. Então o Brasil foi abraçado em todo a sua agenda de política internacional.

O ativismo do Brasil em termos de política externa só é efetivo porque as ações brasileiras são significativamente amplificadas pela imprensa internacional. Sem poder militar, sem capacidade de coerção, o Brasil só pode contar com a persuasão, com a capacidade de convencimento e para tanto a imprensa funciona eficazmente ao legitimar as pretensões brasileiras, explica-las, e valida-las. Note-se, por exemplo, se os EUA ignoram por completo a idéia do G-20, e restringem as negociações ao G-8, qual seria a repercussão na mídia liberal mundial?

Agora vários periódicos trouxeram a comparação entre o Brasil e o México, apontam como o México que era o modelo em meados da década de 90 retrocedeu e o Brasil avançou. Isto deve servir como exemplo, todos os países que foram apontados como modelos a serem seguidos pela mídia liberal na seqüência sofreram grandes crises. O Brasil ainda tem uma vantagem não foi objeto de nenhum relatório do Banco Mundial apontando-o como modelo.

O Brasil tornou-se mais ativo em termos de política externa, mas não se tornou mais poderoso no sistema internacional. A arma do Brasil é a persuasão, a formação de alianças, a capacidade de mobilização dos seus diplomatas. Não se pode confundir aumento do ativismo em política externa com aumento do poder brasileiro na política internacional.

A imprensa brasileira mostra grande incompreensão da situação tanto pelos viés oposicionista que adota quanto pela ignorância mesma. O caso de Honduras é paradigmático. A UOL colocou uma notícia com uma manchete que dizia que o caso de Honduras mostrava que a OEA só funcionava quando os EUA atuavam. A jornalista Eliane Cantanhêde escreveu neste domingo (01/10) uma coluna intitulada “Quem pode pode” para tratar da questão, diz que por mais que o mundo esteja mudando, apesar de todo esforço do Brasil, a questão de Honduras só andou quando os EUA se movimentaram. E eu fico pensando, mas o que eles esperavam? Do mesmo modo que os EUA não conseguem demover o presidente do Sudão ou o governo da Coréia do Norte, agora, se a China interferir na questão de fato, o problema norte-coreano seria resolvido como por encanto. As organizações internacionais não tem poder próprio, seja a ONU, seja a OEA, o poder deles está relacionado ao comprometimento dos Estados-membros com os objetivos e ações da organização. Evidentemente que se os membros mais poderosos não se comprometem com a instituição, ela se enfraquece. Estranho seria a OEA ser tão poderosa que não dependesse dos EUA para agir, aí deveríamos pensar se não seria mais seguro “fechar” a OEA. Era evidente desde o início que o Brasil e a OEA não seriam capazes de demover a liderança golpista, por isso sempre pressionaram os EUA. O que o Brasil poderia para fazer o governo do turno de Honduras ceder? Nada, os dois países não possuem relações econômicas relevantes, nem políticas, resistir ao Brasil não representa um ônus para Honduras exceto em termos de imagem. Mas alguém pensa que o governo de Honduras tenha uma imagem a zelar no exterior que o fizesse ceder? Estranho seria Honduras ceder. Só faria sentido questionar o poder e a capacidade de ação do Estado brasileiro se houvesse um golpe na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai (e talvez mesmo na Argentina) e o Brasil não fosse capaz de fazer pressão suficiente a ponto de demover os golpistas.

Jânio de Freitas também escreveu sobre política externa neste domingo, mas tratou de outra questão do acordo militar entre os EUA e Colômbia. O artigo intitulado “A liderança em questão” afirma que a idéia de que o Brasil lidera a América do Sul foi completamente negada pela assinatura deste acordo. Outro equívoco. Mas aí um equívoco mais honesto do que o da Eliane Cantanhêde. Dizer que o Brasil lidera a América do Sul é, em geral, uma força de expressão. De fato, a América do Sul é uma região em disputa, e os Estados da região orbitam em torno de pelos menos três eixos de poder, Washington, Brasília e Caracas. De acordo com seus interesses políticos e econômicos, os governos da região se aproximam mais ou menos de um destes eixos. Ora, é evidente que a Colômbia está numa posição isolada dentro da região e o Estado mais vinculado aos interesses dos EUA na região. É uma posição idealista imaginar que o Brasil poderia ter impedido o acordo entre a Colômbia e os EUA, para tanto o Brasil deveria que ter oferecido uma alternativa mais vantajosa para solucionar o problema que o governo colombiano considera mais ameaçador, a guerrilha e o narcotráfico. Ora em nenhum momento o Brasil se dispôs a apresentar esta alternativa. Caso Brasil, Equador e Venezuela se dispusessem a assumir a agenda política colombiana e montar uma operação conjunta para desmontar a guerrilha e o narcotráfico que ocorre no seu entorno, a Colômbia teria uma alternativa viável (mesmo superior) à cooperação com os EUA. Mas os países da região rejeitam a agenda colombiana, é um direito deles. Entretanto, para retirar os EUA da região, o melhor caminho seria se comprometer com a agenda colombiana. Agora qual o apoio interno que o presidente Lula teria para enviar tropas brasileiras para enfrentar a guerrilha e o narcotráfico na fronteira com a Colômbia e mesmo eventualmente realizar operações conjuntas na Colômbia? A sociedade brasileira está disposta a assumir o custo de ser de fato o líder da América do Sul?

A principal restrição que o Brasil sofre na sua ação internacional é o fato de não ser hegemônico na América do Sul. Hegemônico no sentido gramsciano do termo. Os países da região não identificam que possam atingir o seu interesse através das suas relações com o Brasil, e isso enfraquece significativamente o Brasil. No mesmo artigo, Jânio de Freitas aponta que o novo acordo realizado entre a Argentina e o Chile é um golpe na idéia de liderança brasileira. Podemos apontar também o fato da China estar disputando o mercado argentino com o Brasil. O que os países da região querem? Dinheiro, querem mercado para exportar seus produtos. E a capacidade do Brasil de ofertar isso é reduzida, o Brasil contribui pouco para a solução dos problemas dos seus vizinhos, a situação melhorou com os financiamentos do BNDES, mas o Brasil precisaria manter um “sólido” déficit comercial, ou pelo menos ser um grande importador da produção de seus vizinhos, deveria ser o grande parceiro comercial dos países sul-americanos como a China se tornou para os países asiáticos, mas o Brasil está bem longe disso. É surpreendente, por exemplo, que o Mercosul ainda seja discutido no Uruguai, que não haja uma completa integração econômica entre o Brasil e o Uruguai.

Por outro lado, não se pode minimizar a importância do Brasil na América do Sul. O governo Evo Morales identifica a Venezuela de Hugo Chávez como seu principal aliado. Mas a estabilidade política da Bolívia passa em grande medida pelo Brasil. A disposição brasileira em renegociar os acordos do gás com a Bolívia como a disposição brasileira em renegociar Itaipu com o Paraguai são cruciais para a sobrevivência destes governos, para ampliar suas margens de ação política. Também Hugo Chávez sabe que boa parte da sua atuação se deve ao Brasil. Os limites da ação internacional de Hugo Chávez vai até o ponto onde o Brasil pode lhe dar suporte, ele sabe disso e não ultrapassa este limite. Sem o apoio do Brasil, a pressão americana sobre a Venezuela seria muito maior. Após a fracassada tentativa de golpe em 2002, os EUA não tentaram mais nada diretamente, porque em 2003 já não podiam mais contar com o apoio do Brasil como anteriormente. Chávez sabe que caso a oposição se eleja no Brasil em 2010, a sua posição internacional ficará profundamente vulnerável. Chávez sabe também que pára continuidade do seu projeto política a integração com o Brasil é fundamental, solidificaria a estratégia de desenvolvimento alternativa. Por isso, mesmo não exigindo que o Brasil faça parte da ALBA, mesmo sabendo que o Brasil nunca poderá fazer parte da ALBA, Chávez busca aprofundar projetos conjuntos com o Brasil. O Brasil ganhou uma importância no comércio exterior venezuelano que não tinha antes de Chávez e Lula.

As ações do Brasil ganharam repercussão internacional quando o Brasil assumiu o discurso hegemônico na mídia liberal internacional. Isto fortalece o Brasil nos fóruns multilaterais mundiais, mas tem pouco impacto nas questões sul-americanas. Aqui os vizinhos querem resultados econômicos mais concretos por se aliarem ao Brasil. É preciso compatibilizar as duas coisas. E neste sentido ainda se constata o limite econômico do Brasil. O Brasil se tornou atrativo para o capital internacional, os fluxos de capitais não cessam. Isto reforça o espaço brasileiro nos fóruns econômicos internacionais. Mas este despontar econômico brasileiro ainda não foi capaz de trazer junto a América do Sul. O Brasil ainda precisa crescer muito, e adotar políticas mais efetivas de integração para ser capaz de fato criar um espaço econômico sul-americano colocando-se como centro.

A dimensão internacional continuará sendo superdimensionada neste momento de crise e de vazios de liderança, mas o Brasil não deve deixar se envolver pelo canto da sereia. É preciso continuar medindo os passos enquanto constrói uma sólida retaguarda. Esta retaguarda está em construção. Mas não está pronta. É preciso mais ousadia na integração sul-americana para que ela possa se reverter mais rapidamente em suporte político para o Brasil. o Brasil vai com cuidado com medo de perder neste processo de integração. Claro que haverá setores que serão perdedores líquidos num caso de integração sul-americana, mas é impossível que politicamente o Brasil não seja o ganhador líquido e mesmo economicamente o Brasil terá mais vantagens.

domingo, 1 de novembro de 2009

EUA e Rússia na América Latina

EE.UU. y Rusia tras la región

1 de Noviembre de 2009

Alexander Martínez, AFP
Estados Unidos y Rusia dieron nuevos pasos en el posicionamiento de intereses militares y económicos en Latinoamérica, el primero con la firma de un acuerdo para operar desde bases colombianas, y Moscú sumando a Ecuador a sus aliados regionales.
Colombia firmó el viernes el convenio que autoriza a Washington a usar siete destacamentos contra el narcotráfico y las guerrillas izquierdistas, tras meses de fuerte polémica con sus vecinos, especialmente Venezuela, que congeló las relaciones con Bogotá en julio.
El presidente Hugo Chávez asegura que el pacto configura una plataforma de ataque a Venezuela por parte de Estados Unidos -al que culpa del golpe de Estado que sufrió en 2002- y una estrategia para recuperar la hegemonía histórica en su "patio trasero".
Por ello el gobierno de Chávez anunció recientemente que comprará a Rusia 92 tanques T-72 y sistemas de defensa antiaéreos con un crédito de 2 mil millones de dólares que le concedió Rusia en septiembre.

Caracas logró dicho préstamo en coincidencia con su anuncio de que reconocía la independencia de los territorios georgianos de Abjasia y Osetia del Sur -aliados de Moscú-, como ya lo había hecho Nicaragua y podría hacerlo Ecuador.
"Rusia está buscando un mercado de armas en Latinoamérica y estaría ofreciendo descuentos a cambio de ese reconocimiento", señaló a la AFP Carlos Espinosa, internacionalista de la Universidad San Francisco de Quito.
Las relaciones con Ecuador
En vísperas de la firma del acuerdo sobre las bases militares, el presidente ruso Dimitri Medvedev selló una alianza con su homólogo ecuatoriano Rafael Correa, otro duro contradictor de la presencia estadounidense en Colombia.
Quito rompió relaciones con Bogotá en marzo de 2008 a raíz de un ataque contra la guerrilla de las FARC en Ecuador, que dejó 25 muertos.
Estados Unidos empezó a negociar el acuerdo con Colombia luego de que Correa pusiera fin al convenio que permitió a ese país operar las bases antidrogas de Manta en territorio ecuatoriano durante diez años.
Los vínculos con Latinoamérica "se han fortalecido netamente y le vemos mucho sentido porque (...) desearíamos desarrollar relaciones amistosas y completas" con toda la región, dijo Medvedev tras recibir al presidente ecuatoriano, al que venderá dos helicópteros militares Mi-171E.
Más nexos
Moscú también ha estrechado lazos con Bolivia y Argentina para el suministro de armamento y la explotación de hidrocarburos, y puja por un contrato de venta de aviones caza SU-35 al gobierno brasileño.
Además, el presidente ruso visitó hace un año Venezuela, Cuba, Brasil y Perú, y días antes buques de su país realizaron las primeras maniobras militares en el Caribe desde el fin de la Guerra Fría.
"Rusia quiere incidir en Latinoamérica en represalia por la influencia estadounidense" en la ex órbita soviética, afirmó Espinosa, recordando el apoyo de Washington a Georgia en el conflicto con Moscú.
Asimismo, las alianzas con el Kremlin pueden constituirse en una "respuesta al convenio entre Colombia y Estados Unidos", señaló por su parte Vladimir Sierra, de la Universidad Católica de Quito.
Empero, los analistas no ven en el horizonte una disputa político-militar entre las dos potencias, si bien su posicionamiento recuerda la Guerra Fría. "Ahora la disputa es por dominios económicos y tecnológicos", indicó Sierra.
Adquisiciones
Desde Rusia con amor
Venezuela es el principal cliente latinoamericano de armamento ruso -con compras por 4.400 millones de dólares desde 2005- y pilar de la estrategia del Kremlin en la región.
Esta sociedad abarca además exploraciones de millonarias reservas de petróleo y gas y el desarrollo de energía nuclear.
Tome nota
Las bases militares son particularmente rechazadas por los presidentes de Bolivia, Ecuador y Venezuela, quienes creen que las operaciones estadounidenses son un riesgo para sus gobiernos.
‘Bases van contra revolucionarios’
El acuerdo firmado entre Estados Unidos y Colombia para que militares estadounidenses utilicen siete bases colombianas está dirigido contra "gobiernos revolucionarios" de Latinoamérica, afirmó ayer el presidente boliviano, Evo Morales, quien reiteró su rechazo al pacto.
Morales suele llamar "gobiernos revolucionarios" a aquellos países que conforman la Alianza Bolivariana para las Américas (ALBA): Bolivia, Cuba, Nicaragua, Venezuela, Ecuador, Honduras, Dominica, Antigua y Barbuda, y San Vicente y las Granadinas.
"Esas bases no son para combatir el narcotráfico" como argumenta el régimen del colombiano Álvaro Uribe, quien además apunta a grupos armados ilegales, indicó el mandatario.
Morales también dijo que su par de Estados Unidos, Barack Obama, "tiene la obligación de justificar" el Premio Nobel de la Paz recibido y retirar "todas las bases militares en el mundo, devolver la democracia en Honduras y levantar el bloqueo contra Cuba".
Convenio polémico
Siete puestos claves
El acuerdo sobre las bases permite a tropas de Estados Unidos operar durante los próximos diez años desde las bases aéreas de Palanquero (centro), Apiay (este) y Malambo (Caribe, norte).
También podrán utilizar los fuertes del Ejército Tres Esquinas (sur) y Tolemaida (centro), y las bases navales de Cartagena (Caribe) y Bahía Málaga (Pacífico, oeste).

http://www.lahora.com.ec/frontEnd/main.php?idSeccion=952558

Apagões no Equador

Vuelven los apagones

1 de Noviembre de 2009

El estiaje que soporta el país desde hace cinco semanas complica la situación de abastecimiento de energía eléctrica.
El estado actual de algunas generadoras térmicas, que debían entrar a operar para cubrir la demanda ante la baja de los caudales en Paute, es también preocupante.
La central registra una reserva energética de 3,7%, menor a la recomendada técnicamente de 10% (230 kilovatios).
Aunque las autoridades del Ministerio de Electricidad y Energía Renovable (MEER) reiteraron a inicios del estiaje, el pedido para priorizar el uso de aparatos y electrodomésticos, la demanda de electricidad sigue en aumento durante estos días de feriado.
Iván Rodríguez, ex ministro de Energía, explicó que la cuota de Paute ha bajado demasiado en los últimos días y pone en riesgo el normal abastecimiento de electricidad.

Señaló que a la preocupación de generación de Paute, se suma la reducción en la entrega de energía desde Colombia, que actualmente provee solo 7% de la demanda requerida (12%), porque su consumo eléctrico también se incrementó por problemas de provisión en el consumo de gas natural.
“Estamos viviendo una sequía por lo cual es importante que las plantas térmicas empiecen a funcionar y debe darse crédito a las generadoras privadas y estatales para que generen toda su capacidad”, comentó Rodríguez.
Térmicas sin dinero y en reparaciones
Según información al 30 de octubre del presente año, del Centro Nacional de Control de Energía (CENACE), la Unidad Uno de la Central Hidroeléctrica San Francisco estará en mantenimiento hasta el próximo martes.
Mientras, el parque de generación térmica tiene algunas plantas indisponibles por trabajos de reparación y falta de diésel para operar.
En la Central Keppel bloque 4 (Termoguayas), Álvaro Tinajero, G. Aníbal Santos TG 1 y TG2, pertenecientes a la Eléctrica de Guayaquil, existen problemas internos y falta de recursos.
Igual realidad presentan las centrales Gonzalo Cevallos TG4, de CELEC Electroguayas y Electroquil 2 Unidad 1 y Unidad 3, que no tienen combustible para su generación.
Para Rodríguez, no se debió autorizar trabajos de reparación en las plantas térmicas ante la situación de estiaje, que deberá soportar el país hasta inicios de 2010.
Cifra
16,1 millones de galones de diésel eran las estimaciones de requerimientos de combustibles para el anterior mes.
Dato
Cada año crece la demanda eléctrica en 150 megavatios (MW).
Situación
Represa Amaluza
<< Nivel de agua: 1970 msnm
<< Reserva energética: 3,7%
<< Caudal de agua. 34,7 metros cúbicos por segundo.

Conversões religiosas como ameaça na Índia

Need to check religious conversions in India: Singh

PTI 1 November 2009, 11:20am IST

BHOPAL: BJP president Rajnath Singh has said that there is a strong need in the country for amending the constitution to check large scale religious conversions allegedly being carried out by foreign forces through inducements.
"There is a need to check large scale religious conversion being carried out in the country through inducements by incorporating the provision of embracing any faith before a competent authority," Singh said addressing the 'Amrit Mahotsav' of senior BJP leader Kailash Narayan Sarang, here last night.
The country is facing lot of threats from within and outside and foreign forces were indulged in large scale religious conversion in the country with an aim to finish India's strength of embracing all faiths of the world, he said.
"Because of the strong beliefs in Nationalism and Indianisation of workers like Sarang and others like him, they are unable to succeed in their designs. Therefore there is a need for having a law in the country which should give freedom to people to choose their religion," Singh said.

De Istambul: Penis is not for fixing the socket

Penis is not for fixing the socketSaturday, October 31, 2009

ŞAFAK TİMUR

ISTANBUL – Hürriyet Daily News

Please do not think that this column will be about sexuality when you read the headline. Ok, it is somehow related to sex, but not in the way that the headline implies.

Let me tell it from the beginning. It was one week before when a reader sent an email to Ayşe Arman, a female columnist for daily Hürriyet who writes about sexual issues. The title of the email was “Women with penis.” The author of the email is a man and he complained about urban women who try to behave like a “men.”

“They make you feel like they have a penis, although they do not have one physically,” the reader wrote, and explained why he feels that way quoting an imaginary woman with a “penis”: “I fix my own electric socket, I take care of myself if I’m stuck on the road with a broken car, I get well on my own if I am sick. I do not need a man to protect or support me.”

The first thing that came to mind when I read those words was, a penis can fix a plug? Oh, I have never known that. To fix a socket, a screwdriver is a pre-requisite, if you do not have one, it will be difficult, but a knife can also work. A side cutter would be perfect to cut the cables, but if you do not have one, don’t worry, a lighter and a knife can help you burn the part you want to get rid of and peel it off. Then you need isolation tape for wrapping the cables if some will stay open. And of course the new socket you need to change with the old one. Still I cannot find a penis. Let’s push, may be instead of screwdriv…. No, no, no… it would be so cruel and unhealthy.

The email then goes on to tell how these women do not let men come near them for an intimate relationship although these women like to have sex and look feminine. It took me a long time to understand the connection between allowing a man to fix your socket and allowing him to affiliate with you. Ok, not that long, cause in a second I decided that this sentence does not have any intelligence in it.

Many women, these are housewives generally, can fix sockets or other broken things at home because they are alone at home carrying all its responsibility. In my childhood one of my neighbors was a young housewife with two children from the Black Sea region with an engineer husband. The engineer could not even change a bulb, while his wife could use all the tools efficiently. There are also many men who can cook perfectly but do not feel womanly when they make soup for their sick wives. Shall we call them men with vagina?

It would take pages to discuss what describes a man and a woman, what are included in the gender roles of each sex, how these roles lead to the oppression of women in front of men, and how these roles are changing. There are many valuable academic works on all these issues.

Moreover, the debate about women getting more and more independent each day and causing men to panic is not new as well. However it is obvious from this email as well, we still need to say couple of words about this issue.

The change in gender roles is not recent, but may be more visible currently, as an increasing number of women start to live alone, make their own living or even raise their children alone after a problematic divorce. Fixing something broken has long been a symbolic example to tell about those things that are under the responsibility of men, like cooking or cleaning is a woman’s responsibility. However, what is painful is to see men who believe that fixing a socket or a broken car is a reason to say a woman is manly and make them think or feel that these women keep men away. Unfortunately it is generally the man who keeps himself away from a woman like that because she makes him feel unsure of himself. It is still funny that a woman who can fix a socket makes a man feel insecure. It is a pity, but this funny situation is because many men, and women, think relationships are a power struggle. That is why men who see a screwdriver in a woman’s hand feel they are losing control over women, which is what many women want while they struggle for their rights.

Please do not think that women are out of this game totally, as this article includes harsh criticism against men. Women who refuse to fix a socket and call on their men immediately even for issues they can solve alone are the leading players in this game too. Maybe this is the subject of another column, but let’s pause for a second and think why some behavior makes us more woman or man.

http://www.hurriyetdailynews.com/n.php?n=penis-is-not-for-fixing-the-plug-2009-10-29

Citigroup grande o suficiente para sempre ser salvo pelo governo

November 1, 2009

Can Citigroup Carry Its Own Weight?

By ANDREW MARTIN and GRETCHEN MORGENSON

OVER the past 80 years, the United States government has engineered not one, not two, not three, but at least four rescues of the institution now known as Citigroup. In previous instances, the bank came back from the crisis and prospered.

Will Citigroup rise again from its recent near-death experience?

The answer to that question concerns not only the 276,000 employees who work at what was once the world’s largest bank, but the nation’s taxpayers as well. Even as Citigroup’s stock has soared from a low of $1.02 to its current $4.09 — and the company has eked out a $101 million profit in the third quarter along the way — it’s still unclear whether it can climb out of the hole that its former leaders dug before and during the mortgage mania. If Citigroup remains stuck, taxpayers will be on the hook for outsize losses.

Citigroup remains a sprawling, complex enterprise, with 200 million customer accounts and operations in more than 100 countries. And when people talk about institutions that have grown so large and entwined in the economy that regulators have deemed them too big to be allowed to fail, Citigroup is the premier example.

As a result, the government has handed Citigroup $45 billion under the Troubled Asset Relief Program over the last year. Through the Federal Deposit Insurance Corporation, a major bank regulator, the government has also agreed to back roughly $300 billion in soured assets that sit on Citigroup’s books. Even as other troubled institutions recently curtailed their use of another F.D.I.C. program that backs new debt issued by banks, Citigroup has continued to tap the arrangement.

Citigroup is also one of only two TARP recipients so desperate for capital that they’ve swapped government-issued shares into common stock, diluting existing shareholders. (GMAC, the troubled auto lender that may receive another government infusion, is the other.)

While Citigroup has written down tens of billions of dollars’ worth of mortgages on its books, there are looming problems in its huge credit card portfolio. Of the company’s $1.2 trillion in credit commitments outstanding in the second quarter, $873 billion were credit card lines. A measure of the bank’s efforts to wrestle that problem to the ground is the interest it charges customers: in October, Citigroup raised interest rates on some credit card holders to 29.99 percent.

Chris Whalen, editor of the Institutional Risk Analyst, calls Citigroup “the queen of the zombie dance,” referring to the group of financial institutions that the government has on life support.

“They are hoping that a combination of bank assistance and maximizing revenue and buying time will let them survive,” he said. “When I look at the whole picture, Citigroup is in the process of resolution. I continue to believe the equity is worth zero and that the company will have to go to bondholders for some kind of money to make the bank stable.”

VIKRAM S. PANDIT, Citigroup’s C.E.O., said in an interview that he was confident that Citigroup was on the right course, focusing on global banking and shedding segments of the company — like insurance and the brokerage business — that aren’t part of that mission. To date, he said Citigroup had sharply reduced its expenses, improved how it monitors risk, and established a management team that he said would return the bank to sustained profitability.

“Our distinctiveness is we connect the world better than anyone else,” he said, noting Citigroup’s global reach. “We have a great capability of building a business around that. And we are in the process of building a culture around that.”

Mr. Pandit said he was working with federal regulators on a schedule for paying back TARP funds, which he said was crucial to restoring Citigroup’s image among consumers. “It’s very hard to change perceptions in this marketplace,” he said. “We are not a troubled bank. We have a lot of assistance from the government. We can’t fight that.”

In trying to right itself, Citigroup plans to undo much of what it did during a period some insiders call the lost decade — with events that included merging with Travelers Group in 1998 and a huge, dizzying expansion of its asset base. To untangle the company, Mr. Pandit has split Citigroup in half. One part consists of operations that Citigroup executives consider central to the bank’s future; these include retail banking worldwide, investment banking and transaction services for institutional clients.

The other part contains businesses that Citigroup executives hope to exit or unload. This includes asset management and consumer lending, such as residential and commercial real estate, as well as auto loans and student loans. Citigroup is also selling some of the many companies it acquired in recent years. In the weak economy, however, buyers are few.

To be sure, Citigroup’s financial cushion has fattened significantly, thanks in large part to taxpayer relief — prompting some banking analysts to be relatively optimistic about the bank’s prospects.

One is Matt O’Connor, an analyst at Deutsche Bank. He says that Citigroup is still saddled with potential risks, but that it’s well positioned for an economic recovery, in that it can sell off assets more quickly, or for another downturn, since it has government protection and relatively little commercial real estate exposure.

“We find Citi shares could reach $10,” Mr. O’Connor wrote in a recent report to investors. “However this may be several years away and many uncertainties remain — both to Citi and banks over all.”

Yet compared with other big banks like JPMorgan Chase or the Goldman Sachs Group, Citigroup’s operations are not yet generating enough profits to cover potentially devastating write-downs to come. In the third quarter, none of the units upon which Citigroup has pinned its hopes showed a jump in revenue.

Analysts at Fitch Ratings project that Citigroup will continue to be plagued with hefty loan loss provisions and that its operations will remain weak into 2010. The primary reason for Citigroup’s woes, of course, is relatively straightforward. The bank simply placed too large a bet on risky consumer loans, especially mortgages. These were often repackaged into complex financial instruments that went sour when the economy collapsed. Citigroup ended up eating these losses.

Citigroup also sank deeper into the swamp of troubled loans than its peers, according to interviews with more than a dozen former employees and analysts, because of a number of other factors: a culture of deal-making that trumped efforts to help existing businesses grow on their own; constant churn among the executive ranks; the sapping of top talent; the blunting of dissent; and a drive to mimic competitors’ risk-taking while failing to assess when those gambles were becoming perilous.

A byproduct of these flaws is now smoldering on taxpayers’ doorstep, causing worries on Capitol Hill that the United States may never get back the bailout money it gave to Citigroup. Representative Lloyd Doggett, a Texas Democrat on the House Ways and Means Committee, recently registered unease about the government’s guarantee of $300 billion in Citigroup assets and how effectively the Treasury secretary, Timothy F. Geithner, was monitoring the bank.

“We cannot know the full scope of the taxpayers’ potential cost from these hasty guarantees,” Mr. Doggett said last week in an e-mail message. “Inexplicably, Secretary Geithner appears unwilling to commit to conduct an analysis, despite my specific request to him in March. A critical and transparent examination of the response to the financial crisis is essential not only to learn from past mistakes, but also to prevent further erosion of the public’s trust in government.”

The Treasury secretary declined to comment.

Neil M. Barofsky, special inspector general of TARP, has assembled a team to examine how Citigroup is using taxpayer funds. In a Sept. 21 letter to Mr. Doggett, he said: “The Citigroup guarantees raise important oversight concerns.”

Those concerns are shared by others, particularly financial analysts.

“Traditional banking is still in a recession, and the situation is very tenuous,” said Janet Tavakoli, founder of Tavakoli Structured Finance, a consulting firm. “If we do get our money back from Citi, some of it will be the money we printed to give to them.”

ALTHOUGH history does not repeat, now and then, as Mark Twain famously proclaimed, it rhymes. Nowhere in the financial world, perhaps, is that more true than for Citigroup.

During the 1920s, the institution then known as National City Bank opened stores around the country to encourage the burgeoning middle class to invest in stocks and bonds. With little money down — 10 percent of the cost of a trade was all an investor needed to buy shares — investors poured into the stock market. Charles E. Mitchell, C.E.O. of National City, hyped these sales throughout the period. His nickname was “Sunshine Charley.”

Then came the Great Crash of 1929. Vilified as a “bankster” in the aftermath of the crash, Mr. Mitchell testified to Congress that banks “were too ready to loan, too ready to meet the competition of neighbors, too willing to cut down their margins to a point of encouraging excessive bargaining.”

Before the crash, industry practice allowed National City not only to underwrite securities but also to employ a sales army to peddle them to depositors. After Congressional hearings determined that this conflict of interest was a major cause of the debacle, lawmakers passed the Glass-Steagall Act, separating activities of commercial banks (which offered plain old savings accounts and loans) from those of investment firms (which trafficked in more highflying endeavors like stock trading and underwriting).

Although thousands of smaller banks failed, government policies to prop up the banking sector helped National City and other major banks weather the Depression.

Fifty years later, what was then known as Citicorp found itself in trouble again as huge loans to developing countries in Latin America soured. The federal government weakened capital and accounting requirements to allow big American banks to survive the crisis. Still, in the early 1990s, the bank was in a precarious state because of its problems in Latin America, coupled with losses in commercial real estate and a weak economy.

Citicorp survived this crisis with an infusion of cash from a Saudi Arabian prince and a gift from Alan Greenspan, then the chairman of the Federal Reserve. Mr. Greenspan’s Fed kept interest rates unusually low, allowing Citicorp and other troubled banks to borrow money cheaply and lend at higher rates to their customers.

By 1998, Citicorp had more than regained its footing and was willing to take a more aggressive stance. At the direction of its chief executive, John S. Reed, Citicorp agreed to join forces with the Travelers Group, an amalgam of insurance, brokerage and investment banking services run by a brash dealmaker named Sanford I. Weill. The largest merger in history followed, creating a colossus named Citigroup with $700 billion in assets.

Because Travelers had an investment firm under its umbrella, the creation of Citigroup prompted Congress to eliminate what remained of the Depression-era separation between Main Street banking and Wall Street trading. Mr. Reed and Mr. Weill argued persuasively for the change, and, along with the rest of the financial industry, deployed an armada of lobbyists in Washington. In 1999, Congress overturned Glass-Steagall.

“By liberating our financial companies from an antiquated regulatory structure, this legislation will unleash the creativity of our industry and insure our global competitiveness,” Mr. Weill and Mr. Reed, Citigroup’s co-chairmen and co-chief executives, said in a statement after Congress repealed the law. “As a result, all Americans — investors, savers, insureds — will be better served.”

Former employees wax nostalgic about the early days of the merger.

“Across the board, it was clearly No. 1,” said one former top executive who requested anonymity to maintain relationships with former colleagues. “You had franchises that were the envy of the world. It was a remarkably powerful institution.”

Profits soared, and by 2003, Citigroup was generating nearly $18 billion a year in them. But even as the money flowed, the euphoria over earnings was tempered by personnel upheaval, recurrent scandals and the realities of managing such a behemoth.

Mr. Weill’s longtime sidekick and heir apparent, Jamie Dimon, was ousted eight months after the merger. (He now runs JPMorgan, a bank that has weathered the financial downturn much better than most of its large rivals.) A steady exodus of top talent followed Mr. Dimon’s departure from Citigroup; it has only accelerated since the financial crisis began in 2007.

In the last decade, for instance, Citigroup has had four chief executives, six chief financial officers, seven heads of consumer banking and eight investment banking chiefs.

Bank of America, by contrast, has had two C.E.O.’s, four chief financial officers and one chief operating officer during the same period — though that relative stability didn’t spare the bank from mistakes and pain in the crisis.

After a series of financial scandals that tarnished the bank’s reputation, Mr. Weill announced his retirement as chief executive at the end of 2003, handing the reins to Charles O. Prince III, his longtime general counsel who had navigated the company through its various legal and regulatory crises but had never run a major financial institution. Mr. Prince did not return several phone calls seeking comment.

Deal-making largely continued unabated under Mr. Prince, while the bank’s myriad parts were never effectively knit together. During his three-and-a-half-year reign, Citigroup bought five large mortgage lenders or loan servicers and four credit card lenders or portfolios. This buying spree would almost certainly have been larger had the Federal Reserve Bank of New York not barred Citigroup from making acquisitions for 12 months between the spring of 2005 and 2006 — a ban that followed complaints by foreign regulators that Citigroup’s risk management practices were dangerously lax.

Even with occasional regulatory restraints, Citigroup’s assets ballooned from $1.49 trillion to $2.19 trillion from 2005 to 2007, an increase of 46.9 percent (and three times the size of Citigroup’s balance sheet when the merger that created it occurred).

But amid that impressive growth, dubious mortgage loans and questionable trading in mortgage and other debt-related securities began to undermine Citigroup’s finances. One ugly class of securities continues to haunt the bank: collateralized debt obligations, or C.D.O.’s.

From 2004 to the beginning of 2008, Citigroup underwrote $70 billion in C.D.O.’s but had to keep $57 billion of that amount on its own books when it couldn’t find buyers, according to a class-action lawsuit filed in federal court in Manhattan, on behalf of disgruntled Citigroup investors. The suit contends that by late 2006, Citigroup’s C.D.O. operations “had devolved into a Ponzi scheme where unsold portions of older C.D.O. securitizations were recycled as the asset base for new C.D.O. securitizations.”

Furthermore, the lawsuit says, Citigroup executives engaged in various accounting gimmicks to conceal the bank’s ownership of assets that eventually soured. Citigroup denies the allegations and says it will vigorously fight the suit.

Still, the unfortunate truth about the bank during the last several years, according to analysts and former insiders, is that it was managed horribly. “They just blew it,” said one former Citigroup executive, who like many others interviewed for this article requested anonymity because of pending lawsuits and a desire to preserve relationships with former colleagues. “It’s really hard to drive the car if you don’t have the headlights on.”

If Citigroup was driving blind, regulators seem to have been unaware. Officials at the Office of Comptroller of the Currency and the New York Fed — overseen at the time by Mr. Geithner, who has since become the Treasury secretary — stood by as Citigroup amassed a portfolio that would ultimately generate losses of more than $35 billion.

CITIGROUP’S financial architecture remains rickety. One reason is that it relies much more heavily than most other large domestic banks on uninsured deposits in overseas locales, where customers are quick to pull their money at the first sign of trouble. Also, some of the accounting machinery it put in place to temporarily move assets off of its balance sheet (and make the bank look financially healthier) has backfired.

Mr. Pandit maintained that Citigroup’s strategy would take some time and depended in part on how the economy fared. Should the economy continue to improve, for instance, he said the bank would snare handsome returns when it sells off assets. Other assets, like some mortgages, for example, will simply be paid off over time, he said.

“We have time,” he said. “If markets do turn around, these are going to be very valuable businesses. This is going to take awhile.” Yet analysts say that for Citigroup to survive, it must quickly sell the businesses it wants to exit. And that is especially hard to do given that it is shopping its wares at a time when few people appear to want them, particularly Citigroup’s middle-tier operations in far-flung regions around the globe.

That means the plan to offload the orphan businesses is likely to take much longer than Citigroup’s management had hoped. In January 2009, two years was an estimate for this wind-down, but that is looking more improbable by the day, according to analysts and others familiar with the bank’s operations.

Mr. Whalen, the bank analyst, thinks that squaring away Citigroup’s problems will take more than low interest rates and taxpayer assistance.

“Citigroup will need future capital injections,” he said. “Eventually what happens with Citigroup is the government is going to turn to the bondholders and say we can’t put any more money into this. You own the company now.”

UE rumo à crise?

01.11.2009Clarín.comOpinión

La UE se encamina hacia un estancamiento en el largo plazo

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Desafío mayúsculo. Sin una drástica transformación interna, Europa seguirá perdiendo influencia y se convertirá en un espectador del G-2 (EE.UU./China).

Por: Jorge Castro

Finalizada la crisis mundial, Europa (UE/27) emerge retrasada frente a la rápida recuperación de Asia (China) y Estados Unidos. El continente europeo ha tomado una posición esencialmente defensiva frente a la crisis, procurando ante todo salvaguardar puestos de trabajo y evitar drásticas opciones políticas, con una fuerte tendencia a la parálisis en el sistema de decisiones. Atrás quedó la preocupación prioritaria por aumentar el nivel de productividad (Agenda de Lisboa/marzo de 2000) y desapareció la decisión de provocar "rupturas" en la rígida estructura social y económica europea, como señaló el presidente Nicolás Sarkozy en 2005.
El sector automotor, principal actividad industrial de la UE, experimenta este año una caída del 10% y tendrá otra de 5%/6% en 2010. El PBI europeo se contrajo 0.2% entre abril y junio, a pesar de que Alemania y Francia se expandieron 0.3% en el mismo periodo. También cayó la participación de la Eurozona (16 países) en el comercio internacional, que pasó de 31% en 2004 a 24% este año. El FMI prevé que la RFA crecerá 0.3% en 2010, en tanto España, Irlanda y Grecia experimentarán una contracción de -3% o más.
La población de Europa Occidental ascenderá a 189.5 millones de habitantes en 25 años (+0.7% en relación a los 188.5 millones actuales). EE. UU. alcanzará entonces 360 millones (+20%); e India llegará a 1.500 millones (+40%). Más de 30% de la población europea tendrá 65 años o más en 2035.
A partir de 1995, la productividad europea prácticamente se estancó (0.9% anual promedio); y en el transcurso de la crisis se tornó negativa. La Comisión Europea (Informe 2009) señaló que la tasa de crecimiento potencial de largo plazo de la UE (2% anual) caería a 1% desde 2020 en adelante, por el impacto de la crisis y el envejecimiento poblacional. Pero la Eurozona disminuyó este año esa capacidad a 1% anual y mantendría ese nivel en la próxima década. En síntesis, la UE se encamina hacia una situación de estancamiento de largo plazo.
La devaluación del dólar se ha transformado en eje de la preocupación financiera internacional en los últimos dos meses. Igualmente notable es que el euro no aparece como alternativa. Ocurre que es esencialmente una moneda regional (UE y adyacencias), no global. Lo que restringe su carácter global son las limitaciones de la productividad de la región.
Asia (China) ha salido de la crisis a través del aumento de la demanda interna y del consumo individual. Esto fija una nueva tendencia histórica, en que la mitad de la población mundial (3.350 millones de habitantes), que han sido hasta hoy productores y exportadores de bienes industriales trabajo-intensivos, se transforman en consumidores -con un creciente nivel de ingresos- incluso de bienes y servicios de alta tecnología.
El resultado de este nuevo mecanismo de acumulación es que la economía mundial se duplica en 20 años (64 trillones de dólares x 2) y emerge una sociedad global, con eje en Asia, guiada por una plataforma permanente de gobernabilidad: G-2 (EE.UU./China), G-20.
El proyecto europeo colocó la prioridad en los últimos 50 años en la construcción institucional; ahora, el carácter global y sincronizado de la crisis y de su recuperación lo obliga a mirar hacia afuera, a un mundo dominado por los "grandes espacios" de EE. UU. y China, junto con India y Brasil.
Hacia adentro, la necesidad obliga a Europa a aumentar rápidamente su bajísimo nivel de productividad y su escasa capacidad de crecimiento de largo plazo. Sin esta ineludible transformación, la influencia europea se desvanecerá, y la UE se convertirá en un espectador pasivo del funcionamiento del G-2, nuevo eje de la gobernabilidad mundial.

http://www.clarin.com/diario/2009/11/01/opinion/o-02031236.htm

Em defesa da energia nuclear

01.11.2009Clarín.comOpinión

Nos conviene apostar por la energía nuclear

00:00

La necesidad de energías limpias obliga a dirigir la mirada hacia las que sean también masivas y competitivas.

Por: Felipe de la Balze

La Conferencia Internacional sobre el Cambio Climático, que se reúne en Copenhague el mes próximo, pondrá en la palestra la necesidad de promover energías limpias en sustitución de aquellas contaminantes que contribuyen al calentamiento global como el petróleo, el gas y el carbón. El consumo de electricidad en la economía mundial se duplicará durante los próximos treinta años. Satisfacer dicha demanda emitiendo menores cantidades de gases contaminantes costará tiempo y plata.
Las llamadas energías renovables están incrementando su participación en la matriz energética global. Es tentador pensar que el sol y el viento (que son gratis) y los biocombustibles puedan ser una fuente infinita de energía no contaminante.
Desafortunadamente, las energías renovables sufren algunas limitaciones. Los costos aún son altos en comparación con el carbón y el petróleo, y su difusión requerirá subsidios gubernamentales por bastantes años. La luz solar y el viento son intermitentes y no pueden proveer la electricidad masiva que necesitamos hasta tanto no se desarrollen formas económicas de almacenamiento. Los biocombustibles requieren el uso de grandes extensiones de tierra, lo que incrementa sensiblemente sus costos y el precio de los productos sustitutos.
Sin duda, futuras innovaciones tecnológicas facilitarán una mayor participación de estas energías renovables en la matriz energética. Pero, en el mediano plazo, es poco realista asumir una rápida sustitución de la generación eléctrica de origen fósil (que provee más del 70% de las necesidades mundiales) por energías renovables. No existen, por ahora, fuentes de energía limpias, masivas y competitivas que no sean la nuclear y la hidroeléctrica.
Después de dos largas décadas de letargo, la energía nuclear retornará al centro del escenario energético mundial. El nuevo interés tiene fundamentos sólidos en la realidad. Los costos de la energía nuclear son mucho más bajos que los de una usina eléctrica convencional. Las usinas nucleares casi no emiten gases de efecto invernadero. Además, los nuevos reactores son más seguros, tienen mayor vida útil y menores costos de mantenimiento.
El tema de los desechos nucleares tóxicos generados por las plantas no está resuelto, aunque los reactores más nuevos producen menores cantidades. Por el momento, los desechos son reprocesados y reutilizados como combustible en la propia planta (como en Francia) o depositados en lugares seguros en las propias plantas a la espera de una solución más permanente (esto ocurre en la mayoría de los países, inclusive en la Argentina).
Los costos de construcción de las usinas nucleares son muy altos, lo que dificulta su financiamiento en los mercados de capitales. Usualmente, los nuevos proyectos dependen de la obtención de garantías gubernamentales. Por esta razón, algunos piensan que el futuro estará en reactores más pequeños que serían más seguros, menos costosos y más rápidos para construir. La Argentina, Sudáfrica y Corea están realizando investigaciones sobre este tema.
En la actualidad, 439 usinas nucleares, dispersas en 31 países, proveen el 15% de la electricidad mundial. La amenaza del calentamiento global, así como la buena experiencia acumulada en la operación de dichas plantas, está modificando la imagen de la energía nuclear en la opinión pública.Treinta y cinco reactores están en construcción. La mayoría de ellos en países en vías de desarrollo que decidieron incrementar la participación de la energía nuclear en su matriz energética. En los Estados Unidos, después de casi 25 años, una agencia gubernamental (la Tennesee Valley Authority) está construyendo una usina atómica y en Washington se está discutiendo la posibilidad de un relanzamiento de la energía nuclear.
En Europa, después del accidente de Chernobyl (Ucrania, 1986), la mayoría de los países, presionados por su opinión pública, congelaron sus programas nucleares. A pesar de ello, aproximadamente el 30% de la energía consumida en Europa en la actualidad es generada por 150 plantas nucleares, en su mayoría construidas antes de 1986.
Francia y Finlandia están construyendo nuevas usinas atómicas y el gobierno británico anunció el relanzamiento del programa de energía nuclear. Varios países europeos, que habían decidido gradualmente cerrar sus usinas nucleares, optaron por mantenerlas en funcionamiento. El gobierno alemán de Angela Merkel está considerando postergar la decisión de clausurar sus 18 plantas atómicas para el año 2022. España también resolvió postergar el cierre de su planta más antigua.
En Italia, en 1987, un referéndum popular cerró las plantas nucleares en funcionamiento. Sin embargo, recientemente una ley del Parlamento reabrió la puerta y Electricite de France y Enel (la principal compañía eléctrica italiana) están realizando un estudio de factibilidad para construir cuatro usinas atómicas en suelo italiano.
En la Argentina, el gobierno nacional ha propuesto, con buen tino, reactivar el sector nuclear. Se decidió completar y poner en marcha (2011) la usina de Atucha II y extender la vida útil de la Central Embalse por otros 25 años. La Comisión Nacional de Energía Atómica ha sabido realizar una labor inteligente de absorción de tecnología, resolver problemas tecnológicos complejos (como el enriquecimiento de uranio por difusión gaseosa) y fortalecer la infraestructura científico-tecnológica nacional.
El próximo desafío es producir conceptos tecnológicos propios que puedan transformarse en proyectos viables e internacionalmente competitivos.
La construcción de un reactor para usinas eléctricas pequeñas y medianas, a partir de un prototipo concebido, diseñado y construido en el país (el proyecto CAREM) es un paso lógico para avanzar en la concreción de dicha ambición.

http://www.clarin.com/diario/2009/11/01/opinion/o-02031234.htm

Concentração do comércio exterior mexicano em poucas empresas

En los últimos años no ha crecido el número de compañías exportadoras: ProMéxico

Sólo 403 empresas concentran tres cuartas partes del comercio exterior

La crisis ha afectado en mayor medida a la industria extractiva y a la manufacturera

Foto

Zona de carga y descarga de mercancías en el puerto de VeracruzFoto Cristina Rodríguez

Susana González G.

Periódico La Jornada
Domingo 1º de noviembre de 2009, p. 24

El 75 por ciento de las ventas al exterior de México está concentrado en sólo 403 empresas, número que representa apenas uno por ciento del total de compañías que conforman el sector exportador, indican estadísticas de ProMéxico, la agencia gubernamental de promoción comercial.

En contraste, 24 mil firmas, en su mayoría pequeñas y medianas, tienen una participación incipiente e inconsistente en el mercado exportador y en conjunto abarcan únicamente 0.29 por ciento de las exportaciones del país.

Adicionalmente a la concentración que caracteriza al sector exportador, otro problema es la alta mortalidad de las empresas, toda vez que menos de la sexta parte de las 35 mil compañías que según las autoridades participan en las ventas al extranjero han logrado permanecer en el mercado.

Se trata de 6 mil 600 compañías, mientras las demás se quedan en el camino debido principalmente a que sólo consiguen un cliente y no logran ampliar su cartera, lo que ha provocado que durante los últimos años no se haya incrementado el número de empresas exportadoras en el país, precisó José Antonio Torre, jefe de la Unidad de Inteligencia de ProMéxico, durante el decimosexto congreso del Consejo Mexicano Empresarial de Comercio Exterior, Inversión y Tecnología (Comce).

Las 403 empresas que dominan el sector, abundó, exportan en promedio más de cien millones de dólares al año cada una.

En tanto, los llamados medianos exportadores son 2 mil 600 compañías –7 por ciento del total del sector– cuyas ventas al exterior van de los cinco a los 100 millones de dólares anuales. En conjunto concentran la quinta parte del total de las exportaciones del país; es decir, 60 mil millones de dólares.

Existen también 8 mil pequeñas y micro exportadoras que venden entre 200 mil y 5 millones de dólares. En conjunto, sus ventas representan 3 por ciento de las exportaciones totales.

A todas ellas se agrega una amplia masa de microexportadores incipientes, cuyas ventas oscilan entre 50 y 200 mil dólares que ha detectado ProMéxico. Son en total 24 mil empresas que representan 70 por ciento del sector exportador, pero con ventas que en conjunto no llegan ni al medio punto porcentual.

Las exportaciones de productos no petroleros ascendieron a 142 mil 324.3 millones de dólares entre enero y septiembre de 2009, lo que representa una reducción de más de 23 por ciento respecto del mismo periodo del año pasado, cuando las ventas al extranjero rebasaron 185 mil 500 millones de dólares, de acuerdo con las estadísticas más recientes del Banco de México y del Instituto Nacional de Estadística y Geografía (Inegi).

La caída de las exportaciones no petroleras –es decir productos manufacturados, agropecuarios y minería– implica que tan sólo en un año México dejó de recibir 44 mil 254 millones de dólares.

En sí, la mayor afectación correspondió a las industrias extractivas, cuyas exportaciones se derrumbaron 30 por ciento; enseguida se ubicaron los productos manufacturados con una caída de 24 por ciento y, en contraste, los productos agroindustriales crecieron 10 por ciento en términos anuales.

http://www.jornada.unam.mx/2009/11/01/index.php?section=economia&article=024n1eco

A maior crise mexicana

En el tercer trimestre el PIB bajó 6.4%; hay signos de recuperación: Hacienda

Sigue la caída de la economía; la deuda interna, en nivel récord

De acuerdo con registros del IMSS se perdieron 540 mil 213 empleos en el sector formal

Foto

Israel Rodríguez J.

Periódico La Jornada
Domingo 1º de noviembre de 2009, p. 23

El valor de la economía mexicana, medida a través del producto interno bruto (PIB), registró una caída de 6.4 por ciento en el tercer trimestre de 2009, en comparación con el mismo periodo del año pasado, mientras que el gobierno federal elevó el endeudamiento interno a un rango sin precedente, informó la Secretaría de Hacienda y Crédito Público (SHCP).

La caída de la actividad económica entre julio y septiembre fue menor a la de 10.3 por ciento del segundo trimestre de este año, por lo que según las autoridades la economía inició el proceso de recuperación.

De acuerdo con las estimaciones más conservadoras de los expertos financieros privados, la economía mexicana podría registrar una caída de 7.4 por ciento en todo 2009, su peor desempeño en los últimos 77 años.

La economía nacional comenzó a contraerse a partir del tercer trimestre de 2008 y entró oficialmente en recesión a partir del primer trimestre de 2009, cuando cayó 8.2 por ciento; sin embargo, la SHCP destaca que durante el tercer trimestre de 2009 la economía presentó signos importantes de recuperación.

Las autoridades hacendarias estimaron que en el periodo julio- septiembre de este año el PIB registró un crecimiento de aproximadamente 2.7 por ciento con respecto al segundo trimestre. Sin embargo, advirtió Hacienda, en los próximos meses continuarán observándose reducciones en los comparativos anuales, si bien éstas serán menores a las del primer semestre del año.

Al 30 de septiembre de 2009 el número de desempleados acumulado en el sector formal de la economía registrado ante el Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS) fue de 540 mil 213 plazas, con respecto del mismo periodo del año anterior. Al cierre de septiembre de 2009, el número de trabajadores afiliados al IMSS se ubicó en 13 millones 900 mil 551 personas, lo que implicó que en el trimestre julio-septiembre el empleo formal tuvo un crecimiento de 106 mil 790 personas.

Sin embargo, para octubre se espera que el desempleo repunte en rangos importantes debido al despido masivo de más de 44 mil personas, por el decreto de liquidación de Luz y Fuerza del Centro.

Los Informes Sobre la Situación Económica, las Finanzas Públicas y la Deuda Pública, correspondiente al tercer trimestre de 2009, revelan que el endeudamiento interno y externo continuó creciendo.

El saldo de la deuda interna neta del gobierno federal aumentó 132 mil 795.9 millones de pesos, con respecto del saldo observado al cierre de 2008, para ubicarse en un nivel histórico de 2 billones 465 mil 544 millones de pesos.

Este incremento fue resultado de un endeudamiento neto por 330 mil 720 millones de pesos; ajustes contables al alza por 16 mil 887.5 millones de pesos, derivados, principalmente, del efecto inflacionario de la deuda interna indizada o referenciada con el aumento de precios.

En tanto, el saldo de la deuda externa neta se ubicó en 39 mil 761.3 millones de dólares, monto superior en 2 mil 55.7 millones de dólares, en relación con el cierre del año pasado. Como porcentaje del PIB, este saldo representa 4.4 por ciento.

Al cierre del tercer trimestre de 2009, el monto de la deuda neta del sector público federal, que incluye la del gobierno, organismos y empresas contratadas y la de la banca de desarrollo, se ubicó en 23.5 por ciento del PIB, nivel superior en 2.1 puntos porcentuales respecto del observado al cierre de 2008.

La deuda interna como porcentaje del PIB representó 20.1 por ciento del producto, cifra superior en 1.4 puntos porcentuales respecto de la observada al cierre de 2008. En lo que se refiere a la deuda externa neta ésta se situó en 3.4 por ciento, nivel superior en 0.7 puntos porcentuales respecto del observado al concluir el año pasado.

La caída del producto interno bruto ocasionó que al cierre del tercer trimestre de 2009 el saldo histórico de los requerimientos financieros del sector público, indicador que incluye las obligaciones del gobierno federal en su versión más amplia, ascendió a 4 billones 622 mil 207.7 millones de pesos, equivalente a 37.9 por ciento del PIB, monto superior en 2.2 puntos porcentuales al nivel observado al concluir 2008.

http://www.jornada.unam.mx/2009/11/01/index.php?section=economia&article=023n1eco

Gripe suína: até nisso o governo deu sorte até agora apesar da imprensa

Hundreds of people wait in line outside a health clinic in Elmsdale, N.S. for their turn to be injected with the H1N1 flu vaccine on Tuesday, Oct. 27, 2009.

Canadians pack clinics in hopes of getting flu shot

Only high-risk patients eligible for vaccine but often difficult to tell who belongs to priority group and who doesn't

http://www.theglobeandmail.com/

Fim da crise?

São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009


RECORDE DA CRISE
GOVERNO AMERICANO FECHA NOVE BANCOS EM UM DIA

O California National Bank, de Los Angeles, e mais oito pequenos bancos foram fechados nos EUA na sexta por autoridades do governo. O US Bancorp assumirá os depósitos e a maior parte dos ativos das instituições. Os bancos somavam em setembro ativos de US$ 19,4 bi e depósitos de US$ 15,4 bilhões, e a operação custará ao governo US$ 2,5 bilhões. Este foi o maior número de bancos fechados em um mesmo dia desde o início da crise no país.

Com atraso, mas não posso deixar passar: Foreign Policy diz: Celso Amorim é o melhor chanceler do mundo

"FOREIGN POLICY": CELSO AMORIM È O "MELHOR CHANCELER DO MUNDO"

The world’s best foreign minister
"Esse pode ter sido o melhor mês do Brasil desde cerca de junho de 1494. Foi quando o Tratado de Tordesilhas foi assinado, dando a Portugal tudo no mundo a leste de uma linha imaginária que foi declarada existir 379 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Isso garantiu que o que viria a se tornar Brasil seria português e, portanto, desenvolveria uma cultura e identidade diferentes do resto da América Latina hispânica. Isso garantiu que o mundo teria samba, churrasco, Garota de Ipanema e, através de uma incrível e tortuosa corrente de eventos, a Gisele Bundchen.
Embora o Brasil tenha levado algum tempo dando razão à máxima de que "é o país do futuro e sempre será", há poucas dúvidas de que o amanhã chegou para o país, ainda que muito tenha de ser feito para superar sérios desafios sociais e aproveitar o extraordinário potencial econômico do país.
A prova de que algo novo e importante está acontecendo no Brasil começou alguns anos atrás, quando o presidente [Fernando Henrique] Cardoso gerenciou uma mudança para a ortodoxia econômica que estabilizou o país-vítima de ciclos de crescimento e crise e inflação de tirar do sério. Ganhou força, no entanto, durante o extraordinário governo do atual presidente, Luis Inacio "Lula" da Silva.
Algum desse impulso se deve ao compromisso de Lula de preservar as fundações econômicas assentadas por Cardoso, uma decisão política corajosa para um líder sindical de oposição do Partido dos Trabalhadores. Parte do impulso se deve a sorte, uma mudança do paradigma energético que ajudou o investimento de 30 anos do Brasil em biocombustíveis dar retorno importante, as descobertas maciças de petróleo na costa do Brasil e a crescente demanda da Ásia que permitiu ao Brasil se tornar o líder exportador da agricultura mundial, assumindo o papel de "celeiro da Ásia". Mas muito do impulso se deve à grande capacidade dos líderes brasileiros de aproveitar o momento que muitos dos predecessores provavelmente teriam perdido.
Desses líderes, muito do crédito vai para o presidente Lula, que se tornou uma espécie de estrela de rock na cena internacional, juntando a energia, a disposição, o carisma, a intuição e o senso comum tão eficazmente que a falta de educação formal não se tornou empecilho. Algum crédito vai para outros membros de sua equipe, como a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, a ex-ministra da Energia que se tornou uma ministra dura e possível sucessora de Lula. Mas eu acredito que uma grande parte do crédito deve ir para Celso Amorim, que planejou a transformação do papel mundial do Brasil de forma sem precedentes na história moderna. Ele é o ministro das Relações Exteriores de Lula desde 2003 (também serviu nos anos 90), mas penso que se pode argumentar que é atualmente o chanceler mais bem sucedido do mundo.
É impossível apontar um único momento de mudança nas tentativas de Amorim de transformar o Brasil de um poder regional com influência internacional duvidosa em um dos países mais importantes no mundo, reconhecido por consenso global para jogar um papel de liderança sem precedentes.
Pode ter sido quando ele teve um papel central na engenharia do "empurrão" dado pelos países emergentes contra o "poder-de-sempre" dos Estados Unidos e da Europa durante as negociações comerciais de Cancun em 2003.
Pode ter sido o jeito que o Brasil adotou para usar questões como a dos biocombustíveis para forjar novos diálogos e influência, com os Estados Unidos ou com outros poderes emergentes.
Com certeza envolveu a decisão de Amorim de abraçar a idéia de transformar os BRICs de uma sigla em uma importante colaboração geopolítica, trabalhando com seus colegas da Rússia, da Índia e da China para institucionalizar o diálogo entre os países e coordenar sua mensagens. (Dos BRICs quem se deu melhor nesse arranjo foi o Brasil. Rússia, China e Índia todos conquistaram seus lugares na mesa através de capacidade militar, tamanho de população, influência econômica ou recursos naturais. O Brasil tem tudo isso, mas menos que os outros).
Também envolveu muitas outras coisas, como o aprofundamento das relações com países como a China, a promoção do Brasil como destino de investimentos, a reputação do Brasil como comparativamente seguro diante de problemas econômicos globais, o conforto que o presidente dos Estados Unidos sente em relação a seu colega brasileiro -- a ponto de encorajar o Brasil a jogar um papel como intermediário junto, por exemplo, aos iranianos. Concorde ou não com todas as decisões de Amorim, como em Honduras ou em relação a Cuba na Organização dos Estados Americanos, o Brasil tem continuado a jogar um papel regional importante ainda que seu foco tenha claramente mudado para o palco global.
Nada ilustra quanto evoluiu o Brasil ou quão eficaz é o time Lula-Amorim quanto os eventos das últimas semanas. Primeiro, os países do mundo largaram o G8 e abraçaram o G20, garantindo ao Brasil um lugar permanente na mesa mais importante do mundo. Em seguida, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a ganhar o direito de sediar as Olimpíadas. Ontem o Financial Times noticiou que a "Ásia e o Brasil lideram na confiança do consumidor", um reflexo da reputação que o governo vendeu eficazmente (com a maior parte do crédito indo para o ressurgente setor privado brasileiro). E nesta semana as notícias sobre o encontro do FMI-Banco Mundial em Istambul mostraram a institucionalização do novo papel do Brasil com um acordo para mudar a estrutura do FMI. De acordo com o Washington Post de hoje: "As nações também concordaram preliminarmente em reestruturar a estrutura de votação do Fundo, prometendo dar mais poder aos gigantes emergentes como o Brasil e a China até janeiro de 2011".
Nada mal para alguns dias de trabalho. E embora seja o ministro da Fazenda que representa o Brasil nos encontros do FMI-Banco Mundial, o arquiteto dessa marcante transformação no papel do Brasil foi Amorim.
Muito ainda precisa ser feito, com certeza. Parte tem a ver com o novo papel desejado. O Brasil quer uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e mais liderança nas instituições internacionais. Pode conquistar isso, mas terá de manter o crescimento e a estabilidade para chegar lá. Além disso, o Brasil parece inclinado a minimizar ameaças regionais como a representada pela Venezuela (Os brasileiros tendem a olhar com desprezo para seus vizinhos do norte tanto quanto o fazem para os argentinos, vizinhos do sul... e, portanto, subestimam a habilidade de homens como Hugo Chávez de causar danos). E o Brasil tem diante de si uma eleição que pode mudar o elenco de jogadores e, naturalmente, pode mudar a atual trajetória de uma série de maneiras -- boas e ruins.
Mas é difícil pensar em outro chanceler que tenha tão eficazmente orquestrado uma mudança tão significativa no papel internacional de seu país. E se alguem pedisse hoje que eu votasse no melhor chanceler do mundo, meu voto provavelmente iria para o filho de Santos, Celso Amorim."
FONTE: escrito por David Rothkopf no blog da revista Foreign Policy em 10/07/2009. David Rothkopf é autor de Superclass: The Global Power Elite and the World They are Making (Superclasse: A elite do poder global e o mundo que ela está construindo) e Running the World: The Inside Story of the National Security Council and the Architects of American Power (Governando o Mundo: A história do Conselho de Segurança Nacional e os Arquitetos do Poder Americano). Republicado, no final da noite de ontem, no portal "Vi o mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha

The world’s best foreign minister

Wed, 10/07/2009 - 12:35pm

This may have been the best month for Brazil since about June 1494. That's when the Treaty of Tordesillas was signed granting Portugal everything in the new world east of an imaginary line that was declared to exist 370 leagues west of the Cape Verde islands. This ensured that what was to become Brazil would be Portuguese and thus develop a culture and identity very different from the rest of Spanish Latin America. This guaranteed the world would have samba, churrasco, "The Girl from Ipanema," and through some incredibly fortuitous if twisted chain of events, Gisele Bundchen

While it took Brazil sometime to live up to the backhanded maxim that it was "the country of tomorrow and always would be," there is little doubt that tomorrow has arrived for the country even if much work remains to be done to overcome its serious social challenges and tap its extraordinary economic potential.

The evidence that something new and important was happening in Brazil began to build years ago, when then President Cardoso engineered a shift to economic orthodoxy that stabilized a country racked by cycles of boom and bust and mind-blowing inflation. It has gained momentum however, throughout the extraordinary term of the country's current President Luiz Inácio Lula da Silva.

Some of that momentum is due to Lula's commitment to preserving the economic foundations laid by Cardoso, a courageous political move for a lifelong labor leader from the opposition Workers Party. Some of it is due to luck, a changing global energy paradigm that helped make Brazil's 30 years of investment in biofuels start to pay off in important new ways, massive discoveries of oil off Brazil's coast and growing demand from Asia that has enabled Brazil to become a world agricultural export leader and assume the role of "breadbasket of Asia." But much of it is due to great skill on the part of Brazil's leaders in seizing a moment that many of their predecessors likely would have fumbled.

Of those leaders, much of the credit goes to President Lula who has become a bit of a rock star on the international scene, harnessing energy, drive, charisma, uncanny intuition, and common sense so effectively that his lack of formal education has hardly been an impediment. Some goes to other members of his team, such as his chief of staff Dilma Rousseff, a former energy minister who has become a very tough chief of staff and a possible successor to Lula. But I believe a large amount of it ought to go to Celso Amorim, who has masterminded a transformation of Brazil's role in the world that is almost unprecedented in modern history. He has been Lula's foreign minister since 2003 (he also served in the same role in the 1990s) but I think there is a fair case to be made that he is currently the world's most successful foreign minister.

It is impossible to pinpoint just one turning point in Amorim's efforts to transform Brazil from a lumbering regional power of dubious international clout into one of the most important players on the world stage, acknowledged by global consensus to play an unprecedented leading role. It may have come when he played a central role helping to engineer a pushback by emerging countries against a business-as-usual power play by the U.S. and Europe during the Cancun trade talks in 2003. It might have been the canny way the Brazilians have used issues such as their biofuels leadership to forge new dialogues and influence either with the United States or with other emerging powers. It certainly involved his embrace of the idea of transforming the BRICs from acronym to important geopolitical collaboration, working with his counterparts in Russia, India and China to institutionalize the dialogue between the countries and to coordinate their messages. (Arguably the BRIC helped most by this alliance is Brazil. Russia, China and India all earn places at the table due to military capabilities, population size, economic clout or resources. Brazil has all these things...but less than the others.) It also involved countless other things from the Brazil's deepened and tightened ties with countries like China, it's promotion of both investment flows and a reputation for being comparatively secure in the face of global economic reversals, the comfort level America's new President has with his Brazilian counterpart -- even extending to encouraging them to play a role as a conduit to, for example, the Iranians. Agree or not with their every move in places like Honduras or in the OAS on Cuba, Brazil has also continued to play an important regional role even as it is clear its focus has shifted to the global stage.

Nothing illustrates how far Brazil has come or how effective the Lula-Amorim team has been than the events of the past few weeks. First, the countries of the world cashier the G8 and embrace the G20, guaranteeing Brazil a permanent place at the most important table in the world. Next, Brazil becomes the first country in South America to be awarded the right to host the Olympics. Yesterday's FT carried news that "Asia and Brazil lead rise in consumer confidence", a reflection on the reputation that the government has effectively sold (with the bulk of the credit going to a resurgent Brazilian private sector.) And this week's stories out of the IMF-World Bank meeting in Istanbul show a further institutionalization of Brazil's new role with agreement to change the structure of the International Monetary Fund. According to today's Washington Post: "The nations also preliminarily agreed to reshape the fund's voting structure, promising a blueprint for giving more clout to emerging giants like Brazil and China by January 2011."

Not a bad few days work. And while it's Brazil's Finance Ministry you'll find at IMF-World Bank Meetings, the undisputed architect of this remarkable transformation of Brazil's role in Amorim.

Much work remains to be done, of course. Part of it has to do with the new role that has been shaped. Brazil wants a permanent place on the U.N. Security Council and more of a leadership role in other international institutions. It may well earn these, but it will have to maintain its growth and stability to get there. Further, Brazil seems inclined to minimize regional threats such as those posed by Venezuela (Brazilians tend to look down their nose at their neighbors to the north almost as much as they do toward their Argentine friends to the south ... and thus they under-estimate the ability of men like Hugo Chavez to do too much damage.) And they have an election coming up that may change the cast of players and of course, that can alter the current trajectory in any number of ways -- good and bad.

But it is hard to think of another foreign minister who has so effectively orchestrated such a meaningful transformation of his country's international role. And that's why if I were asked today to cast a ballot, my vote for world's best foreign minister would likely go to Santos' native son, Celso Amorim.

One note on yesterday's post: I received a note late yesterday from a spokesperson for the British Embassy taking issue with my assertion that the British Ambassador had joked that he wasn't getting much attention from the Obama administration. The thrust of their point was that "the Embassy denies categorically that the Ambassador made these remarks, even in jest, and that in our view the relationship between the UK and USA remains as close as ever -- whatever the noises off by febrile commentators in the media." While I stand by my story, their email to me on this was so civil and well-argued that I felt it only fair to pass on their views. I would take the "febrile commentators" point personally, but I had a flu shot only yesterday so they can't possibly mean me.

http://rothkopf.foreignpolicy.com/posts/2009/10/07/the_world_s_best_foreign_minister

sábado, 31 de outubro de 2009

Tristeza que não acaba mais

30/10/2009 - 18h42

Milhares de pessoas fazem fila para comer último Big Mac na Islândia

Do UOL Tabloide
Em São Paulo

Ele não foi embora, mas as pessoas já estão sentindo saudade.
Milhares de islandeses fizeram fila nas lanchonetes McDonald's para comer seus últimos Big Macs antes que a rede de fast-food norte-americana abandone o país à meia-noite de sábado.
A empresa de fast-food disse no início desta semana que vai fechar seus três restaurantes na Islândia em 31 de outubro.
As lanchonetes ficaram lotadas desde o anúncio, com filas que chegava até as ruas. Em um dos restaurantes da capital Reykjavik, ao meio dia de sexta-feira, o estacionamento estava lotado e os funcionários trabalhavam furiosamente para atender aos pedidos.
"Essa é minha última chance por um tempo de comer um Big Mac", disse à Reuters Siggi, vendedor de 28 anos que esperava na fila.
"Como está a economia, não vou viajar para o exterior tão cedo", acrescentou. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um Big Mac de vez em quando é bom para variar."
A Islândia está sofrendo os efeitos da crise financeira desde outubro de 2008, quando seus bancos entraram em colapso no espaço de uma semana, sob o peso de bilhões de dólares em dívidas.
O fechamento dos bancos abalou a confiança na economia da Islândia e derrubou sua moeda, a coroa islandesa. O McDonald's disse que a fragilidade da coroa foi parte do motivo para sua retirada, junto com o alto custo da importação de alimentos para o país gelado.
O McDonald's disse que não pensa em voltar para a Islândia.

http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2009/10/30/ult1594u1815.jhtm

China não é uma ameaça diz líder da oposição australiana

China is not a strategic threat: Australian opposition leader

BRISBANE, Australia: Australian opposition leader Malcolm Turnbull said here Saturday that Australia should not see China as a strategic threat or a potential rival.

Turnbull, leader of the Australian opposition Liberal Party, made the remarks during a meeting with visiting Chinese Vice Premier Li Keqiang at Brisbane airport.

Turnbull noted that his party, whether in power or in opposition, has always pursued a positive China policy and has built a strong, deep and fruitful relationship with China for years.

The Liberal Party believes that China is taking the road of peaceful development and Australia should not treat China as a strategic threat or a potential competitor, he said.

His party would like to work with the Chinese side to strengthen cooperation in tackling global challenges such as climate change and to further enhance bilateral relations between the two countries, he said.

The Liberal Party sticks to the one-China policy and respects and supports the Chinese government's efforts to safeguard the country's national sovereignty, territorial integrity and national reunification, Turnbull said, adding that his party would not support any forces that seek to split China.

Li expressed appreciation for the Liberal Party's adherence to the one-China policy and its upholding of the principle that Tibet is part of Chinese territory.

Party-to-party exchanges are an important component of the China-Australia relationship, Li said. The Communist Party of China is ready to expand exchanges and cooperation with the Liberal Party on the basis of independence, equality, mutual respect and non-interference in each other's internal affairs.

China and Australia share broad common interests and their common interests far outweigh their differences, Li said, adding that there is a broad prospect for further development of their bilateral relations.

It is essential for the two countries to respect each other's core interests and major concerns and handle sensitive issues with a strategic and long-term perspective, Li said.

The Chinese side is ready to work with both the Australian ruling and opposition parties to further promote the healthy and steady development of the all-round bilateral relationship, Li said.

Li arrived in Sydney on Thursday at the start of a four-day official visit to Australia. He arrived here from Canberra, the capital city.

During his stay in Australia, the Chinese vice premier had already met with senior Australian leaders and local government officials and made a speech at a reception hosted by Australian business leaders.

Li is due to leave for New Zealand on Sunday as part of a three-nation tour that will also take him to Papua New Guinea.

http://www.chinadaily.com.cn/china/2009-10/31/content_8878145.htm

Bush defende Índia e Brasil no Conselho de Segurança

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Pramit Pal Chaudhuri, Hindustan Times

New Delhi, October 31, 2009

First Published: 14:50 IST(31/10/2009)

Last Updated: 15:09 IST(31/10/2009)

Bush backs India for UNSC, but says it's difficult

When the decision is made to expand the United Nations Security Council, said former US President George W Bush speaking at the Hindustan Times Leadership Initiative, “India will be part of the mix.” He said the main barrier was less India’s credentials than the crossing the threshold of agreeing to expand the council.
In a speech that otherwise emphasised the importance of the Indo-US relationship, Bush said, “We seriously considered expanding the UN in, I think, 2006. Condoleezza Rice, then US Secretary of State, began serious discussions on the issue. But when we talked to other countries, we got blowback.” Bush said present veto-wielding countries were less than happy with the idea once they realized an expansion of the permanent membership would mean a dilution of their influence.
“The Security Council should be changed given the new realities of the world,” said Bush. “But the politics is difficult.” Japan, the world’s second largest economy, was a good candidate as were regional powers like Brazil. “India, however, must be considered as part of the mix.”

Bush’s statements made it clear he was no believer in compromise with militancy. He strongly opposed letting the Taliban takeover Afghanistan again. “They would make Afghanistan a safe haven for terrorists.” He expressed strong emotions at the idea of what a Taliban recovery would mean in terms of “suppression of Afghan women.” India and the US, he said, “had to stand together to support this young democracy.”

Bush was also vehement about his belief that spreading democracy, spreading values “shared by the US and India” was what would bring peace to the world. “In the long-term, the way to fight terrorists is tackle their ideology and for that we need to advance our values of democracy.”

Bush began his speech at the conference speaking about how he, Manmohan Singh and Atal Bihari Vajpayee had worked to bring the Indo-US partnership “into the 21st century.” He mentioned a long list of initiatives that had taken place during his administration including the civilian nuclear agreement.
“India and the US should not only have an important relationship, but also the best relationship in the world,” he said. “But this will not happen automatically.” Bush made it clear the US would still pursue its relations with Pakistan and China as well. “It is in India’s interest that a friend an ally be engaged with your neighbour,” he said.

“I believe the changes I helped bring about in the Indo-US relationship” and the strategic partnership it is creating  will help underpin world peace “50 years from now.”

http://www.hindustantimes.com/StoryPage/Print/471272.aspx

Lenta democratização idiomática da internet

Internet addresses can now be in Hindi, Arabic & Chinese too

SEOUL: The non-profit body that oversees Internet addresses approved on Friday the use of Hebrew, Hindi, Korean and other scripts not based on the Latin alphabet in a decision that could make the Web dramatically more inclusive.

The board of the Internet Corporation for Assigned Names and Numbers — or ICANN — voted to allow such scripts in so-called domain names at the conclusion of a weeklong meeting here. The decision follows years of debate and testing.

The decision clears the way for governments or their designees to submit requests for specific names, likely beginning November 16. Internet users could start seeing them in use early next year, particularly in Arabic, Chinese and other scripts in which demand has been among the highest, ICANN officials say.

Domain names — the Internet addresses that end in “.com” and other suffixes — are the key monikers behind every website, e-mail address and Twitter post.

Since their creation in the 1980s, domain names have been limited to the 26 characters in the Latin alphabet used in English — A-Z — as well as 10 numerals and the hyphen. Technical tricks have been used to allow portions of the Internet address to use other scripts, but until now, the suffix had to use those 37 characters.

This meant that Internet users with little or no knowledge of English still had to type in Latin characters to access web pages in Chinese or Arabic. Although search engines can sometimes help users reach those sites, companies still need to include Latin characters on billboards and other advertisements.

Now, ICANN is allowing those same technical tricks to apply to the suffix as well, allowing the Internet to be truly multilingual.

Many of the estimated 1.5 billion people online use languages such as Chinese, Thai, Arabic and Japanese, which have writing systems entirely different from English, French, German, Indonesian, Swahili and others that use Latin characters.

There will be several restrictions at first. Countries can only request one suffix for each of their official languages, and the suffix must somehow reflect the name of the country or its abbreviation. Non-Latin versions of “.com” and “.org” won’t be permitted for at least a few more years as the ICANN considers broader policy questions such as whether the incumbent operator of “.com” should automatically get a Chinese version, or whether that more properly goes to China, as its government insists.

ICANN is also initially prohibiting Latin suffixes that go beyond the 37 already-permitted characters. That means suffixes won’t be able to include tildes, accent marks and other special characters.

And software developers still have to make sure their applications work with the non-Latin scripts. Major Web browsers already support them, but not all e-mail programs do.

Although the move will reflect linguistic and cultural diversity, Mr. Guo said, “for some users it might even be easier to type domains in Latin alphabets than Chinese characters.”

China has already set up its own “.com” in Chinese within its borders, using techniques that aren’t compatible with Internet systems around the world.

It is among a handful of countries that has pushed hardest for official non-Latin suffixes and could be one of the first to make one available, said Tina Dam, the ICANN senior director for internationalized domain names. The other countries, she said, are Russia, Saudi Arabia and the UAE.— AP

http://www.hindu.com/2009/10/31/stories/2009103160881600.htm

Espionagem na América do Sul: Colômbia contra Venezuela

Este jueves

Colombia reconoce autenticidad de informe del DAS presentado por Venezuela

El ministro de Interior y Justicia venezolano, Tarek El Aissami, denunció este jueves una gran operación de espionaje contra Venezuela a través del Departamento Administrativo de Seguridad.

Prensa Web RNV/TeleSUR

30 Octubre 2009, 09:16 AM

El Departamento Administrativo de Seguridad (DAS) colombiano reconoció la autenticidad de un documento sobre una investigación interna, publicado este jueves por Venezuela, y consideró como un hecho "grave y preocupante" que el Ejecutivo de Caracas tenga en su poder archivos secretos. El gobierno venezolano asegura que el contenido de estos papeles prueba una operación que se orquesta en su contra desde la administración del presidente Álvaro Uribe.
La respuesta del organismo colombiano se debe a que este jueves, el ministro de Interior y Justicia venezolano, Tarek El Aissami, denunció ante el Parlamento de su país que el Gobierno colombiano orquesta una gran operación de espionaje contra Venezuela a través del DAS, acción que también se expande a otras naciones de la región latinoamericana.
A continuación se trancribe el comunicado del DAS íntegro:
Frente a las declaraciones del Ministro para las Relaciones Interiores y Justicia de la República de Venezuela, ante la Asamblea Nacional de ese país, el Departamento Administrativo de Seguridad (DAS), se permite informar:
1. Es un hecho grave y preocupante que el Ministro del Interior de Venezuela tenga en su poder documentos de inteligencia del DAS, que en palabras de él, le fueron entregados por los organismos de inteligencia de su país. El informe al que hace referencia, es un documento reservado que hace parte de una investigación interna, que además, está judicializado dentro de un proceso que adelanta la Fiscalía de Colombia.
2. Las afirmaciones del ex Jefe de Informática del DAS, Rafael García, son falsas. El señor García fue juzgado y condenado en Colombia dentro de un proceso que contra él adelantó la Fiscalía General de la Nación. Además, se conoce que el señor García vende información falsa sobre un supuesto complot del gobierno colombiano contra el presidente Hugo Chávez.
3. El DAS reitera, que dentro de su función misional, adelanta actividades de contrainteligencia en el territorio nacional, con el objeto de hacer análisis permanentes para identificar aquellos fenómenos que puedan afectar la estabilidad y seguridad nacional.
4. El DAS reitera el rechazo y la preocupación por la masacre de un grupo de ciudadanos colombianos en territorio venezolano y espera el pronto esclarecimiento por parte de las autoridades de ese país.
Bogotá D.C., 29 de octubre de 2009

http://www.rnv.gov.ve/noticias/index.php?act=ST&f=3&t=112065

El Día de los Difuntos versus Halloween

El Día de los Difuntos versus Halloween

Familias de todas las clases sociales hornean biscochuelos, maicillos, empanadas de queso y t'antawawas (muñecos de pan) y cocinan diversidad de manjares típicos para recibir a sus muertos en el Día de los Difuntos, mientras sus hijos celebran Halloween en las calles disfrazados de espectros.

El Día de Todos los Santos (1 noviembre) y el Día de los Difuntos (2 noviembre) fueron declarados oficialmente festividades cristianas en el Concilio de Oxford de 1222. En el medioevo, ambas festividades se convirtieron en una oportunidad para rezar por familiares o amigos muertos, y al final de la Edad Media ya eran comunes y populares en muchas regiones de Europa.

La festividad cristiana llegó a América y se entremezcló con las tradiciones indígenas. Como fruto del sincretismo, se consolidó el Día de Todos Santos y un sin fin de tradiciones asociadas que se mantienen hasta la actualidad.

Las familias bolivianas preparan mesas con flores, velas, frutas y platos típicos para recibir a sus seres queridos fallecidos. En Cochabamba se instalan mesas de ofrendas denominadas Mast'akus y se baila y canta en la famosa Wallunk'a, donde cholitas jóvenes se menean en un columpio de grandes dimensiones.

La Policía ha desplazado efectivos en los nueve departamentos para garantizar la seguridad de la población en los cementerios, que este fin de semana se abarrotarán de gente.

El Viceministerio de Descolonización se ha instalado una "mesa plurinacional" para sensibilizar a la población sobre la recuperación de identidades culturales y la cosmovisión de los pueblos originarios. La Cancillería armó una mesa en su salón de honor e invitó a todos los miembros del cuerpo diplomático a una ceremonia por el Día de los Difuntos.

El viceministro de Descolonización Roberto Choque dijo que se pretende reconocer las tradiciones de todas las regiones de Bolivia y hacer frente a costumbres importadas que ocasionan la pérdida de identidades, sobre todo en la juventud.

Choque se refiere a la expansión de la fiesta de Halloween, que ha comenzado a trascender las fronteras de los barrios acomodados del sur de La Paz debido sobre todo al bombardeo publicitario de los medios masivos de comunicación

Este importado y ya adoptado festejo de origen celta seduce principalmente a los niños bolivianos, que salen a las calles disfrazados de brujas, duendes y fantasmas para pedir dulces y golosinas.

El boliviano promedio, sobre todo de clase media, copia todo: las modas, los estilos, las tendencias, las costumbres e incluso las formas de hablar de los protagonistas de las telenovelas extranjeras de moda.

¿Por qué el hombre boliviano en sus distintas expresiones culturales resulta enajenado, con respecto a su ser nacional y a la nueva cultura global? Tal ver por toda una historia de dominación colonial y neocolonial, que se profundiza con la nueva cultura global, mediada por el neoliberalismo.

Fuentes:

1. Aprehensión identitaria: la cultura y sus mediaciones, caso Bolivia, Tesis doctoral en Ciencias Filosóficas, Justino Alfonzo Román Hurtado, Universidad de La Habana.
2. Araucaria, Revista Iberoamericana de Filosofía, Política y Humanidades Nº 12, 2004.

http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2009103008&PHPSESSID=930584832e45c4e0861fb4baf5216b32

Baltasar Garzón mais uma vez notícia

EDITORIAL

El Pais

Justicia a discreción

La firmeza de Garzón con la trama de corrupción catalana pone en evidencia al juez del 'caso Palau'

31/10/2009

El juez Baltasar Garzón decretó anoche prisión para los principales implicados en el entramado corrupto desarticulado en Cataluña, con ramificaciones en el PSC y CiU: el alcalde socialista de la localidad barcelonesa de Santa Coloma de Gramenet, Bartomeu Muñoz, y uno de sus cargos de confianza; los convergentes Macià Alavedra y Lluís Prenafeta, ambos ex altos cargos y hombres de confianza en la Generalitat del ex presidente Jordi Pujol; y el ex diputado autonómico Luis García, Luigi, expulsado años atrás por el PSC y considerado el cerebro de la red. Los nueve imputados, detenidos entre el martes y el miércoles por la Guardia Civil, fueron ayer conducidos, esposados, a la Audiencia Nacional.

Éstos son los hechos escuetos, pero tras ellos se dibujan algunos rasgos llamativos. Para empezar, la supuesta connivencia entre munícipes del PSC y destacados militantes de Convergència, cuya manifiesta rivalidad política no fue obstáculo para que urdieran, según el instructor, una trama diseñada para blanquear capitales y generar comisiones millonarias a cambio de turbias recalificaciones urbanísticas y adjudicaciones amañadas. Puede haber casos particulares, pero en principio cuesta imaginar que en el resto de España se sellen alianzas semejantes entre militantes de partidos en disputa por el poder, como el PSOE y el PP. Particularidad nada honrosa que revela la inconsistencia argumental de quienes pretenden asociar la corrupción a una u otra sigla. Menos paralelismos presenta la reacción ante este escándalo por parte de los partidos concernidos: mientras el PSC anunció la suspensión de militancia de sus ediles imputados, Convergència rehusó hacer lo propio con Prenafeta y Alavedra, alegando que ya no son dirigentes, cuando sí son militantes y este último, miembro del consejo asesor del partido.

La contundente actuación del juez también da pie a otros contrastes. Basta recordar que el PP recusó a Garzón por "socialista" cuando desató la operación Gürtel, y que luego Mariano Rajoy denunció que se dispensaba mejor trato a los ediles socialistas acusados de corrupción que a los cargos de su partido. Las imágenes del alcalde socialista de Santa Coloma, que con esposas llegó al juzgado y con ellas regresó a la cárcel de Soto del Real, desmienten el victimismo del PP.

Ha querido el azar que Garzón haya asestado un golpe a la corrupción en Cataluña cuando arreciaban las críticas al instructor del caso Palau, Juli Solaz, que rechazó dictar prisión preventiva para los encausados -estafadores confesos- con el argumento de que la ley no se lo permitía. Lo que prueba la conveniencia de que los jueces utilicen con prudencia el margen de discrecionalidad que la ley les reconoce, para que esta diversidad de actitudes no aumente el desconcierto y desconfianza con que la ciudadanía observa comportamientos tan dispares ante situaciones similares por parte de los encargados de administrar justicia.

http://www.elpais.com/articulo/opinion/Justicia/discrecion/elpepiopi/20091031elpepiopi_1/Tes

Investimentos espanhóis na Argentina

Una travesía marcada por turbulencias y desamores

Todo cambió para las empresas españolas a partir de 2001

ALEJANDRO REBOSSIO - Buenos Aires - 28/10/2009

Pese a Aerolíneas Argentinas. Pese a que Repsol se desprendió de un 15% de YPF. Pese a los irresueltos conflictos por las tarifas de servicios públicos. España continúa siendo el país que más ha invertido en Argentina, pero la crisis internacional y su impacto en ambos países ha llevado a que durante el año pasado la llegada de capitales españoles fuera inferior a las inversiones procedentes de EE UU, Brasil, Chile, Holanda y Suiza, según los datos del Banco Central argentino. Pero al finalizar el año pasado, el stock de inversión española en la tercera economía latinoamericana era de 15.327 millones de euros, por encima de EE UU, Holanda, Brasil y Chile.

"Ni España está invirtiendo más en el exterior ni Argentina está recibiendo más del exterior", opina el consejero económico de la Embajada de España en Buenos Aires, Jorge Mariné. "Las grandes inversiones españolas en Argentina fueron en los noventa con las privatizaciones", recuerda Mariné. "Ahora no se privatiza nada. Es difícil comparar", añade el diplomático.

Para las compañías españolas todo cambió a partir de la crisis argentina de 2001/2002. Repsol YPF, Telefónica, Endesa, Gas Natural, Abertis y OHL comenzaron a lidiar con una mayor intervención del Estado desde el Gobierno de Eduardo Duhalde, que pesificó las tarifas dolarizadas, hasta los de Néstor y Cristina Kirchner, que sólo en los últimos años han aflojado algo los precios. BBVA y Santander atravesaron el corralito financiero y procuran crecer en un sistema financiero acotado. La mayoría de las empresas españolas, a diferencia de las de otros orígenes, permaneció en Argentina pese a la crisis y aprovechó los años de crecimiento que le siguieron hasta la debacle global actual. "Entienden mejor Argentina que las compañías de otros países", observa Mariné. Pero algunas españolas se marcharon. En 2006, Kirchner reestatalizó el servicio de aguas de Buenos Aires, cuyo socio minoritario era Aguas de Barcelona. A principios de 2008, con el beneplácito de los Kirchner, que han impulsado a empresarios argentinos en sectores dominados por multinacionales, Repsol vendió el 15% de YPF a la familia Eskenazi. A mediados de 2008, Cristina Fernández reestatalizó Aerolíneas Argentinas, una empresa que sufría fuertes pérdidas con Marsans y que continúa en rojo bajo gestión estatal.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/travesia/marcada/turbulencias/desamores/elpepuint/20091029elpepuint_15/Tes

“La gran pérdida de América Latina es la pérdida de Lula en la Presidencia y la vamos a sentir todos.” “No sólo ha sido un gran presidente para Brasil, sino para toda América Latina.”

Alberto Fernández: En materia de integración, es cierto que fue un proceso, como marcaba Rodolfo, y no puedo comparar la culminación con donde estamos. Pero lo que corroboramos es el retraso para alcanzar ese resultado. Respecto de Brasil, aclaro que tengo una admiración enorme por Lula. No sólo ha sido un gran presidente para Brasil, sino para toda América Latina. Durante años, Argentina y Brasil se disputaron el liderazgo. El gran mérito de Lula es que lo asumió sin hacernos notar que lo asumía. Es un extraordinario líder de América Latina. Yo fui testigo de mucho de lo que logró. Ha tenido que tomar muchas decisiones para que la integración con América Latina funcione, incluso cuando chocaban con los intereses de sectores de Brasil y tomaba esas decisiones incluso en contra de las recomendaciones de su ministro de Economía y en contra de los intereses paulistas. A Rafael le consta. Lula sostenía que era más importante la integración que un tema coyuntural. La gran pérdida de América Latina es la pérdida de Lula en la Presidencia y la vamos a sentir todos.

entrevista completa em:

http://www.elpais.com/articulo/internacional/busca/nuevo/horizonte/elpepuint/20091029elpepuint_18/Tes

Honduras, a limitada solução americana

31.10.2009Clarín.comEl Mundo

En EE.UU. dicen que así se pudo "revertir el golpe"

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Sostienen que de este modo Obama avanza para que se confirme a su responsable regional.

Por: Ana Baron

Algunos sectores de la izquierda latinoamericana están convencidos que lo que se produjo en Honduras fue un golpe perfecto. Argumentan que después de haber provocado el derrocamiento del presidente Manuel Zelaya, EE.UU. propicia ahora un acuerdo para legitimar las elecciones de noviembre. Dicen que incluso si el Congreso decide restaurar a Zelaya, lo único que hará es colocarle la banda a su sucesor. Concluyen que EE.UU. logró deshacerse así de un aliado de Hugo Chávez en Honduras
Una versión más optimista y menos conspirativa es que por primera vez EE.UU. se opuso a un golpe en la región e intervino para revertirlo. "¡Si alguien podía resolver esto es Tom Shannon!" comentó a Clarín un embajador latinoamericano. Sin duda, Shannon es uno de los diplomáticos estadounidenses más hábiles. Pero lo que inclinó la balanza hacia un acuerdo entre el golpista Roberto Micheletti y Zelaya fue el hecho de que EE.UU. finalmente intervino unilateralmente. Ninguna de las misiones integradas por presidentes y cancilleres de la región logró que los dos líderes sellaran un acuerdo siquiera débil. Ni siquiera Brasil pese a su influencia pudo convencerlos de la necesidad de que firmen los acuerdos de San José logrados por la mediación del presidente costarricense Oscar Arias.
Inicialmente EE.UU. fue muy criticado porque muchos países consideraban que no estaba poniendo la presión suficiente para resolver el conflicto. La Casa Blanca se defendió diciendo que cuando EE.UU. interviene en la región hay muchas quejas y si no lo hace también hay quejas. Se pueden hacer muchas conjeturas sobre porqué al final Washington decidió involucrarse. Pero objetivamente Obama no podía permitir que un grupo de republicanos duros le secuestren su política hacia América Latina. Si las fuerzas de Micheletti prevalecían, la probabilidad de que se desbloquee la confirmación de Tom Shannon como nuevo embajador de EE.UU. en Brasil y la de Arturo Valenzuela como subsecretario de Estado para asuntos hemisféricos disminuía drásticamente.
La diputada Ileana Ross Lehtinen, dijo ayer que "me gratifica que EE.UU. y la OEA finalmente puedan darle todo el apoyo a esas elecciones y no pongan mas obstáculos al proceso democrático hondureño". Quedó en claro que cada uno pudo llevar agua para su propio molino.

http://www.clarin.com/diario/2009/10/31/elmundo/i-02030627.htm

Integração entre Argentina e Chile

31.10.2009Clarín.comEl País

Invertirán US$ 4.300 millones para construir dos túneles en los Andes

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Lo decidieron ayer Cristina y Bachelet. Uno irá por Mendoza y otro por San Juan.

Por: Natasha Niebieskikwiat

En un potente impulso a la integración física y vial Cristina Kirchner y Michelle Bachelet acordaron ayer la construcción de dos túneles internacionales bajo la Cordillera de los Andes, que agilizará la llegada de los productos argentinos al Pacifico y los del vecino al Atlántico.
Era de esperarse además que las mandatarias buscaran reeditar la historia con el fuerte abrazo que se dieron tras la firma del Tratado de Integración Física y Complementación Económica entre Chile y Argentina, que dará marco jurídico a emprendimientos mutuos y a gigantescas obras de infraestructura, como la del Tren de Baja Altura Ferrocarril- Trasandino Central (a la altura de Mendoza) y el Túnel de Baja Altura Agua Negra (San Juan).
Es que el gesto entre Cristina y Bachelet tuvo lugar ayer en la localidad de Maipú, donde en 1818 los generales Bernardo O'Higgins y San Martín se dieron su propio abrazo para festejar la victoria en la batalla sobre las tropas realistas que aseguró la independencia de Chile. El de Bachelet y Cristina también coronó la visita de Estado que la Presidenta hizo entre ayer y el jueves a este país. Por esa razón, Cristina también visitó el Congreso y la Corte Suprema de Justicia, chilenos. Y anoche, antes de emprender el regreso a Buenos Aires, inauguró la Feria del Libro de Chile, donde Argentina es invitado.
Los acuerdos firmados buscan "unir potencialidades que ayuden a generar mejores condiciones de vida para nuestros pueblos", remarcó ayer Cristina poco antes de que Bachelet enumerara los logros sin mencionar los cortocircuitos en la relación bajo las administraciones de los Kirchner, ella y su antecesor, Ricardo Lagos.
Ayer, Hugo Eurnekián sobrino de Eduardo Eurnekián, el presidente de la Corporación América festejaba la creación de la entidad binacional que administrará el proyecto del Trasandino Central. La entidad permitirá el llamado a licitación internacional de estas obras cuya inversión total se estima en U$S 3.500 millones. Asociado a empresas de Brasil, España, Japón y Chile, el grupo de Eurnekián es el que presentó el proyecto, y por ahora el mejor posicionado. La titánica obra apunta a descomprimir el paso del Cristo Redentor, por donde anualmente pasan 2 millones de toneladas de carga, contó el secretario de Transporte Juan Pablo Schiavi quien enumeró además: una primera etapa, en la que se construirá un túnel ferroviario a baja altura, que atravesará las montañas -el Cristo Redentor está a casi 4.000 metros y permanece cerrado por mal tiempo hasta 60 días por año-; una segunda etapa, con la construcción de dos vías a cielo abierto; y una tercera con la creación de otro túnel cuando por el otro se pasen más de 30 millones de toneladas. El otro túnel es el del paso de Agua Negra, una obra de unos US$850 millones, según calcula Transporte, de aporte estatal. La construcción de ambos túneles demandará entre ocho y diez años.
Junto al tratado de Integración, se firmaron además otros protocolos como el que busca unificar a nivel de infraestructura y de controles migratorios en seis pasos fronterizos focalizados en una primera etapa. Y se acordó también trabajar para lograr la libre circulación de las personas como el que rige en la Unión Europea, y también un sistema provisional compatible.

http://www.clarin.com/diario/2009/10/31/elpais/p-02030748.htm

Não faltam loucos: políticos argentinos buscam conselhos de Mangabeira Unger

31.10.2009Clarín.comEl País

La oposición coincidió en Harvard para hablar de la necesidad de cambios

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Estuvieron Duhalde, Michetti, Prat Gay, Sanz, Amadeo y los gobernadores del PJ Das Neves y Urtubey

Por: Ana Barón

Fue una reunión totalmente inusual. Encerrados en un aula de la Facultad de Derecho de la Universidad de Harvard, representantes de distintos sectores de la oposición argentina se sentaron a discutir con el ex ministro de Planeamiento brasilero, el profesor Roberto Mangabeira sobre cómo construir políticas de Estado que tengan consenso pero que no sean débiles o minimalistas.
No había entre los presentes ningún integrante del kirchnerismo puro. En la agenda no figuraba ningún tema de actualidad. Y durante la reunión nadie tampoco los planteo. Todo quedo a un lado: la reforma política que propuso el Gobierno que según muchos observadores favorece al oficialismo y al radicalismo por igual; la reapertura del canje que podría conducir a la reinserción de la Argentina en los mercados internacionales o el anuncio de la creación de un sistema de asignación por hijo de desocupados o empleados en negro, mensual y por un monto de 180 pesos.
Mientras que las hojas rojas y amarillas típicas del otoño de New England caían sobre Harvard Square conscientes que llegada la primavera volverán a renacer, durante la reunión con los argentinos Mangabeira propuso a los presentes que rompan con los modelos ortodoxos y se atrevan a pensar en términos innovadores.
"Fue un ejercicio muy importante", dijo luego a esta corresponsal el ex presidente Eduardo Duhalde, recién llegado del coloquio de IDEA en Mar del Plata donde confirmó que piensa dar batalla en las internas peronistas y derrotará allí a Néstor Kirchner. Ayer, volvió a mostrarse convencido de la importancia que tiene para el país el poder establecer políticas de Estado a largo plazo.
"Esto fue un desafío intelectual único", dijo por su parte la ex vicejefa de gobierno porteño y diputada electa del PRO, Gabriela Michetti. "Para mí, apuntó a reforzar las ideas fuerza de un modelo de país que trascienda la coyuntura", dijo por su parte el presidente del bloque de senadores radicales, el mendocino Ernesto Sanz.
"Fue muy útil para ordenar el pensamiento estratégico", opinó por su parte el diputado electo Eduardo Amadeo.
Mientras que Alfonso Prat Gay, el representante de Elisa Carrió en este encuentro, se mostró entusiasmado por poder dedicar todo un día a pensar los problemas del país "desde otro lugar" "Lo interesante de Mangabeira es que es muy provocador", dijo Prat Gay.
Hubo también dos gobernadores peronistas: el salteño Juan Manuel Urtubey y el chubutense Mario Das Neves.
Durante la reunión, el ex ministro de Planeamiento de Brasil habló de la necesidad de poner el acento sobre la innovación y dijo que para eso no hay nada mejor que ir a la base y dejar que la base se exprese.
Según Mangabeira, la directriz de la alternativa es un modelo de desarrollo basado en la ampliación de oportunidades económicas y educativas.
Como buenos alumnos todos tomaron nota, pero lo cierto es que terminada la reunión, por los pasillos del hotel Charles de Cambridge donde se encuentra alojada la mayoría de los participantes, todo el mundo estaba pendiente de sus celulares y de los mensajes que estaban recibiendo de Buenos Aires.
"Mirá lo que dijo Chiche Duhalde: 'mi marido tira bombas y yo tengo que salir hablar por el'" dijo uno, mientras que otro informaba que el radicalismo piensa rechazar de plano la reforma política, según lo que acababa de leer en un portal de un diario argentino.
"Es un momento interesante, se están discutiendo asuntos muy profundos", sostuvo Eduardo Amadeo sin querer especular sobre si Felipe Solá podría regresar al peronismo o seguir su carrera por afuera.
Todos los participantes del encuentro de ayer acordaron volver a encontrarse nuevamente en marzo de 2010 en el mismo escenario.

http://www.clarin.com/diario/2009/10/31/elpais/p-02030743.htm

Suicídios na France Telecom

France Telecom suspende sus planes de reestructuración ante la ola de suicidios

 

El grupo de telecomunicaciones France Telecom "ha suspendido sus planes de reestructuración hasta finales del presente año", según confirmaron a Europa Press fuente de la operadora, que indicaron que negocian con los sindicatos diversas medidas para "combatir el estrés en el trabajo".

   Un portavoz de France Telecom explicó que la empresa ha adquirido el compromiso de no fusionar o cerrar ninguna de las oficinas del grupo durante el presente año.

   La decisión de la operadora francesa se produce en medio de la controversia por la ola de suicidios que afecta a la compañía desde febrero de 2008 y que la semana pasada se cobró la vigesimoquinta víctima tras el suicidio de un ingeniero de 48 años.

   Los representantes de los trabajadores habían advertido de que los planes de reestructuración y ahorro de costes de la multinacional empeoraban considerablemente las condiciones laborales de los trabajadores.

   En este sentido, la operadora indicó que ha enviado a sus empleados una encuesta de carácter anónimo para que los trabajadores del grupo valoren las condiciones laborales y el estrés en el puesto de trabajo.

   A principios de mes, France Telecom ya había anunciado la suspensión hasta final de año todas los traslados de empleados previstos en los planes de reestructuración del grupo.

http://www.eldiarioexterior.com/france-telecom-suspende-sus-planes-35113.htm

Se Vargas Llosa levasse suas idéias às últimas conseqüências diria que o México errou ao liberalizar o comércio exterior e integrar-se ao NAFTA

El declive mexicano: Lecciones universales

Alvaro Vargas Llosa

Moises Naím, director de “Foreign Policy”, escribió hace poco que lo que hoy se dice deBrasil —por la percepción de su despegue definitivo— se decía, en los años 90, de México, nación que hoy está estancada. Naím ya había afirmado lo mismo en una mesa redonda que compartimos en la Cámara de Comercio de Estados Unidos. Concuerdo con él en que este asunto merece extremada atención: el salto atrás de México contiene lecciones para otros países además del propio México.

Las reformas mexicanas se agotaron debido en parte al peso muerto del PRI, que gobernó durante décadas, y a la subsistencia de una izquierda antediluviana, pero también a que elPAN, que trajo la democracia y gobierna desde entonces, ha carecido de la imaginación y el celo implacable que tuvieron otros reformadores para guiar a sus pueblos hacia la modernidad. ¿La consecuencia? Entre 2000 y 2007, la economía de Brasil creció 150 por ciento mientras que la de México lo hizo tres veces menos. Nada expresa mejor este desempeño decadente que la industria energética mexicana, aherrojada por restricciones nacionalistas que impiden las inversiones de capital y la innovación: la producción petrolera ha caído 30 por ciento en cuatro años y las reservas actuales sólo durarán otros nueve. Finalmente, el descenso del país en la guerra contra las drogas ha reemplazado las expectativas de un luminoso destino paraMéxico en el siglo 21 por el temor a su balcanización.

Los observadores angustiados por cuestiones del desarrollo se ocupan de los países que prosperaron. Estados Unidos, en el siglo, 19 es el caso más impresionante de la historia; China podría lograr algo similar en este siglo. También estudian, con mucha menor intensidad, a quienes alcanzaron la prosperidad y luego la desperdiciaron. Dos casos fascinantes son el de Argentina y Uruguay: lograron niveles "europeos" de desarrollo en el siglo 19 e iniciaron la cuesta abajo hacia 1930. Pero se presta poca atención a países que parecían estar encaminados a convertirse en naciones "VIP" y se detuvieron a medio camino. México es el caso más sorprendente de este joven siglo.

Preguntarse qué sucedió no es un ejercicio académico. Naciones como China, India, Brasil, Turquía y Sudáfrica deberían estar sacando conclusiones de la vuelta en “U” dada por México. Algunas me vienen a la mente.

Primera: jamás hay que subestimar los vestigios culturales e institucionales del antiguo régimen, y por ende su capacidad política para socavar al nuevo régimen. Algo similar —pero peor—ha acontecido en Rusia, donde el retorno de la autocracia y el Estado mercantilista ha revertido muchos logros de la caída de la URSS, la hazaña mesmerizante de 1991. Segunda: nunca hay que dormirse en los laureles. Chile, país exitoso que ha caído varias posiciones relacionadas con la eficiencia económica en los rankings internacionales, debería tomar esto muy a pecho.

En tercer lugar, un país no debe nunca atar su destino a una nación en particular. La dependencia de México con respecto aEstados Unidos ha reducido su flexibilidad en el ancho mundo. Australia, no obstante ser un país desarrollado, debe cuidarse de su creciente dependencia de China. La mitad de los clientes del National Australia Bank, uno de sus gigantes financieros, vive del mercado chino. Y, en Austria, hemos visto la catástrofe sufrida por la banca, que prestó el equivalente al 75 por ciento del PIB austriaco a empresas y personas de países centroeuropeos de su "patio trasero" que entraron luego en suspensión pagos.

Por último, los países deben elegir bien sus batallas. Tengo mucha simpatía por el Presidente mexicano, Felipe Calderón. Pero cometió lo que muchos mexicanos que lo admiran creen que fue un error colosal al dedicar a la guerra contra las drogas la energía y recursos que debió haber destinado a completar las reformas truncas. Los cárteles de la droga están sencillamente trasladando algunas de sus operaciones a América Central sin dejar de corromper a las instituciones mexicanas y chupar la sangre de una Administración consumida por la lucha contra el enemigo elegido.

Nada de esto es fatal. México puede dar la vuelta una vez más. No será fácil, por cierto: para absorber a 1,2 millones de jóvenes mexicanos que buscan empleo cada año, la economía debe crecer al menos 5,5 por ciento anualmente, cifra que ha eludido aMéxico en años recientes y que no alcanzará en los inmediatos. Pero la primera condición es reconocer la gravedad del problema. No muchos dirigentes mexicanos parecen estar haciéndolo.

http://www.eldiarioexterior.com/articulo_imprimir.asp?idarticulo=35395

Lendo o texto do post anterior me lembrei do post sobre o livro de Gorz e o reproduzo novamente

DOMINGO, 25 DE MAIO DE 2008

O amor pensado e vivido, o livro de André Gorz, Carta a D.

Cheguei de Brasília neste sábado. No aeroporto de Brasília vi um livro de André Gorz intitulado "Carta a D. História de amor". Peguei o livro para comprar, fui para a fila, mas a fila estava lente apesar de ter apenas três pessoas, e como faltavam apenas 13 minutos para o horário de saída do avião desisti de comprar lá o livro. Mas quando cheguei em Congonhas, logo fui procurar a livraria do aeroporto, neste caso ser uma livraria da mesma rede do aeroporto de Brasília foi um bom negócio, mas é lamentável o crescimento dasa redes de livraria, porque agora são sempre os mesmos livros expostos, entrou em uma, já visitou todas. E extamente por isso já sabia exatamente onde encontraria o livro, e lá estava ele. Comprei o livro acabei de lê-lo.

O Gorz não está entre meus autores prediletos. Mas é insólito um intelectual renomado escrever sobre o amor, predomina de fato, o silêncio porque a expressão do amor sempre aparece como pueril, como uma comportamento juvenil e não racional. O livro é uma carta de Gorz à esposa, falando sobre o quanto a ama e sobre como ela foi importante para a vida dele no sentido mais profundo da palavra vida. O livro é escrito porque a mulher estava doente, com uma doença degenerativa. Seguem as transcrições do texto:

"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo voc~e mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpor contra o meu é capaz de preencher.

Eu só preciso lhe dizer de novo essas coisas simples antes de abordar questões que, não faz muito tempo, têm me atormentado. Por que razão você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida? Por que, em Le Traître, passei uma falsa imagem de você, que a desfigura? Esse livro deveria mostrar que a minha relação com você foi a reviravolta decisiva que me permitiu desejar viver. Por que, então, deixar de fora essa maravilhosa história de amor que nós tínhamos começado a viver sete anos antes? Por que eu não disse o que me fascinou em você?"

"Por que você havia escolhido este Austrian Jew sem um tostão? No papel, eu era capaz de demonstrar - invocando Hero e Leandro, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta - que o amor é o fascínio recíproco de duas pessoas por aquilo que elas têm de menos dizível, de menos sociolizável; de refratário aos papéis e imagens delas mesmas que a sociedade lhes impõe; aos pertencimentos culturais. Nós podíamos pôr quase tudo em comum exatamente porque a princípio não tínhamos quase nada. Bastava que eu consentisse em viver o que eu estava vivendo, em amar mais do que tudo o seu olhar, a sua voz, o seu cheiro, seus dedos afilados, o seu jeito de habitar o seu corpo, para que todo o futuro se abrisse para nós.

"Era isso: você havia me dado a possibilidade de escapar de mim mesmo e de me instalar num outro lugar, do qual você me trouxera a notícia. Com você, eu podia deixar de férias a minha realidade. Você era o complemento da irrealização do real, estando eu mesmo nele compreendido desde sete ou oito anos antes, através da atividade de escrever. Você era quem punha entre parênteses esse mundo ameaçador, no qual eu era um refugiado de exist~encia ilegítima, cujo futuro nunca ultrapassa três meses. Eu não tinha a menor vontade voltar à Terra. Encontrava refúgio numa experiência maravilhosa e não aceitava que ela fosse alcançada pela realidade. Eu recusava, no fundo de mim mesmo, aquilo que, na idéia e na realidade do casamento, implica esse retorno ao real. Até onde consigo lembrar, eu sempre procurei não existir. Você deve ter trabalhado anos a fio até me fazer assumir minha existência."

"Eu soube naquele momento que não tinha necessidade de nenhum prazo para refletir; que teria saudades para sempre se a deixasse partir. Você foi a primeira mulher que consegui amar de corpo e alma, com quem eu me sentia em ressonância profunda; meu primeiro amor verdadeiro, para dizer tudo. Se eu fosse incapaz de amá-la, nunca poderia amar ninguém."

Por causa da doença da mulher Gorz antecipou a aposentadoria e eles mudaram para uma casa no campo. "Ao longo dos vinte e três anos passados na nossa casa, publiquei seis livros e centenas de artigos e entrevistas. Nós recebemos dezenas de visitantes vindos de todos os continentes, fui entrevistado dezenas de vezes. Eu certamente não estive à altura da resolução que havia tomado havia trinta anos: a de viver o presente, atento mais que tudo à riqueza que é a nossa vida comum. Agora eu vivo de novo, e com um sentimento de urgência, os instantes em que tomei essa resolução. Não tenho nenhuma obra mais importante em elaboração. Não quero mais - segundo a fórmula de Georges Bataille - "deixar a exist~encia para mais tarde". Estou atento à sua presença como estive desde o início, e gostaria de fazê-la sentir isso. Você me deu toda a sua vida e tudo de si; e eu gostaria de poder lhe dar tudo de mim durante o tempo que nos resta.

"Você acabou de fazer oitenta e dois anos. Continua bela, graciosa e desejável. Faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. Recentamente, eu me apaixonei por você mais uma vez, e sinto em mim, de novo, um vazio devorador, que só o seu corpo estreitado contra o meu pode preencher. À noite eu vejo, às vezes, a silhueta de um homem que, numa estrada vazia e numa paisagem deserta, anda atrás de um carro fúnebre. Eu sou esse homem. É você que o carro leva. Não quero assistir à sua cremação; nem quero receber a urna com as suas cinzas. Oulo a voz de Katheen Ferrier cantandor: "Die Welt is leer, Ich will nicht leben mehr" (O mundo está vazio, não quero mais viver), e desperto. Eu vigio a sua respiração, minha mão toca você. Nós desejaríamos não sobreviver um à morte do outro. Dissemo-nos sempre, por impossível que seja, que, se tivéssemos uma segunda vida, iríamos querer passá-la juntos."

Gorz e sua mulher, Dorine, se suicidaram 1 ano e três meses após a redação do livro para morrerem juntos.

El corazón tiene razones que la tristeza entiende

El corazón tiene razones que la tristeza entiende

Cinthya Sánchez
El Universal
Sábado 31 de octubre de 2009

Cuando se va el ser querido, la depresión crónica es el síntoma de los que “mueren por amor”

sociedad@eluniversal.com.mx

Caminó erguido con sus 92 años hasta que la enterró. Salió del panteón encorvado, con la cabeza sumida entre los hombros, la mirada sombría, sin luz, sin sonrisa, sin esperanza. Se trasladó a casa solo, no quiso que nadie ocupara su mano ni tampoco su brazo. A partir de ese día comenzó su camino hacia la misma fosa donde dejó lo que para él era el sentido de su vida.

Regresó a casa sin Martha, su compañera en los últimos 62 años. Hacía 30 que ninguno de los dos salía a trabajar. Se dedicaban a cuidar los árboles frutales del jardín. Tenían vida sexual activa, cocinaban juntos, sembraban juntos, desayunaban, comían y cenaban juntos. Alistaban la casa y llenaban las cazuelas de comida los domingos para esperar a sus 10 hijos con parejas y nietos.

Se tomaban de la mano. Se besaban tiernamente en la mesa. Hacían un viaje al año. Salían a caminar a diario durante una hora. Agustín le decía “Mi vida”. Y Martha le respondía “Mi amor”.

Ella tenía una mente veloz. Era capaz de armar rimas en menos de un minuto. Experta en calaveritas, a quien se le pusiera enfrente le armaba una, mientras él preparaba un buen chiste para alargar la carcajada de la visita en turno.

Llevaban seis décadas enamorados. Un amor en el que pocos creían, pues Agustín se casó con ella cuando Martha era una niña: tenía 14 , él le llevaba 16.

Tuvieron 10 hijos e hicieron equipo para educarlos, ella se quedó en casa y él trabajó durante 32 años en una empresa federal como contador.

Vivían de su pensión, de la ayuda de sus hijos, de sus árboles frutales, de su huerta de hierbas con las que preparaban té, sopas, guisos y de su eterno amor, éste último fue el que en realidad los mantuvo sanos, al menos, eso piensan sus hijos. Aunque los dos eran fuertes. No padecían de ninguna enfermedad, no sufrían de presión alta ni baja, no eran diabéticos ni obesos.

El principio del fin

Un día, Martha no despertó. Lo hacían al mismo tiempo, cuando entraba la luz por la ventana. Pero esa mañana ella no respondió. Durante la noche sufrió un paro respiratorio. Desde entonces, a Agustín se le agotaron los chistes, la chispa, las ganas. “Su vida” se había ido, sin despedirse, sin avisarle.

Sus hijos sabían que desde el momento en que su mamá no despertó, su padre estaba muerto en vida. Se le notaba. Se dejó vencer. De ser un hombre alto, fuerte y hasta guapo, sólo reflejaba tristeza. El tiempo sin ella fue desgastante. En cuanto él salió de aquel panteón se desencadenaron las enfermedades. Lo que no había envejecido en los últimos 15 años, lo hizo en meses.

Primero una cirugía de cataratas, luego, otra de próstata, fue un malestar tras otro hasta que a los 13 meses de que Martha murió, sus diez hijos enterraron a Agustín al lado de su amada.

Hicieron lo imposible para que la tristeza no lo invadiera. Nunca lo dejaron solo, en ese año siempre hubo alguien de la familia que dormía en su casa, estuvieron al pendiente de cada una de sus enfermedades, de que tomara sus medicinas, pero la decisión ya la había tomado él. Después de Martha, no había nada.

Alejandro Gómez fue su psiquiatra durante 18 años. Cuenta que Agustín es parte de la estadística de viudos que mueren en el primer año de duelo por la pérdida de su mujer. No hay cifras de cuánta gente muere después de enviudar, pero la tendencia indica que los menos “aguantadores” son los hombres.

El profesional explica que la gente no se muere de amor, pero que una pérdida puede llevar a la depresión y con ésta acontecen cambios bioquímicos, ataques al sistema inmunológico, pueden venir un cáncer o un infarto.

“La depresión produce una serie de efectos negativos en los órganos y en el sistema inmunológico que puede complicar una enfermedad hasta el grado de provocar la muerte, pues hay un desinterés en el autocuidado”, dice.

Asunción Lara es investigadora del Instituto Nacional de Psiquiatría. Ha trabajado desde hace 15 años con mujeres deprimidas, la gran mayoría como consecuencia de una pérdida, de un contrato de amor que termina.

“Perdieron a sus parejas, se divorciaron, se les murió una madre, un padre, un marido o un hijo”, explica.

Aunque para la investigadora, el término “morir de amor”, le parece una exageración de la gente. “En una depresión severa, los pacientes no tienen ganas de vivir. No disfrutan de lo que antes les emocionaba. Sienten un vacío, hay una pérdida de interés por todo tipo de actividades, hay trastornos del sueño, angustia, cansancio, dificultad para concentrarse y pensamientos de muerte”, explica.

Los síntomas del dolor

Para la doctora, si estos síntomas se presentan durante más de dos semanas en una persona ya no es tristeza sino depresión. “No toda la gente que sufre de una pérdida de algún ser querido termina por deprimirse o, peor todavía, por morirse, pues para que esto suceda la persona debe tener una vulnerabilidad biológica, tener familiares directos que hayan sufrido de depresión”, dice.

La médica asegura que la falta de amor siempre ha sido uno de los motivos por los que la gente se deprime. “No sólo cuentan los que perdieron el amor, sino los que nunca lo hallaron. La gente también se deprime por no tener pareja”, dice en la certeza de la cantidad de gente sola que transita por el mundo entero.

Agrega que la mayoría de éstos casos no termina con la muerte. Cuando se pierde un amor tan grande las personas tienen que apoyarse en su red social. “Además, la depresión no se quita sola, hay libros, conferencias, grupos de ayuda, psicólogos, psiquiatras, medicamentos de última generación”, aconseja.

Antes de que una depresión severa termine con la vida de una persona, la ciencia tiene mucho que hacer en su beneficio y en su apoyo para la cura.

Por ejemplo, el Instituto Nacional de Psiquiatría ha puesto una línea de ayuda gratuita donde se atiende a las personas que sufren depresión por cualquier motivo y gracias a la que los porcentajes de recuperación son altos y comprobados.

La situación puede agravarse mucho y transformarse en una depresión crónica si no se toma el tratamiento adecuado.

Así, aquella metáfora de los culebrones que consiste en “morirse de amor”, se convierte en un problema de salud, considerando que sólo el 11.6% de las mujeres y el 13.4% de los hombres acude con un especialista.

http://www.eluniversal.com.mx/cultura/61084.html

Imperialismo brasileiro na Venezuela?

Lula sella 15 convenios en su visita a Caracas

El Universal
Sábado 31 de octubre de 2009

Los presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, y de Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, firmaron ayer un acuerdo para incorporar a la petrolera venezolana PDVSA como accionista de una refinería conjunta que se construye en el estado brasileño de Pernambuco

CARACAS (DPA y AP).— Los presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, y de Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, firmaron ayer un acuerdo para incorporar a la petrolera venezolana PDVSA como accionista de una refinería conjunta que se construye en el estado brasileño de Pernambuco.

El plan forma parte de 15 convenios firmados durante la visita de Lula al Centro de Formación Agraria Socialista José Abreu de Lima, en la localidad de El Tigre, en el estado oriental de Anzoátegui. Los presidentes visitaron los sembradíos de soya donde se utiliza asesoramiento brasileño, sitio al que llegaron en un vehículo rústico conducido por el propio Chávez.

De hecho, los mandatarios subieron a una trilladora y recogieron la última porción de una cosecha de soya.

El gobierno venezolano indicó que durante su encuentro los mandatarios firmaron 15 acuerdos de cooperación, entre ellos uno para estudios de factibilidad para el desarrollo de hidrocarburos en el estado occidental de Zulia entre la estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) y la firma brasileña Oebrecht. También se acordó la conclusión de las negociaciones con la brasileña Petrobras para incorporar a PDVSA como accionista en la construcción y activación de la Refinería Abreu de Lima, en Pernambuco.

De acuerdo con lo informado, PDVSA tendrá 40% de las acciones de la empresa y deberá participar con esa porción de los costos de la construcción de la planta. El resto corre por cuenta de Petrobras. Además, PDVSA Ingeniería y Construcción, nueva filial de PDVSA, suscribió un acuerdo con Odebrecht para la creación de una empresa encargada del desarrollo del proyecto de conversión profunda en la Refinería de Puerto La Cruz, en el oriente de Venezuela.

También se concretó un memorándum de entendimiento entre la Petroquímica de Venezuela (Pequiven) y la firma Braskem para la implementación de las instalaciones petroquímicas en el polo Camacari, estado de Bahía, Brasil. Igualmente firmaron acuerdos para la Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias, el primero con la Agencia Brasilera de Desarrollo Industrial (Abdi) para el desarrollo del eje productivo Puerto Ordaz-Manaos y el segundo con el Ministerio de Comunicaciones de Brasil para la implementación de la televisión digital terrestre en Venezuela

http://www.eluniversal.com.mx/internacional/64174.html

México para ONU: gaste menos!

México pide a ONU austeridad en gasto

Silvia Otero
El Universal
Sábado 31 de octubre de 2009

Ejercerá casi 5 mil mdd en los próximos dos años

silvia.otero@eluniversal.com.mx

El gobierno de México demandó a la Organización de Naciones Unidas (ONU) que contemple un presupuesto austero y acorde con la crisis económica, ante los casi 5 mil millones de dólares que ha solicitado para el bienio 2010-2011; además de que pidió al organismo que racionalice sus gastos administrativos “fomente la transparencia, el ahorro y la eficiencia en el uso de los recursos”.

Este fue el tono del discurso de Julio Camarena Villaseñor, oficial mayor de la Secretaría de Relaciones Exteriores (SRE), quien fijó la posición del gobierno de México como el décimo contribuyente financiero a nivel mundial del organismo, en torno al proyecto de presupuesto de la ONU, durante una sesión ante el pleno de la Asamblea General y frente al secretario general Ban Ki-moon.

En un comunicado, al que la Cancillería agregó después de que la postura también era a nombre de los países que integran el Grupo de Río, el funcionario mexicano pidió a la ONU “ser sensible” a las medidas de austeridad que han adoptado sus Estados miembros ante la crisis económica.

La SRE informó que “el representante de nuestro país lamentó que el presupuesto de la ONU no refleje la austeridad presupuestaria que sus miembros han instrumentado.

Camarena Villaseñor señaló que los 4 mil 887 millones de dólares del proyecto de presupuesto destinados a las prioridades de la ONU (Paz y Seguridad, Desarrollo, Derechos Humanos), “deben ser sometidos a una rigurosa revisión, congruente a los efectos que la recesión mundial ha tenido en las economías de la inmensa mayoría de los Estados miembro de la organización”.

El funcionario enfatizó que nuestro país “demanda que la organización realice esfuerzos de racionalización del gasto administrativo, incluyendo plazas y estructuras, y que fomente la transparencia, el ahorro y la eficiencia en el uso de los recursos de la ONU”.

La SRE no dijo cuánto otorga México a la ONU, un reporte de la dependencia dice que el país dio 32 millones 19 mil 557 dólares para operaciones de paz, entre 2008 y junio de 2009.

http://www.eluniversal.com.mx/nacion/172469.html

Honduras, para a solução bastou os EUA resolverem agir

Pactan Zelaya y golpistas formar un gobierno de unidad y reconciliación

El acuerdo incluye que Congreso discuta y decidida sobre restitución del presidente depuesto.

Notimex y AFP
Publicado: 30/10/2009 07:48

Tegucigalpa. Representantes de las comisiones negociadoras del Manuel Zelaya y Roberto Micheletti llegaron este viernes al Congreso Nacional para entregar el acuerdo alcanzado para poner fin a la crisis política en Honduras y un cronograma para su aplicación.

"Ya está el acuerdo totalmente firmado", dijo el representante de la delegación de Zelaya, Rodil Rivera al llegar al Congreso, sin brindar detalles sobre el calendario del proceso de restitución de Zelaya en el poder.

Mientras la comisión de Zelaya entró en medio de centenares de seguidores concentrados desde primeras horas para celebrar este histórico acuerdo, la de Micheletti lo hizo por el estacionamiento del edificio.

Como el Congreso se encuentra en receso, para pronunciarse sobre la restitución tendría que convocar una sesión extraordinaria.

El acuerdo iba a ser recibido como "correo normal" por una secretaria de guardia, confirmaron fuentes del mismo.

La madrugada de este viernes, los negociadores zelayistas y del gobierno de facto sellaron el "Acuerdo de Tegucigalpa", en el cual establecieron que se conformará un "gabinete de unidad y reconciliación", escogido por el depuesto presidente Manuel Zelaya y el de facto Roberto Micheletti.

El "Acuerdo de Tegucigalpa" fue aprobado en presencia del secretario adjunto para Asuntos del Hemisferio Occidental del Departamento de Estado estadunidense, Thomas Shannon.

Víctor Meza, jefe de negociación del depuesto presidente, dijo este viernes por Radio Globo que el documento a firmarse tiene el compromiso de integrar un gabinete, cuyos miembros serán escogidos por Zelaya y Micheletti.

"El mecanismo es que los dos protagonistas de este conflicto, se pongan de acuerdo para escoger el gabinete de unidad y reconciliación", señaló.

El jefe negociador zelayista aseguró asimismo que la Organización de Estados Americanos (OEA) estará de manera permanente en Honduras, brindando apoyo al proceso.

Indicó que otro de los compromisos del acuerdo sellado es que respetarán la decisión del Congreso Nacional sobre si se restituye o no a Zelaya en el poder.

La decisión del retorno de Zelaya sería aprobada por mayoría simple por parte de la Cámara Legislativa, explicó Meza. Sobre un posible regreso de Micheletti a la Presidencia del Congreso Nacional, donde estaba antes del Golpe de Estado del 28 de junio pasado, manifestó que esas son decisiones internas del Poder Legislativo.

Por su parte Vilma Morales, negociadora del presidente de facto, dijo que el acuerdo establece que en caso que Zelaya retorne al poder no podrá convocar a una Asamblea Nacional Constituyente.

"Este proceso de diálogo que se inició el 7 de octubre es el resultado del esfuerzo del equipo de negociadores, la voluntad demostrada y lo que hace dos días parecía imposible se ha concretado", dijo esta madrugada, Víctor Rico, secretario de Asuntos Políticos de la Organización de Estados Americanos (OEA).

Rico y el subsecretario de Estado para Asuntos Latinoamericanos, Thomas Shannon, fueron testigos de cómo el equipo de negociadores del depuesto presidente Manuel Zelaya y del presidente de facto, Roberto Micheletti, se pusieron al fin de acuerdo en abordar la restitución de Zelaya a través del Congreso Nacional.

"Quiero reconocer el trabajo histórico que han hecho los negociadores de las dos comisiones, realmente son héroes de la democracia hondureña, el liderazgo político del presidente Zelaya y del señor Micheletti que llegaron a un acuerdo de esta naturaleza", destacó Shannon.

También mencionó al presidente de Costa Rica, Oscar Arias, porque al presentar el Acuerdo de San José en julio hizo posible llegar a un acuerdo esta madrugada.

Por otra parte, el depuesto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, dijo hoy que el acuerdo logrado es un triunfo de la democracia hondureña que permitirá que las elecciones generales de noviembre próximo sean reconocidas por la comunidad internacional.

"Este acuerdo es un símbolo de paz para nuestro país y de la restauración de nuestra democracia", apuntó Zelaya en declaraciones a Radio Globo.

"Llamo al pueblo hondureño a mantener la calma, que no vayamos a hacer escarnio de nadie, que no utilicemos ésto para burlarnos, sino para encontrar la paz", subrayó.

http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2009/10/30/honduras-alcanzan-acuerdo-zelayistas-y-gobierno-de-facto

A história sempre se repete, como tragédia e como farsa: EUA e Nicarágua

El día en imágenes

nicaragua

Managua. El embajador de Estados Unidos en Nicaragua, Robert Callahan, fue sacado hoy de la Universidad Centroamericana bajo un fuerte resguardo policial ante protestas de simpatizantes del gobierno de Daniel Ortega, que exigían su expulsión del país por “intervencionismo”. Notimex

http://www.jornada.unam.mx/ultimas/

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fim da crise?

São Paulo, quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Índia começa a desmontar medidas contra a crise

BC local manda instituições aumentarem suas reservas
DA REDAÇÃO

O BC da Índia manteve intactos os juros do país, mas tomou as primeiras ações para desmontar as medidas que visavam aumentar a liquidez para conter os impactos da crise.
Pela decisão anunciada ontem, os bancos da terceira maior economia da Ásia vão ter que aumentar as suas reservas (inclusive por meio da compra de títulos do governo), visando, além da retirada de liquidez, diminuir a ameaça de inflação.
Com essa decisão, a Índia se une a uma lista de países (concentrada especialmente nos emergentes) que começam a desmontar as ações tomadas recentemente para evitar a pior crise global em mais de 80 anos.
A Austrália, no início deste mês, foi a primeira das 20 maiores economias globais a aumentar os juros -a expectativa é que a decisão seja logo seguida pela Coreia do Sul. No Brasil, o governo começou a taxar a entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores, com a cobrança de 2% de IOF.
Em comum, esses países têm o fato de terem conseguido evitar a recessão (dois trimestres consecutivos de retração econômica), casos da Austrália e da Coreia do Sul, ou passar por ela por um curto período, como ocorreu com o Brasil.
Esse também foi o caso da Índia. No último trimestre de 2008, o PIB teve a menor expansão em seis anos, 5,8%, mas já se acelerou para 6,1% de abril a junho -dado mais recente disponível. A produção industrial cresceu 10,4% em agosto, o maior avanço em 22 meses.
Com os indícios de recuperação da economia, o BC afirmou que "muitas das medidas não convencionais podem ser revertidas imediatamente".
Esse enxugamento se deve em parte à preocupação com a inflação. O banco central indiano prevê agora que a inflação no ano fiscal que se encerra em março de 2010 fique em 6,5%, ante estimativa anterior de aumento de preços de 5%.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2810200930.htm

Krugman tem razão

São Paulo, quarta-feira, 28 de outubro de 2009


foco
Brasil continua a ser mais esperança que certeza, diz Krugman

DA REDAÇÃO

O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman afirmou que o Brasil teve um desempenho "formidável" durante a crise global, mas que o país continua a ser mais uma "esperança" do que uma certeza de crescimento.
"Todos conhecem a piada de que o Brasil é o país do futuro e sempre será. Ainda não vemos no Brasil o tipo de crescimento que encontramos na Ásia. Então, eu acredito que segue sendo uma esperança, e não uma perspectiva certa", disse ontem, em palestra em Buenos Aires.
Segundo ele, a reação da economia brasileira não é garantia de sucesso no futuro. "Nem sempre é certo que o bom desempenho em um ciclo de negócio seja presságio de crescimento futuro."
Afirmou ainda que, no momento, o Bric (grupo das economias consideradas mais promissoras) deveria ser formado apenas por China e Índia, "porque conseguiram esse descolamento, mas o Brasil ainda não, e a Rússia é um animal completamente diferente".
Krugman disse que o Brasil tem um "dinamismo empreendedor" e "indústrias de exportação exitosas", o que faz com que muita gente diga que o país tem perspectivas excelentes de crescimento. Porém, ele alerta de que há pessoas que vêm afirmando "há décadas" a mesma coisa sobre a economia brasileira.
Sobre os efeitos da crise global no Brasil, o economista afirmou que o país foi afetado, mas não muito. Para ele, isso ocorreu porque o país não está tão exposto ao comércio mundial e "também porque estabeleceu uma estrutura financeira muito mais sólida".
"Os bancos se comportaram muito bem e, por isso, o mundo quer trazer dinheiro para o Brasil, o que cria problemas para a competitividade das suas exportações."
Krugman também disse que a América Latina é, depois da Ásia, a região com melhores perspectivas para sair da crise. Afirmou, porém, não ter certeza de que os efeitos negativos da crise já sejam coisa do passado.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2810200929.htm

Conflito no Mercosul

São Paulo, quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Argentina reage e diz que restrição do Brasil é "inaceitável"

DE BUENOS AIRES

O governo argentino classificou como "inaceitável" a atitude do Brasil de impor restrições às exportações do país vizinho, a partir deste mês. A reclamaçao foi transmitida, ontem, em Buenos Aires, pelo Secretário de Comércio Internacional, Alfredo Chiaradía, ao embaixador do Brasil na Argentina, Mauro Vieira, convocado pelo governo Cristina Kirchner para uma reunião na chancelaria. O encontro durou uma hora.
Desde o início deste mês, vários itens produzidos na Argentina não têm autorização automática para entrar no Brasil. A liberação dessas compras, agora, depende de uma avaliação prévia do governo brasileiro, que pode levar até 60 dias. A medida inclui itens como farinha de trigo, uva passa, azeitona, azeite de oliva, vinho, doces e geleias, peixes e pneus.
Vieira disse que iria transmitir a reclamação a Brasília, mas lembrou que o Brasil sofre restrições por parte da Argentina, que aplica o sistema de licenças não-automáticas a diversos produtos brasileiros, totalizando 14% das exportações para o vizinho. Os setores afetados afirmam sofrer perdas, geradas pela demora no desembarque dos produtos e pela fixação de limites aos volumes de venda.
Vieira citou ainda a suspeita de desvio de comércio no Mercosul -no caso de produtos cujas importações argentinas originadas do Brasil diminuíram, com concomitante aumento das procedentes da China.
A Argentina justifica a aplicação de licenças não-automáticas como uma medida de proteção à indústria nacional, no marco de uma política de substituição das importaçoes.
A irritação argentina com a retaliação é sobretudo pelo fato de a aplicação de licenças não automáticas a itens sensíveis de sua pauta exportadora ter sido feita "sem aviso prévio".
O governo argentino julga que a decisão brasileira é "asimétrica", uma vez que as licenças impostas pela Argentina têm prévio conhecimento dos setores afetados. Chiaradía manifestou preocupação com o provável perecimento de produtos embarcados em caminhões, que, surpreendidos pela reação brasileira, estão retidos nas fronteiras.
A reclamação formal do governo argentino acentua uma já tensa relação comercial bilateral. O superávit brasileiro na balança comercial com a Argentina vem sendo reduzido e chegou a haver déficit em março passado. As exportações brasileiras para a Argentina caíram 43% no primeiro semestre deste ano.
(SILVANA ARANTES)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2810200928.htm

A “propriedade privada” irá acabar? Os fundos de investimento estão por toda parte

São Paulo, quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ABERTURA DE CAPITAL
DONA DO VIENA FARÁ OFERTA DE AÇÕES

A International Meal Company, holding da gestora de fundos de private equity Advent International, pediu aval da CVM para fazer oferta pública inicial de ações. A IMC administra os investimentos do Advent em várias empresas na América Latina. No Brasil, é dona de cadeias de restaurantes e lanchonetes, como Frango Assado e Viena.

Santander driblou a crise graças ao mercado brasileiro

Santander driblou a crise graças ao mercado brasileiro

Der Spiegel

Mark Scott

O banco espanhol Santander teve um bom desempenho durante a recessão porque foi obrigado a evitar os títulos "tóxicos" devido às estritas leis domésticas para o setor bancário. A contrário de vários dos seus debilitados rivais no setor bancário internacional, o Santander está podendo agora expandir-se, e tem com alvo o mercado em crescimento que é o Brasil.
Como o maior banco da zona do euro, composta de 16 países, o banco espanhol Santander apresentou um ótimo desempenho durante a recessão. Uma regulação doméstica rigorosa obrigou este gigante do setor bancário, com sede em Madri, a manter distância dos títulos financeiros tóxicos e, de forma geral, o banco evitou emprestar excessivamente ao combalido setor imobiliário da Espanha. Agora, no momento em que os Estados Unidos e a Europa estão reduzindo os gastos, o Santander reforçou os seus planos de expansão.

Uma peça central dessa estratégia é o Brasil. Outrora conhecido como o gigante adormecido da América Latina, o Brasil - sob a liderança do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva - transformou-se em uma potência econômica. Segundo estatísticas oficiais, o produto interno bruto do país cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano, em um momento em que várias outras economias de todo o mundo encolhiam. O Citigroup prevê que o produto interno bruto do Brasil aumentará cerca de 5% no próximo ano.
E o Santander se prepara para tirar o máximo de vantagem disso. Sendo já o terceiro maior banco não estatal do Brasil, atrás do Itaú Unibanco e do Bradesco, a companhia espanhola captou impressionantes US$ 7 bilhões (R$ 12,2 bilhões) para financiar a sua expansão naquele país com a venda de ações minoritárias das suas operações brasileiras. Ações adicionais que deverão ser vendidas neste mês elevarão este total para US$ 8,1 bilhões (R$ 14,1 bilhões) - naquela que é de longe, até agora, a maior oferta de venda pública do mundo neste ano.
Impulso ao setor bancário comercial
O dinheiro será bem empregado. O Santander pretende reforçar as suas próprias reservas de capital, expandir a sua rede de agência locais no Brasil em um terço até 2013, e impulsionar os empréstimos no crescente, mas ainda sub-utilizado, setor bancário comercial. "A atuação do Santander no Brasil foi inteligente e bem pensada", diz Robert Tornabel, professor especializado no setor bancário e ex-reitor da escola de administração ESADE, em Barcelona. "O Brasil é uma economia de crescimento rápido que está se tornando uma peça importante para a lucratividade do banco".
De fato, o Brasil respondeu por mais de um quinto dos 4,5 bilhões de euros (US$ 6,8 bilhões, R$ 11,8 bilhões) em "lucros imputáveis", ou lucros líquidos menos ganhos de capital, no primeiro semestre deste ano (os lucros imputáveis são a única medida de rendimentos através da qual o banco fornece uma classificação por país). Isso significa um aumento de 11% em relação ao mesmo período em 2008. Os analistas dizem que a mudança deve-se principalmente à consolidação do Banco Real, do Brasil, que o Santander adquiriu por US$ 16 bilhões (R$ 27,8 bilhões) em 2007 como parte da fatídica aquisição e divisão do gigante financeiro holandês ABN Amro pelo Santander, o Royal Bank of Scotland e o Fortis.
Se desde então o RBS e o Fortis enfrentam problemas, para o Santander a aposta deu ótimos resultados. A sua presença ampliada no Brasil contribuiu para compensar a redução das operações do banco em outras regiões - especialmente Espanha e Reino Unido - durante a pior parte da crise. Os empréstimos no Brasil, por exemplo, saltaram 16% durante o primeiro semestre de 2009, comparados a apenas 1% na Espanha no mesmo período.
Os lucros imputáveis obtidos no Brasil no primeiro semestre chegaram a 961 milhões de euros (US$ 1,4 bilhão, R$ 1,7 bilhão), o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mercado ainda inexplorado
Os analistas dizem que uma curva ascendente ainda mais pronunciada está por vir. Segundo números do Citigroup, a relação entre empréstimos e produto interno bruto no Brasil - um indicador-chave da maturidade do setor bancário - encontra-se atualmente em apenas 40%, o que é cerca da metade daquela do Chile, um rival regional. E a relação entre os depósitos de varejo e o produto interno bruto é comparável àquela da Colômbia, um país menor e mais pobre. Sendo assim, é óbvio que o presidente do Santander, Emilio Botin, dispõe de uma grande oportunidade para trazer uma parcela maior dos 190 milhões de cidadãos brasileiros para o setor bancário.
"O Brasil continua sendo um mercado de varejo praticamente inexplorado, e é aí que o Santander conta com vantagens", diz Xavier Vives, professor de economia da Escola de Negócios IESE em Barcelona. A estratégia do banco já está se consolidando. Desde que tornou-se proeminente no seu mercado doméstico na década de oitenta, o Santander aliou reduções agressivas de custos - especialmente através do uso de softwares proprietários para serviços administrativos - à venda cruzada de produtos financeiros aos clientes.
O banco está seguindo uma rota similar no Brasil: por exemplo, as despesas operacionais no decorrer do primeiro semestre deste ano caíram mais de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, ainda que as rendas tivessem aumentado. E o índice de eficiência das suas agências brasileiras - com base em despesas versus rendas totais - aumentou sete pontos percentuais em um ano, caindo para 37,9%: um dos índices mais baixos dentre todos os bancos no Brasil.
A abertura de 600 novas agências nos próximos quatro anos ajudará também o banco a vender mais produtos como hipotecas e cartões de crédito para a cada vez mais afluente classe média brasileira. De forma reveladora, o Santander concentrou a sua expansão na região sudeste desse país sul-americano, particularmente em torno de São Paulo, onde o produto interno bruto per capita é quase o dobro daquele registrado no norte do país.
Competição acirrada
Mesmo assim, não há garantia de que o ambicioso plano brasileiro do Santander será um sucesso. Tanto os bancos domésticos quanto os internacionais estão procurando tirar vantagem da aquecida economia do país. Isso é particularmente verdadeiro no caso do estatal Banco do Brasil, que continua sendo o maior banco do país e que está diversificando agressivamente os seus produtos financeiros, particularmente no setor de seguros.
E embora o Brasil e, em grau menor, os Estados Unidos, país no qual o Santander entrou recentemente, representem as principais perspectivas de crescimento para o banco, vários títulos problemáticos na Espanha ainda podem reduzir a lucratividade do banco. O Santander diz ter capital suficiente para enfrentar problemas financeiros extras.
Para terem sucesso no Brasil, os espanhóis vão se basear na sua experiência prévia de expandirem-se com sucesso em outros países sul-americanos e na Europa nos últimos 15 anos. E, ao captar investimentos de US$ 8,1 bilhões (R$ 14,1 bilhões), o Botin & Co. ver-se-á em uma provisão privilegiada em um dos mercados financeiros de mais rápido crescimento do mundo. Não é de se admirar, portanto, que o Santander seja visto por muitos como um dos maiores vencedores a emergirem da Grande Recessão.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/10/28/ult2682u1360.jhtm?action=print

Internacionalização do setor sucroalcooleiro

São Paulo, quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Estrangeiros avançam no álcool brasileiro

Após expansão eufórica e crise aguda, múltis aproveitam dificuldades para adquirir grandes usinas e já têm quase 20% da produção
Venda da tradicional usina Santelisa para franceses do Dreyfus é o último lance da crescente concentração e internacionalização do setor

MAURO ZAFALON
DA REDAÇÃO
A internacionalização do setor sucroenergético brasileiro deu mais um grande passo ontem. A tradicional empresa paulista Santelisa, com 70 anos e que tinha no comando as famílias Biagi e Junqueira Franco, passou para as mãos do grupo francês Louis Dreyfus, que já detinha a LDC Bioenergia. Da união das empresas, com 13 usinas no total, surge a LDC SEV, da qual 60% serão do gigante francês.
A transferência de mais um grupo para as mãos de estrangeiros -somada aos novos negócios que estão sendo avaliados- eleva para próximo de 20% a participação externa na produção do setor, um percentual que veio antes do que se imaginava e de forma diferente.
Se, no auge da euforia do setor, em 2007, quando o presidente Lula chamou os usineiros de "heróis nacionais e mundiais", imaginava-se que os estrangeiros viriam para investir em novas fábricas e aumentar a produção, hoje eles se aproveitam da crise aguda do setor para apenas adquirir ativos tradicionais, como a Santelisa.
E há novos negócios na mira das multinacionais, como a compra da Moema pela Bunge.
"Essa é apenas a primeira onda de investimentos estrangeiros", acredita João Sampaio, secretário da Agricultura de São Paulo. A segunda será ainda maior e virá com as petrolíferas estrangeiras, que já avaliam o setor. "A segunda onda virá com investimentos pesados dessas empresas, na compra das atuais ou na formação de outras", diz Sampaio.
Concentração
Está se concretizando mais cedo no setor sucroenergético o que o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues costuma definir como "o futuro do agronegócio brasileiro": concentração e internacionalização. Ao menos dez grupos estrangeiros já estão na produção brasileira desse setor, entre eles alguns dos mais atuantes no segmento de commodities, como Cargill, Bunge, Teréos, Adecoagro, Noble Group e até a petrolífera britânica BP.
Assim, o setor sucroenergético brasileiro toma um rumo bem diferente do da carne, em que a associação de empresas ocorreu dentro do país e, após criar musculatura, os frigoríficos foram comprar outras empresas no exterior.
No caso do setor sucroenergético, as perspectivas eram boas tanto no mercado interno como no externo. Mas a segunda opção não se concretizou no curto prazo, principalmente para o álcool.
Embora as empresas ainda acreditem que essas perspectivas são favoráveis no médio prazo, a passagem dos últimos anos foi muito difícil. A Santelisa, formada pela união da Santa Elisa com a Vale do Rosário e que tinha planos de expansão, foi um caso emblemático.
A empresa foi atropelada pela crise vivida não só pelo setor sucroenergético mas também pelo estrangulamento do crédito provocado pela crise financeira internacional. Esse estrangulamento veio em um momento em que muitas delas estavam muito endividadas.
No caso da Santelisa, a saída era a venda ou a associação com outros grupos. Após várias propostas, inclusive da líder Cosan, o negócio foi fechado com a Dreyfus, criando-se a LDC SEV, a segunda maior empresa mundial no setor de energia renovável. A Cosan é a primeira.
Frustração
"Os sentimentos [sobre essa transferência da empresa] são muitos", diz André Biagi. E frustração é um deles. "Parecia que o álcool ia dominar o mundo. Fizemos várias parcerias, empurrados pelos investimentos, pelo mercado e pelas perspectivas. Veio a crise, e a empresa foi pega no contrapé. Hoje, vemos que foi uma coisa muito arrojada", diz ele.
Apesar de sentir frustração por não ter atingido os objetivos iniciais da Santelisa, Biagi diz que vê com conforto a saída menos traumática do que se imaginava há um ano. "Ganharam o setor, o mercado e os colaboradores", diz ele.
Mas o acordo final não foi fácil. Foram sete meses de negociações e muita dificuldade para chegar a um acerto devido ao grande número de participantes envolvidos.
A nova empresa tem capacidade de moagem de 40 milhões de toneladas de cana, 2,7 milhões de toneladas de açúcar e 1,5 bilhão de litros de álcool.
Para se manter entre as líderes do setor, a LDC SEV tem um plano agressivo de expansão, diz o presidente-executivo, Bruno Melcher. Por isso, recebeu uma injeção de capital de R$ 800 milhões do grupo Dreyfus e de investidores financeiros, além de converter dívidas em patrimônio líquido.
O valor da nova empresa está estimado em R$ 8 bilhões, e a companhia se prepara, também, para o lançamento de ações internamente, assim que o mercado apresentar condições mais favoráveis.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2810200902.htm

“Eu quero morar na propaganda do governo da Bahia”

Espanha: “País de un solo juez”?

Já comentei aqui, o ativismo do juiz espanhol Baltazar Garzón é exagerado, se intromete em todas questões, dá palpite em tudo, felizmente não é norte-americano. Agora o jornalista do “El País” Lluís Bassets comenta que parece que a Espanha tem apenas um juiz.

http://corival.blogspot.com/2009/08/pelo-jeito-nao-ha-crimes-na-espanha.html

http://corival.blogspot.com/2009/04/se-baltasar-garzon-fosse-americano-ja.html

28 octubre, 2009 - Lluís Bassets

País de un solo juez

¡Qué misterioso país! Un solo juez lo hace todo. Perseguir terroristas, procesar piratas somalíes, rebuscar en las fosas del franquismo, desmontar las tramas de corrupción de los partidos, y todo eso después de procesar a Pinochet, revolver en los crímenes de Estado o golpear al narco. ¿Y qué hacen los otros jueces? A veces se diría que rabiar por lo mucho que trabaja el juez único e incluso dedicarse a buscarle las cosquillas para ver si se le puede pillar en fragrante prevaricación.

Pero no generalicemos. Seguro que hay muchos jueces trabajadores y diligentes que son alérgicos a los focos y a la prensa, pero hacen su trabajo con enorme profesionalidad y pundonor. Aunque sea todo un misterio que casi ninguno de los grandes casos caiga en sus manos, no vamos ahora a convertir las hiperactividad de uno en motivo de humillación de todos los otros.

En todo caso, un país de juez único es doblemente preocupante. Por la inactividad de unos y por el enorme poder del otro. Aunque peor sería el país, sin duda, si quedara en manos de los jueces de la siesta. De manera que viva el juez y viva el país que puede permitirse el lujo de confiar sólo en una toga para el mantenimiento de una cierta decencia pública.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Deflação nos mercados internacionais, mas países pobres pagam mais por alimentos

Países pobres pagam mais por comida apesar da queda do preço

Segundo estudo da ONU, alimentos nos países em desenvolvimento estão 80% mais altos que há um ano atrás

Efe

SYDNEY - Os preços dos alimentos subiram nos países em desenvolvimento apesar da queda dos preços mundiais pela crise econômica global, revelou nesta segunda-feira, 26, na Austrália o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.

Josette Sheeran, diretora da agência, explicou que a mudança climática elevou os custos dos combustíveis e isto reduziu os salários. "Apesar dos preços terem caído nos mercados globais, nos países em desenvolvimento os preços dos alimentos estão 80% mais altos que há um ano", declarou Sheeran.

Recém-chegada das Filipinas, a diretora da PMA disse que naquele país asiático uma colheita de 1,1 milhão de toneladas de arroz corre o risco de ser perdida por causa dos tufões e ressaltou que atualmente os desastres naturais são mais frequentes e destrutivos que no passado.

No mundo há 1,020 bilhão de pessoas famintas. "Uma em cada seis pessoas no mundo acorda sem saber se poderá comer", disse Sheeran em entrevista coletiva.

A Austrália assinou nesta segunda-feira um acordo com o PMA para doar US$ 130 milhões (84,5 milhões de euros) nos próximos quatro anos para auxiliar na alimentação de crianças em escolas do Sudeste Asiático, África e possivelmente América do Sul.

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,paises-pobres-pagam-mais-por-comida-apesar-da-queda-do-preco,456425,0.htm

Bresser Pereira: Patéticas críticas ao IOF

São Paulo, segunda-feira, 26 de outubro de 2009
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Patéticas críticas ao IOF


O IOF sobre ações deixa claro que o governo vai aumentar seu esforço para impedir a sobreapreciação do câmbio


ACERTARAM O presidente Lula e o ministro Guido Mantega ao decidirem pela imposição do IOF de 2% sobre as entradas de capital especulativo no Brasil. O IOF é um imposto regulatório que foi criado nos anos 1970 por um notável economista desenvolvimentista -Mário Henrique Simonsen- para, através do desestímulo à entrada de capitais especulativos, corrigir a incapacidade dos mercados financeiros de arbitrar e, portanto, eliminar as diferenças de taxa de juros interna e internacional.
A novidade de Guido Mantega foi incluir no imposto os investimentos estrangeiros em ações compradas na Bolsa brasileira -um fenômeno que não existia nos anos 1970. Com isso, o governo deu clara mensagem ao mercado que pretende aumentar seu esforço para impedir a sobreapreciação da taxa de câmbio.
As críticas dos economistas e jornalistas econômicos convencionais não se fizeram esperar. Quase todos afirmaram que a grande prejudicada será a Bovespa, porque o IOF estimulará os investidores estrangeiros a comprar ações pela Bolsa de Nova York. E a queda imediata das ações na Bovespa pareceu confirmar a crítica. Porém o que está sendo esquecido é que o mercado arbitrará a diferença de custo no Brasil e em Nova York, de forma que os 2% de custo no Brasil farão com que o preço em Nova York seja 2% maior -e em pouco tempo não haverá prejuízos para uma instituição tão importante para o Brasil como é a Bovespa.
Outra crítica é a de que as entradas não especulativas de capitais também serão prejudicadas, já que a decisão do governo não faz distinções -nem poderia fazer- entre entradas especulativas e não especulativas. Esse problema, porém, não existe. Para aqueles que pretendem investir seus capitais a longo prazo no Brasil, o custo de 2% se torna irrisório porque se diluirá à medida que aumente o tempo de permanência.
Uma terceira crítica é a de que o imposto será insuficiente para impedir a avalanche de dólares que está inundando o Brasil. Infelizmente essa afirmação é verdadeira, mas isso não é uma crítica: é o reconhecimento que mais deveria ser feito para neutralizar a tendência à sobreapreciação. Curiosamente, porém, é o oposto o que recomendam os economistas convencionais: querem apenas passividade -que o mercado resolva...- "porque", dizem eles, "contra toda evidência, é impossível administrar a taxa de câmbio a longo prazo". Na verdade, aceitam docilmente a prática danosa dos especuladores estrangeiros: como estes sabem que ao comprar ações estarão tanto empurrando para cima os preços da Bovespa como apreciando o real, eles ganham duas vezes: na Bolsa e com o câmbio. Quem perde é o Brasil, que fica sujeito à instabilidade e cresce pouco.
Com os 2% de IOF, o Brasil e os brasileiros estarão um pouco mais bem resguardados dessas práticas. Entretanto devemos ter claro que a neutralização da tendência à sobrevalorização da taxa de câmbio que existe no Brasil implica a tomada de um elenco de medidas coordenadas no quadro de uma estratégia nacional de desenvolvimento. Nessa estratégia, o presidente da República e o ministro da Fazenda desempenham papel importante, mas eles necessitam do apoio da sociedade brasileira. É necessário que os brasileiros e suas elites empresariais se convençam de que o Brasil precisa dramaticamente de uma estratégia informal, mas efetiva, de competição internacional que assegure estabilidade e taxas elevadas de crescimento. E que dessa estratégia faça parte uma política de taxa de câmbio competitiva.


LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994".
Internet: www.bresserpereira.org.br

domingo, 25 de outubro de 2009

China e Índia discutem fronteiras

China, India agree to narrow border differences

HUA HIN, Thailand: Chinese Premier Wen Jiabao and his Indian counterpart Manmohan Singh agreed on Saturday to gradually narrow differences on border issues between the two countries.

The two sides agreed to continue talks, with the aim of incrementally removing the barriers to a solution that was fair and acceptable to both sides.

Wen and Singh, meeting on the sidelines of the ongoing ASEAN-related summits in Hua Hin, Thailand, also agreed to try to ensure peace and stability in the border area, saying this would be conducive to resolving the border issues and furthering bilateral cooperation.

The two sides also agreed to take measures to encourage bilateral trade and investment, with the hope that bilateral annual trade would reach $60 billion by 2010.

The meeting aimed to help quench recent disputes in bilateral relations, which "actually have no major divergence but are severely impacted by Indian media", a former Chinese ambassador to India said.

The meeting came days before foreign ministers of both countries meet in India on Tuesday and a following return visit by the Indian top diplomat to China to prepare for a visit of Indian President Pratibha Devisingh Patil, the first such visit for an Indian head of state in nearly 10 years.

"The intense meetings are certainly related to our recent disputes," former Chinese ambassador to India Pei Yuanying told China Daily on Friday.

Border issues have tortured Beijing and New Delhi for decades. So far, 13 rounds of border talks have been held between the two.

Last week, China expressed its "strong dissatisfaction" over Singh's visit to a disputed border region of so-called "Arunachal Pradesh" where he addressed an election rally. India has also allowed the Dalai Lama to visit the region next month, while Indian media have been clamoring over an alleged "Chinese invasion" after border incidents in recent months.

"Actually there're no big issues between the two neighbors," Pei said. "And from the low-profile way New Delhi is dealing with rumors raised by Indian media - ranging from the 'invasion' to 'China's plan' to construct a huge dam on the upper reaches of the Yarlung Zangbo river (called the Brahmaputra river in India) - we can tell that it's very eager to keep good relations with Beijing."

Singh dismissed the dam rumor this week; he said China is not conducting a project on the river.

Pei said the heaviest pressure from India on bilateral issues comes from Singh's recent comments that India should remain cautious about China's military expansion, which is related to domestic pressure.

China also does not want to see the rumors affect its ties with India and the meetings are good chances for the two sides to make that clear, Pei said.

The two countries have just signed a broad agreement this week to work together on climate change and underlined their shared position on contentious talks seeking a new global climate deal, a typical example of cooperation between the two large developing neighbors, he said.

To facilitate such cooperation, Chinese ambassador to New Delhi Zhang Yan this week called on Indian media to stop one-sided reports that have cast a shadow on mutual trust.

http://www.chinadaily.com.cn/china/2009-10/24/content_8844469.htm

China reivindica território e contesta direito de primeiro-ministro fazer campanha e autorizar visita do Dalai Lama à região

China's claims on Arunachal absurd: Chief minister Dorjee Khandu

IANS 25 October 2009, 12:30pm IST

ITANAGAR: Arunachal Pradesh chief minister Dorjee Khandu, who was on Sunday sworn in to the office for a second straight tenure, termed China's claims to Arunachal Pradesh as its territory as "simply absurd". ( Watch Video )
"I have been telling repeatedly that Arunachal Pradesh is an integral part of India and that Chinese claims are simply absurd.
"We are the only state in the northeast where Hindi is the link language among various tribes who speak different dialects," Khandu said after his swearing in.
"Now, we are all set to welcome the Dalai Lama who is visiting the state from November 8."
He also said his government's topmost priority would be to work for the overall economic uplift of the state, especially focusing on developing infrastructure and boosting education and health sectors.
"Now, after the people have given us a thumping victory in the elections, we need to work even harder to achieve accelerated pace of development and growth in the state," Khandu said.
Khandu, 54, was administered the oath of office and secrecy by Governor Gen. (Retd) JJ Singh at a simple function in the Raj Bhawan attended by all the Congress legislators.
Khandu was the only one to be sworn-in on Sunday.
"The other ministers will take oath in a day or two," the chief minister said.
The Congress party won a landslide victory in the assembly polls, winning 42 seats in the 60-member legislature, eight more than it won in 2004.
"People voted for us as we worked sincerely in the past five years, and they saw visible development. Moreover, we provided a clean and stable government and never compromised on our ideals," he said.
The Trinamool Congress and the Nationalist Congress Party (NCP) with five seats each have emerged as the primary opposition, followed by the People's Party of Arunachal, a regional party, with four seats and the Bharatiya Janata Party (BJP) winning three seats, besides an independent candidate.
"The second term for us would be more challenging as we have to speed up development projects so that the benefits of the schemes reach the people," Khandu said.
"Social sectors, health, education, roads and infrastructure are the areas that we are going to give maximum thrust and focus to this time."

http://timesofindia.indiatimes.com/articleshow/msid-5159323,prtpage-1.cms

Índia na corrida espacial

‘By 2015 India will be ready for manned moon mission’

Staff Reporter

Guruvayur: K. Radhakrishnan, who has been appointed Chairman of the Indian Space Research Organisation, said on Saturday that by 2015 India would be ready for a manned moon mission.

Work on Chandrayaan-II was progressing. Efforts would be made to take the benefits of space research to the common man, he told journalists here.

Mr. Radhakrishnan received his appointment order while he was at the Sree Krishna Temple. The fax message was received at the devaswom board office in the evening. He had darshan and offered ‘thulabharam’ at the temple

http://www.hindu.com/2009/10/25/stories/2009102556260800.htm

Primeiro-ministro chinês diz que o mundo é grande o bastante para a Índia e a China

World big enough for India and China, says Wen Jiabao

Siddharth Varadarajan

Hua Hin, Thailand: India and China on Friday confounded the dire predictions being made of renewed rivalry and distrust by reaffirming their intention to work closely together on a wide range of issues and to not let differences over the border become an impediment to future cooperation.

In his opening remarks at delegation-level talks with Prime Minister Manmohan Singh on the sidelines of the 15th Asean summit here, Chinese Premier Wen Jiabao said strengthened bilateral relations served the interests of the two countries, the region and world. He later recalled Dr. Singh’s oft-quoted remark about there being enough space for both India and China to develop, adding that there was “still more space in the world” for the two countries to grow together. If the “Asian Century” is to become a reality, he added, it was important for India and China to live in harmony and friendship and enjoy prosperity, a senior Indian official who was present in the meeting told reporters later.

Dr. Singh warmed to this theme, reiterating India’s willingness to cooperate with China on global issues like climate change, world trade and the financial crisis. Providing an account of the talks, N. Ravi, Secretary (East) in the Ministry of External Affairs, said the Prime Minister described economic and trade relations between the two sides as “a vital pillar” of the relationship despite the payments imbalance, a point Premier Wen responded to by promising to work with India to handle the growing trade deficit. He also said China encouraged its companies to invest in India and welcomed Indian investments in China. The two leaders then agreed to take steps to ensure bilateral trade reached the $ 60 billion annual target by 2010.

According to Mr. Ravi, Dr. Singh said both sides needed to build better understanding and trust at the political level so that bilateral relations remained strong despite existing differences. He spoke of growing exchanges in the defence field and proposed that India and China observe the 60th anniversary of the establishment of diplomatic relations “in a fitting manner.” Among the options proposed was a cultural festival.

Premier Wen responded to the suggestion by saying both sides should seize the opportunities provided by the 60th anniversary “to heighten our bilateral relationship.”

On December 30, 1949, Jawaharlal Nehru sent a telegram to Zhou Enlai, who was China’s Foreign Minister at the time, informing him of India’s decision to recognise the People’s Republic of China. Following talks in Beijing, formal diplomatic relations were established on April 1, 1950.

http://www.hindu.com/2009/10/25/stories/2009102550240800.htm

Stiglitz sobre propriedade intelectual

Aciertos y errores de los derechos de propiedad intelectual
Joseph E. Stiglitz

En octubre pasado, la Asamblea General de la Organización Mundial de Propiedad Intelectual (WIPO) decidió abordar cómo podría ser la forma futura de un régimen de propiedad intelectual orientado al desarrollo. Este paso tuvo poca cobertura en la prensa, pero en cierta medida es tan importante como la decisión de la Organización Mundial de Comercio de que la actual ronda de negociaciones comerciales se enfoque al tema del desarrollo. Ambas decisiones reconocen que las actuales reglas del juego económico internacional reflejan los intereses de los países industriales avanzados, especialmente los de sus grandes corporaciones, más que los intereses del mundo en desarrollo.

Sin protección de la propiedad intelectual, puede ocurrir que se debiliten los incentivos para participar en ciertos tipos de iniciativas creativas. Sin embargo, la propiedad intelectual también puede tener costos bastante altos. Las ideas son la materia prima más importante para la investigación, y si la propiedad intelectual reduce la capacidad de usar las ideas de los demás, se verá afectado el progreso científico y tecnológico.

De hecho, muchas de las ideas más importantes (por ejemplo, la matemática subyacente a las computadoras modernas o las teorías tras la energía atómica o los rayos láser) no están protegidas por la propiedad intelectual. Los académicos dedican un considerable esfuerzo a diseminar gratuitamente los hallazgos de sus investigaciones. Me siento complacido cuando alguien usa mis ideas sobre la información asimétrica, y también aprecio que me den algo de crédito por ellas. El crecimiento del movimiento de "código abierto" en la Internet demuestra que no sólo las ideas más básicas, sino incluso productos de enorme valor comercial inmediato se pueden producir sin que medie la protección de la propiedad intelectual.

En contraste, un régimen de propiedad intelectual premia a los innovadores al crear un poder de monopolio temporal, permitiéndoles cobrar precios mucho más altos que los que podrían cobrar si tuviesen competidores. En el proceso, las ideas se diseminan y usan menos de lo que lo serían si la situación fuera distinta.

El razonamiento económico en que se basa la propiedad intelectual es que una innovación más rápida compensa los enormes costos de tales ineficiencias. No obstante, ha quedado cada vez más claro que unos derechos de propiedad intelectual excesivamente restrictivos o mal formulados en realidad pueden impedir la innovación, y no sólo por el aumento de los costos de investigación.

Quienes detentan los monopolios pueden tener muchos menos incentivos para innovar que si tuvieran que competir. La investigación moderna ha mostrado que el gran economista Joseph Schumpeter estaba equivocado al pensar que al competencia en la innovación conduce a una sucesión de empresas. De hecho, una vez que se establece, puede ser difícil sacar a un monopolista de ese lugar, como Microsoft lo ha demostrado tan claramente.

En realidad, una vez establecido, un monopolio puede usar su poder para aplastar a los competidores, como quedó en evidencia en el caso entre Microsoft y el navegador de Web Netscape. Estos abusos del poder de mercado desalientan la innovación.

Más aún, las así llamadas "marañas de patentes", el temor de que algún adelanto resulte estar relacionado con patentes existentes que tal vez el innovador ni siquiera conozca, también pueden cortar las alas de la innovación.  Después del trabajo pionero de los hermanos Wright y los hermanos Curtis, una serie de solicitudes de patentes superpuestas retardó el desarrollo del aeroplano, hasta que el gobierno de Estados Unidos finalmente obligó la formalización de un grupo de patentes, en momentos que asomaba la Primera Guerra Mundial. En la actualidad, a muchos en la industria de la informática les preocupa el que esta maraña de patentes pueda impedir el desarrollo de software.

La creación de cualquier producto exige el aporte de muchas ideas. y el ordenamiento de su contribución con respecto al resultado (para no mencionar aquellas que son realmente nuevas) puede ser casi imposible.

Considérese un medicamento basado en el conocimiento tradicional, por ejemplo, de una hierba bien conocida por sus propiedades medicinales. ¿Cuán importante es la contribución de la empresa estadounidense que aísla el ingrediente activo? Las compañías farmacéuticas argumentan que deberían tener derecho a una patente total, sin pagar nada al país en desarrollo de donde se tomó el conocimiento tradicional, incluso si el país preserva la biodiversidad sin la cual el medicamento nunca habría podido llegar al mercado. No es de sorprender que los países en desarrollo tengan una opinión distinta.

La sociedad siempre ha reconocido que otros valores pueden estar por sobre la propiedad intelectual. La necesidad de prevenir un monopolio excesivo ha hecho que las autoridades antimonopolio exijan la concesión obligatoria de licencias (como hizo el gobierno de EE.UU. en el caso de la compañía telefónica AT&T). Cuando Estados Unidos enfrentó la amenaza del ántrax tras los ataques del 11 de septiembre de 2001, las autoridades hicieron efectiva la licencia obligatoria para Cipro, el antídoto mejor conocido.

Lamentablemente, los negociadores comerciales que dieron forma al acuerdo sobre propiedad intelectual de la ronda comercio de Uruguay de comienzos de los años 90 (acuerdo TRIP), no estaban al tanto de esto, aunque lo más probable es que no estuvieran interesados en abordarlo. En esa época, formé parte del Consejo de Asesores Económicos del Presidente Clinton, y estaba claro que había más interés en agradar a las industrias farmacéutica y del entretenimiento que en asegurar un régimen de propiedad intelectual beneficioso para la ciencia, para no hablar de los países en desarrollo.

Sospecho que la mayoría de quienes firmaron el acuerdo no comprendían cabalmente lo que estaban haciendo. De lo contrario, ¿habrían condenado conscientemente a miles de personas con SIDA a una muerte segura, al no ser ya capaces de recibir medicamentos genéricos a un precio a su alcance? Si la cuestión se hubiese planteado en estos términos en los parlamentos del mundo, estoy convencido de que el acuerdo sobre TRIP habría sido rechazado con firmeza.

La propiedad intelectual es importante, pero el régimen de propiedad intelectual apropiado para un país en desarrollo difiere del que es adecuado para un país industrializado avanzado. El plan del acuerdo TRIP no reconoció esto. De hecho, para comenzar, la propiedad intelectual no debió nunca haber sido incluida en un acuerdo de comercio, al menos en parte porque su regulación está claramente más allá de las aptitudes de los negociadores comerciales.

Además, ya existe una organización para proteger la propiedad intelectual. Ojalá que en la reconsideración por parte del WIPO de los regímenes de propiedad intelectual, las voces del mundo en desarrollo se escuchen más claramente que en el caso de las negociaciones del WTO; y cabe esperar que la WIPO tenga éxito en bosquejar las implicancias de un régimen de propiedad intelectual que fomente el desarrollo. Y esperemos que la OMC la escuche: el objetivo de la liberalización del comercio es potenciar el desarrollo, no ponerle trabas.

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Controvérsias sobre novo cargo de presidente da União Européia

¿Quién necesita ser Presidente de la UE?
Giles Merritt

 

Quienquiera que ocupe el nuevo cargo en la cumbre de Europa como Presidente del Consejo Europeo fijará el modelo para el futuro. Si es alguien de renombre mundial, el de la presidencia quedará inmediatamente establecido como un puesto de importancia mundial, pero, si su primer ocupante no es un nombre conocidísimo, la presidencia quedará condenada como otro más de la complicada plétora de altos cargos notables que ni se valoran ni se entienden fuera de Bruselas.

Lo principal a ese respecto es que Europa no podrá mejorar el puesto más tarde. Si la presidencia corresponde a un político que carezca de fama y carisma, ocupará para siempre un lugar muy bajo en la jerarquía internacional.

De la media docena de candidatos a “Presidente de Europa”, sólo Tony Blair no necesita presentación en ninguna parte. Todos los demás nombres que han saltado a la palestra han de ir acompañados de una descripción: ex tal y cual finlandés o austríaco.

Nadie sabe si los actuales primeros ministros de los 27 países de la UE elegirán a Blair. Existe considerable rencor por su papel en la invasión del Iraq y el inconveniente de que procede de la euroescéptica Gran Bretaña y muchos en la izquierda lo consideran un dirigente cuya “tercera vía” fue una traición al socialismo.

Pero la elección de un presidente para Europa no tiene que ver con Blair, el hombre, ni con las ejecutorias políticas de ninguno de los otros que aspiran al puesto. Tiene que ver con el puesto mismo. El problema de Europa es el de que carece de un dirigente claramente identificable. A consecuencia de ello, pese a sus numerosos éxitos, la UE sigue hablando con demasiadas voces.

Ése era uno de los problemas que el polémico tratado de Lisboa de la UE estaba destinado a resolver. Ahora se encuentra en las últimas etapas de su largo y difícil nacimiento y al comienzo del próximo año debería estar aportando nuevos mecanismos para simplificar el proceso europeo de adopción de decisiones. La joya de su corona será el nombramiento para un mandato de treinta meses de un Presidente con dedicación exclusiva del Consejo Europeo, que agrupa a los jefes de los gobiernos miembros de la UE, junto con un jefe de la política exterior, que estará respaldado por un embrionario servicio diplomático de la UE.

Ahora que más de dos tercios de votantes irlandeses han invertido la anterior oposición de su país al Tratado de Lisboa y ya sólo la mantiene el eurófobo Presidente de la República Checa, Václav Klaus, se ha centrado la atención en quiénes ocuparán esos dos puestos, lo que, a su vez, ha desencadenado una ronda de peleas políticas que amenazan con invalidar del todo la idea de una voz europea mucho más potente en el escenario mundial.

Los tres países del Benelux, junto con algunas otras naciones pequeñas de la UE, se oponen a que el nuevo Presidente europeo proceda de una nación grande y también hay quienes temen que un peso pesado político en ese puesto eclipse al Presidente de la Comisión de la UE, el ex Primer Ministro portugués José Manuel Barroso, que acaba de ser confirmado para un segundo mandato de cinco años, y devalúe el papel del jefe de la política exterior, cuya autoridad debe reforzar el tratado de Lisboa.

Se trata de argumentos especiosos. Las relaciones exteriores de la UE abarcan dos tipos diferentes de políticas. El primero es el de la política del teatro mundial, en el que una figura política de estatura mundial podría hacer mucho para colocar en primer plano a la UE y contribuir a que tenga una importante voz en la reorganización de la regulación de la economía mundial posterior a la crisis. El segundo es el de la política del detalle, en la que el papel del nuevo jefe de la política exterior es el de crear una única posición de la UE sobre la gran diversidad de asuntos sobre los que los gobiernos europeos siguen teniendo posturas nacionales profundamente diferentes.

Europa tiene un problema de prestigio internacional, debido en parte a una estructura institucional compleja que los países de fuera de la UE consideran incomprensible. Cuenta con una representación excesiva en las cumbres mundiales del G-20, por ejemplo, pero la presencia de cuatro dirigentes nacionales europeos, además de representantes de la UE como Barroso, debilita, en lugar de fortalecer, su peso político. Lo mismo se puede decir de otros órganos mundiales, como el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional.

El resultado es que los logros de Europa en los últimos años –su ampliación para crear un mercado económico único de 500 millones de personas y su creación del euro como divisa que desafía al dólar– no van acompañados de una posición mundial más sólida. Los dirigentes del mundo –desde Barack Obama hasta Hu Jintao– se dirigen a Berlín, París y Londres, y no a Bruselas. El resultado es el de que las propuestas de políticas de la UE que podrían contribuir en gran medida a hacer avanzar los intereses económicos y geopolíticos de los europeos no son tan influyentes como podrían serlo.

El texto del tratado de Lisboa es deliberadamente vago en su descripción del papel del presidente, planteamiento que evitó problemas a los formuladores del tratado, pero sólo aplazó la discrepancia. La verdadera discusión que ahora se está produciendo entre los gobiernos nacionales de Europa versa sobre la autoridad que el Presidente de la UE debería tener. El riesgo es el de que los discutones políticos de Europa opten por un testaferro y desaprovechen esta oportunidad de oro para crear un dirigente mundial.

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Keynes contra os clássicos através de Paul Krugman

Keynes contra los clásicos: Segundo round
Robert Skidelsky

LONDRES – El economista John Maynard Keynes escribió La teoría general del  empleo, el interés y el dinero (1936) para “concientizar a mis compañeros economistas sobre nuestras profundas divergencias de opinión, que solamente han deteriorado la influencia práctica de la teoría económica”. Setenta años después, los economistas más influyentes todavía se siguen atacando casi en los mismos términos que en los años 1930.

En la pelea estelar más reciente figuran el nuevo campeón del keynesianismo, Paul Krugman, de la Universidad de Princeton, y el nuevo campeón clásico, John Cochrane, de la Universidad de Chicago. Recientemente Krugman publicó un artículo periodístico intitulado “¿Cómo pudieron equivocarse tanto los economistas?” No había nada en las corrientes principales de la economía, escribió Krugman, “que sugiriera la posibilidad de un colapso como el del año pasado.”

La razón fue que “los economistas, como grupo, confundieron la belleza, disfrazada de matemáticas atractivas, con la verdad.” Difundieron una “visión idealizada de una economía en la que los sujetos racionales interactuaban en mercados perfectos.” Desafortunadamente, “esta visión aséptica de la economía hizo que gran parte de los economistas ignoraran todas las cosas que podían salir mal." Por tanto, ahora los economistas tendrán que aceptar “la importancia de los comportamientos irracionales y a menudo impredecibles; admitir las imperfecciones frecuentemente idiosincrásicas de los mercados y aceptar que una elegante ‘teoría económica de todo' está muy lejos todavía."

La golpiza que Krugman dio a la teoría económica de la Escuela de Chicago incitó a Cochrane, profesor de Finanzas, a lanzar un contraataque malhumorado en el sitio Web de la universidad, que en mucho consistió en ataques personales a la integridad científica de Krugman. Cuando aborda la economía, Cochrane dirige sus golpes a dos objetivos: el ataque de Krugman a la “teoría de los mercados eficientes” y su defensa del “estímulo fiscal” para las economías en recesión.

Cochrane acusa a Krugman de engañar a sus lectores sobre la teoría de los mercados eficientes, que afirma que dada la información disponible, los mercados financieros siempre aciertan en lo que refiere a los precios de los activos. En lugar de defender esta teoría, Cochrane acepta que “los precios de los activos se mueven más que las previsiones razonables de los flujos de liquidez futuros.” Por desgracia, “en estos momentos no hay ninguna teoría que sea particularmente buena para eso."

No obstante, es nihilismo teórico, Cochrane señala, atribuir estas fluctuaciones excesivas a los comportamientos “irracionales” como hace Krugman. Lo que realmente persigue Krugman (“aunque no puede decirlo así") es que el gobierno “se haga cargo de las asignaciones de capital." Y una cosa que sí sabemos es que por muy mal que se comporten los mercados de activos, el control gubernamental “siempre ha sido mucho peor.”

Cochrane  reserva sus golpes más duros para el respaldo de Krugman a los estímulos fiscales del presidente Barack Obama. Invoca el venerable “teorema de equivalencia ricardiana”, que reavivó el economista de Harvard, Robert Barro, quien señala que "el gasto financiado con deuda no puede tener ningún efecto porque las personas, al ver que en el futuro  los impuestos necesarios para pagar la deuda aumentarán, simplemente ahorrarán más. Comprarán la nueva deuda del gobierno y no alterarán las decisiones de gasto."

En suma, Krugman “no tiene la menor idea sobre lo que causó el desplome, las políticas que podrían haberlo evitado y las políticas que deberíamos adoptar en el futuro” – salvo que ahora el gobierno debería gastar dinero a manos llenas. A los economistas no les sobran las matemáticas, necesitan más para “conservar la lógica."

Sin embargo, en cuanto al estímulo, Krugman asestó un golpe de knock-out. La opinión de que un gasto gubernamental adicional desplaza una cantidad equivalente de gasto privado, de tal forma que el efecto neto de estímulo es cero, sería cierta solamente si en la economía hubiera pleno empleo. En efecto, la Escuela de Chicago supone tácitamente  que en las economías siempre hay pleno empleo. No les afecta el hecho de que la economía de los Estados Unidos se haya contraído un 4% el año pasado y que más de 6 millones de personas se hayan sumado a las listas de desempleados.

Para los economistas de Chicago, un aumento de los trabajadores inactivos representa una elección voluntaria de ocio. En nombre del sentido común, conceden que las personas pueden cometer errores y que en esa medida un estímulo puede ser benéfico. Pero insisten en que el único estímulo que funcionará es imprimir dinero. Esto hará que disminuyan las tasas de interés y conducirá a un repunte de la economía.

En contra de esta opinión, Keynes señaló que las reducciones en las tasas de interés podrían no resolver las cosas porque a tasas cero o cercanas a cero, los inversionistas acumulan el efectivo en lugar de prestarlo. De ahí que, como lo dijo en 1932, tal vez “no podamos escapar de las depresiones prolongadas y quizá interminables salvo a través de una intervención directa del Estado para promover y subsidiar nuevas inversiones” –que es lo que acertadamente está haciendo la administración Obama.

El debate está más equilibrado en cuanto a la pregunta de qué causó el desplome. Krugman está limitado debido a que él lo atribuye a los comportamientos “irracionales”, que, como señala Cochrane, no es una teoría.

Esto se debe a que Krugman no quiere tomar en serio la distinción fundamental que hace Keynes entre el riesgo y la incertidumbre. En mi opinión, la principal contribución de Keynes a la teoría económica fue hacer hincapié en "la extrema precariedad de la base de conocimiento sobre la que nuestras estimaciones de rendimiento potencial tienen que hacerse.” Su ignorancia obliga a los inversionistas a refugiarse en ciertas convenciones, de las cuales las más importantes son que el presente continuará en el futuro, que los precios existentes de las acciones resumen las perspectivas futuras, y que si la mayoría de las personas creen en algo, es porque deben tener razón.

Esto contribuye a una estabilidad considerable en los mercados en la medida en que las convenciones sigan siendo válidas. No obstante, pueden quedar anuladas repentinamente en vista de malas noticias pasajeras, porque “no hay una base de convicciones firmes para mantenerlas constantes.” Es lo que pasa en una sala repleta de personas, si alguien grita “¡Fuego!”. Todos se apresuran a la salida. Esta no es una conducta “irracional”. Es una conducta razonable en un contexto de incertidumbre. En esencia, esto es lo que sucedió el otoño pasado.

La teoría económica de la Escuela de Chicago nunca ha sido tan vulnerable como ahora –y merecidamente. Sin embargo, los ataques contra ella nunca fructificarán a menos que los keynesianos como Krugman estén dispuestos a solucionar las implicaciones de la incertidumbre irreducible de la teoría económica.

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O dólar desaparecerá?

El dólar se enfrenta a su desaparición
Barry Eichengreen

BERKELEY En la blogósfera abundan los informes sobre la inminente desaparición del dólar. El billete verde se ha depreciado frente al euro en casi un 15% desde el inicio del verano. Se dice que los bancos centrales han disminuido su acumulación de dólares en favor de otras divisas. Una historia sensacionalista aunque no documentada dice que los Estados del Golfo están conspirando junto con China, Rusia, Japón y Francia –ahí tienen ustedes una coalición extraña- para que se deje de fijar el precio del petróleo en dólares.

Los economistas no tienen problemas para explicar la debilidad del dólar después de los hechos. Dado que los hogares estadounidenses están haciendo mayores ahorros a fin de restaurar sus cuentas para la jubilación, el país tiene que exportar más. Se necesita un dólar más débil para hacer más atractivos los productos estadounidenses a los consumidores extranjeros.

Además, el desencanto con los sofisticados instrumentos, que las instituciones financieras estadounidenses se especializan en crear y distribuir, se traduce en menores entradas de capital extranjero en los Estados Unidos. Menos compras extranjeras de los activos estadounidenses  significan un dólar más débil. Mediante una extrapolación del pasado en el futuro, los analistas prevén que el dólar se depreciará más.

Lo primero que se puede decir acerca de esto es que uno debería ser escéptico de las previsiones de los economistas, en particular las de corto plazo. Nuestros modelos son, francamente, inservibles para predecir los movimientos de divisas en pocas semanas o meses.

Yo lo sé bien. Cuando estalló la crisis de las hipotecas de alto riesgo en septiembre de 2007 publiqué un artículo intitulado “ Why Now is a Good Time to Sell the Dollar (Por qué es este un buen momento para vender el dólar) ” en una destacada revista financiera. Lo que sucedió después, por supuesto, es que el dólar se fortaleció bruscamente porque los inversionistas, desesperados por liquidez, cambiaron rápidamente a los valores del Tesoro estadounidense. Posteriormente el dólar sí se depreció. No obstante, se disparó de nuevo tras la quiebra de Bear Stearns y los problemas con la AIG.

En periodos de varios años nuestros modelos funcionan mejor. En esos plazos, el énfasis en la necesidad de que los Estados Unidos exporten más y en las mayores dificultades que tendrá la economía para atraer capital extranjero es correcto. Estos factores constituyen buenas razones para prever una mayor debilidad del dólar.

La pregunta es, ¿debilidad frente a qué? No frente al euro, que ya es caro y es la moneda de una economía con problemas bancarios y estructurales que son aun más graves que los de los Estados Unidos. Tampoco frente al yen, que es la moneda de una economía que se niega a crecer.

Por tanto, para que el dólar se deprecie más, tendría que hacerlo frente a las monedas de China y otros mercados emergentes. La intervención de éstos en semanas recientes muestra su reticencia a dejar que esto suceda. Sin embargo, su elección se reduce a comprar dólares o productos estadounidenses. La primera es una opción sin posibilidades de éxito.

A largo plazo, la OPEP fijará el precio del petróleo en una canasta de divisas. Vende su petróleo por igual a los Estados Unidos, Japón y los mercados emergentes. Tiene muy poca lógica para la organización fijar los precios del petróleo en la moneda de sólo uno de sus clientes. Y los bancos centrales, cuando decidan qué acumularán como reservas, con seguridad pondrán menos huevos en la canasta del dólar.

Más allá de esto, el dólar no irá a ningún lado. No va ser sustituido por el euro o el yen porque tanto Europa como Japón atraviesan graves problemas económicos propios. El renminbi llegará, pero no antes de 2020, y para ese entonces Shangai se habrá convertido en un centro financiero internacional de primera clase. Además, incluso entonces el renminbi probablemente compartirá el escenario internacional con el dólar, no lo sustituirá.

Lo que podría precipitar la desaparición del dólar sería una imprudente mala administración en los Estados Unidos. Un escenario popular es la inflación crónica. Sin embargo, esto es improbable. Una vez que termine el periodo de tasas de interés de cero, la Reserva Federal estadounidense estará ansiosa por reafirmar su compromiso con la estabilidad de precios. Puede existir la tentación de promover la inflación para deshacerse de la deuda en manos de extranjeros, pero el hecho es que la mayoría de la deuda estadounidense está en manos de estadounidenses, que constituirían un grupo poderoso que se opondría a esa política.

El otro escenario es que el déficit presupuestal de Estados Unidos siga fuera de control. Las predicciones de una situación de impago son descabelladas. No obstante, una deuda elevada significará impuestos elevados. La combinación de una política fiscal flexible y una política monetaria restrictiva significará tasas elevadas de interés, inversión escasa y crecimiento lento. Los extranjeros –y los residentes—bien podrían desilusionarse de la divisa de una economía con esas características.

Mark Twain, el autor y humorista estadounidense del siglo XIX respondió alguna vez a los reportes sobre su mala salud escribiendo que “los informes sobre mi muerte son muy exagerados”. Bien podría haber estado hablando del dólar. Por el momento, el paciente está estable, a pesar de los síntomas externos. Pero habrá motivos de preocupación si no se compromete a adoptar un estilo de vida más sano.

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Editorial The Observer contra Blair como presidente da UE. Blair não é confiável!

Europe needs a president we can all trust. Blair is not the man for the job

The ultimate test of Mr Blair's readiness for the new president's post should be his ability to fulfil the ambitions that created it

The Observer, Sunday 25 October 2009

There is something peculiar about the job of the permanent president of the European Council. It is prestigious enough that Tony Blair wants it, important enough that the Conservatives are desperate to stop him, but few of us actually know what it is.

That is partly because the job does not yet exist. It is a provision of the Lisbon treaty that awaits a signature from the Czech president before it can take effect. But there is a broader problem. The new presidency's function relates to EU institutions that are generally reviled or ignored in this country, but rarely understood.

The new president's task, as mandated by Lisbon, is to provide continuity and ambition to the European agenda. The point of the Lisbon process was to fix the EU's decision-making process so member states could get on and make some useful decisions in areas that even sceptics agree require co-ordinated continental action: the environment, energy supply, financial stability, security.

The hope among pro-Europeans is that the EU might then, by its good works, earn some legitimacy and even affection among sceptical citizens. So where might Mr Blair fit in to this plan?

Currently, each meeting of European heads of government has its agenda set by whichever state holds a rotating presidency. Business stops and starts anew every six months. The new fixed-term president will, in theory, set a clearer strategic agenda, persuade member states to sign up to it and sell its benefits across Europe.

What the job emphatically is not is a "president of Europe" with executive power – a kind of Brussels-based equivalent to Barack Obama in Washington and Hu Jintao in Beijing.

Mr Blair would not preside in some lordly capacity over the peoples of Europe. Technically, he would simply steer meetings of the European Council, the EU's main decision-making body comprised of heads of governments. A more accurate title for the job might be "chairman of European Summits".

Of course, if all the job involved was wielding a gavel, Mr Blair wouldn't be interested. But, as everyone involved in the selection acknowledges, there is sufficient ambiguity in the Lisbon criteria for an incumbent to shape the job in his or her own image. Mr Blair would, by the sheer fact of his celebrity, transform the presidency into a symbolic and influential office. So his candidacy poses a challenge to the EU to decide what it wants from the role.

It doesn't help that the recruitment process is so opaque. Candidacies are not declared but are muttered about in huddles of European diplomats. It all makes a mockery of the original plan for a treaty that would usher in a more democratic and accountable era of EU decision-making.

The choice will ultimately be made by heads of government in the European Council. But by then, the process will already have conformed to the sceptics' caricature of a cabalistic stitch-up by arrogant elites. For that process to result in the elevation of a figure as controversial as Tony Blair is, to say the least, risky.

That should not automatically disqualify him. Liked or loathed, the former British prime minister would certainly command Europeans' attention. His presidency would signal a seriousness of intent for the post-Lisbon era. And his powers under the treaty would be limited to brokering agreement on what should be the agenda for EU negotiations, not deciding their outcome.

Mr Blair is, without doubt, an accomplished diplomat, negotiator and communicator. He has a loyal fan base in the US and he speaks French – no small consideration in Brussels. It is plausible he would bring a level of conviction and effective advocacy on behalf of the European idea that has been sorely lacking for at least a generation.

In Britain, that is especially true. Voters clearly struggle to feel any warmth towards Brussels-based institutions. That is a big consideration given the likelihood of an anti-EU Conservative government soon being formed in Westminster. There might be a mutual strategic advantage for the UK and the rest of Europe in having a Briton as European Council president, engaging one the EU's most powerful and most ambivalent members in the project as never before. The opposite might also be true. In prospect is David Cameron stubbornly demanding symbolic "repatriation" of powers from a European Council chaired by Tony Blair. That could test Britain's relationship with the EU to breaking point.

There lies the problem with Mr Blair's candidacy – his capacity to provoke. His career in national politics involved many successes, but it was also characterised by bitter divisions, especially over foreign policy. That is a curious recommendation for a job that requires international consensus-building.

Across Europe, Mr Blair is remembered for his alliance with George W Bush and support for an ultimately disastrous military adventure in Iraq. In Britain, that feeling is especially raw. Mr Blair has undeniable powers of persuasion, but their misuse to sell the threat of Iraqi weapons of mass destruction has not been forgotten. Many in Britain will not forgive Mr Blair for appearing to subordinate the national interest to a militaristic doctrine formulated in Washington. Many also believe he made such a commitment to Mr Bush in secret long before he shared it with the British public.

Then there was the venomous diplomacy that surrounded attempts to get UN Security Council approval for the Iraq invasion. Such memories divide Europe as much as Mr Blair's debating fluency could ever unite it.

The basic problem is one of trust. Mr Blair has a proven record of ignoring constitutional niceties and subverting international institutions to pursue an agenda defined by self-belief alone. To entrust such a person with the task of setting the EU agenda and to expect that agenda to be embraced across the continent is simply not realistic.

The ultimate test of Mr Blair's readiness for the new president's post should be his ability to fulfil the ambitions that created it. The process that, via a botched constitution, led to the current Lisbon treaty, was supposed to achieve two things: reform EU institutions and legitimise them for disaffected European citizens. That journey, with its numerous revisions, compromises and bitterly contested referendums, is now nearly complete. The reforming ambition can be declared a partial success; as a project to restore legitimacy, it is an abject failure.

The EU is now less trusted than ever before. Fixing that problem is one of the first tasks that a permanent president of the European Council will face. It is not a task that Tony Blair is best qualified to perform.

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/oct/25/leader-tony-blair-european-union

Tony Blair, o primeiro presidente da UE?

Is Tony Blair the right man to be president of Europe?

Yes, says Charles Grant. His presence would improve the global credibility of the EU. No, says Henry Porter. He co-authored the Iraq war and is not a convinced democrat

O The Guardian publica dois artigos sobre a candidatura de Tony Blair a presidente “permanente” da UE, um contra, outro a favor. Seria curioso justo um britânico ser o primeiro presidente da UE. Agora escolher alguém como Tony Blair poderia causar mais conflitos entre os Estados do que o necessário num momento em que está surgindo uma instituição novo. Blair buscaria com certeza concentrar poder em suas mãos. Seria surreal justo um Britânico realizar os maiores temores dos governantes britânicos desde o início da integração européia, o fortalecimento da União contra os Estados nacionais. Também seria insólito o presidente ser justamente de um país que não aderiu ao Euro.

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/oct/25/henry-porter-charles-grant